LER FAZ BEM AO CORPO E À ALMA

24/10/2026

SEIS CASOS

 

Autor. Sebastião Ribeiro.

Edição de autor.

Lisboa - ano de 1957 






"Seis Casos" é uma obra marcante de cariz político e jurídico publicada em 1957 em Lisboa, da autoria do advogado e oposicionista português Dr. Sebastião Ribeiro (1894–1979). 
O livro insere-se no contexto da literatura de denúncia e resistência ao regime do Estado Novo (Salazarismo). Abaixo estão os detalhes fundamentais sobre esta publicação: 
Contexto e Conteúdo
  • A Defesa de Henrique Galvão: O Dr. Sebastião Ribeiro atuou como advogado de defesa do capitão Henrique Galvão (figura histórica que mais tarde lideraria o assalto ao paquete Santa Maria), que havia sido preso pela PIDE. O livro aborda diretamente os pormenores, irregularidades e a perseguição política em torno dessa detenção. 
  • Crítica ao Regime: O opúsculo expõe a arbitrariedade da justiça salazarista e os bastidores do sistema judicial e prisional da época, servindo como um manifesto de denúncia.
  • Censura Imediata: Devido ao seu teor altamente crítico e revelador, o livro foi apreendido pela PIDE logo no dia seguinte ao término do período de propaganda eleitoral para as eleições da Assembleia Nacional.
A Obra Sequencial: "A Confusão"
A apreensão de "Seis Casos" gerou forte polémica e motivou Sebastião Ribeiro a escrever e publicar um novo livro de contestação jurídica intitulado "A Confusão". Nele, o advogado transcreveu os protestos formais enviados diretamente a Salazar (então Presidente do Conselho) contra o ato abusivo de censura da sua obra anterior


23/10/2026

PALMIRA BASTOS. A Primeira Dama da Cena Portuguesa - 90 anos de vida. 75 anos de teatro.

 

Autor. Ápio Garcia

Editora « JAL » -Lisboa

3ª edição. Ano de 1965 

 

 

 

 

 

 


 

« Recordar Palmira é folhear uma enciclopédia do Teatro em Portugal. (...)  90 anos são uma relíquia. Amá-los é uma obrigação. Sagrá-los é um dever. O Teatro Português deve-lhes uma oração. » *

* Leitão de Barros

Excerto de uma referência inserta nos primeiros capítulos da obra. 

NO XX ANIVERSÁRIO DA MORTE DE CALOUSTE GULBENKIAN. Breve história da sua vida e da sua obra.

 

Edição da Fundação Calouste Gulbenkian.

Ano de 1975 








O título remete para a histórica publicação da Fundação Calouste Gulbenkian lançada em 1975, com nota de José de Azeredo Perdigão, para assinalar as duas décadas do desaparecimento do seu fundador. Calouste Sarkis Gulbenkian (1869–1955) foi um engenheiro, diplomata e empresário de origem arménia que se tornou o homem mais rico do mundo e um dos maiores filantropos e colecionadores de arte do século XX. 
Abaixo apresenta-se uma breve síntese da sua vida e da extraordinária obra que legou à humanidade.

1. Breve História da Vida
  • Origens e Formação: Nasceu a 23 de março de 1869 em Üsküdar, na Turquia (Império Otomano), no seio de uma próspera família arménia. Formou-se em Engenharia do Petróleo no King's College de Londres em 1887, antecipando o papel crucial que este recurso teria no mundo moderno.
  • "O Senhor 5%": Graças a uma inteligência diplomática e capacidade negocial raras, Gulbenkian atuou como o grande mediador nos consórcios internacionais para a exploração de petróleo no Médio Oriente. Ao reter uma participação de 5% na Turkish Petroleum Company (mais tarde Iraq Petroleum Company), consolidou uma das maiores fortunas do planeta. Adquiriu a nacionalidade britânica em 1902. 
  • O Refúgio em Portugal: Em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, Gulbenkian procurou um país neutro para se instalar. Chegou a Lisboa e apaixonou-se pela hospitalidade, pela tranquilidade e pela pacatez da cidade, fazendo do Hotel Aviz a sua residência oficial durante os últimos 13 anos da sua vida. 
  • Óbito : Faleceu em Lisboa a 20 de julho de 1955, com 86 anos.
2. A Obra e o Legado
A obra de Calouste Gulbenkian desdobra-se em duas grandes vertentes complementares:
A Coleção de Arte
Guiado pelo seu gosto pessoal e pela máxima de que "só o melhor é suficientemente bom", reuniu ao longo da vida uma coleção de arte única e eclética, composta por mais de 6.000 peças. A coleção abrange desde a Antiguidade egípcia, greco-romana e islâmica até à pintura europeia (com obras de Rembrandt, Rubens, Monet) e as joias icónicas de René Lalique. Exigiu em testamento que a coleção se mantivesse unida sob o mesmo teto. 
A Fundação Calouste Gulbenkian
No seu testamento de 1953, Gulbenkian determinou que a sua imensa fortuna servisse para criar uma fundação internacional com sede em Lisboa. Instituída em 1956, a Fundação Calouste Gulbenkian tornou-se o maior motor cultural de Portugal e uma referência de filantropia em toda a Europa, atuando em quatro áreas fundamentais: 
Área de AtuaçãoImpacto Principal
ArteCriação do Museu Calouste Gulbenkian (inaugurado em 1969), da Orquestra e do Coro Gulbenkian, além do apoio direto à criação artística contemporânea.
EducaçãoAtribuição de bolsas de estudo, renovação de bibliotecas itinerantes e fomento da investigação.
CiênciaApoio à investigação científica de ponta, nomeadamente através do prestigiado Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC).
Beneficência / SaúdeApoio social e assistência médica a populações desfavorecidas e à diáspora arménia pelo mundo.
A sua visão transformou a herança do petróleo numa fonte perpétua de conhecimento, beleza e progresso social em benefício de toda a humanidade


HOMENS E AVIÕES NA HISTÓRIA DA AMADORA

 

Autor. M. Lemos Peixoto

Edição da Câmara Municipal da Amadora. Outubro de 1980 

 

  • Autor: Manuel Lemos Peixoto (M. Lemos Peixoto)
  • Prefácio: Rangel de Lima
  • Nota de Abertura: Orlando de Almeida
  • Formato: 112 páginas, ilustrado com fotogravuras e mapas








  • Principais Temas Abordados
    • Campo da Aviação da Amadora:
    •   A crónica cobre cerca de trinta anos da vida aeronáutica e social da Amadora, recordando que a localidade ficou conhecida nos anos 20 como a "terra dos aviadores".
    •  
    • Marcos da Aviação: 
    •  Aborda as primeiras tentativas e os voos históricos com ligação a partir do aeródromo local (incluindo iniciativas e expedições para a Ilha da Madeira, África e Oriente, como as figuras de Sarmento de Beires, Brito Pais e o mecânico Goveia)
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    • Contexto Social: Descreve a simbiose entre o quotidiano da cidade da Amadora e o desenvolvimento da aviação pioneira em Portugal


    SERVIÇOS HIDRÁULICOS. Legislação sobre Polícia e conservação das Águas, Taxas , Multas e Emolumentos, Licenças para Obras Hidráulicas e Legalização de Engenhos, Etc.

     

    Edição. Imprensa Nacional

    República Portuguesa.

    Ano de 1962 







    O livro elucida-nos sobre diversos aspectos legislativos bem como vasta matéria relacionada com o que então eram os Serviços Hidráulicos no Portugal do Estado Novo.

    • Estado Novo.  Início: 
    • 11 de abril de 1933, com a entrada em vigor da nova Constituição aprovada em plebiscito.
    • Fim: 
    • 25 de abril de 1974, através da Revolução dos Cravos liderada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA).
    •  
    • Principais Estadistas do Estado Novo 
      • António de Oliveira Salazar (no poder de 1932/1933 até 1968)
      • Marcelo Caetano (de 1968 até 1974)

    O DESPERTAR DA EUROPA. Do ano 1000 a 1250

     

    Autor. Bernard Guillemain

     Título original. L' Eveil de I' Europe.

    Ano de 1969 - Editor.  Librairie Larousse - Paris 

    Tradutor. H. da Silva Letra 

    Edição portuguesa. Publicações D. Quixote. Edição nº 633. Setembro de 1980 




    "O Despertar da Europa: Do ano 1000 a 1250" é um célebre livro de história da autoria do historiador francês Bernard Guillemain, 
    Sobre a Obra
    • Extensão: Cerca de 431 a 432 páginas
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    • Tema central: 
    •  A grande expansão e transformação da Europa medieval entre os séculos XI e XIII — um período marcado pela revolução agrícola, o renascimento urbano, o florescimento do comércio, a construção das grandes catedrais e a afirmação da cristandade ocidental (incluindo as Cruzadas e o fenómeno das universidades).

    Obs: A colecção é constituída por 13 Volumes. 

    O TEMPO DA CONTESTAÇÃO. 1948 - 1969.

     

    Autor. Pierre Thibault

    Título original. Le Temps de Contestation ( 1948 - 1969 ).

    editor original. Librairie Larousse, Paris. Ano de 1971

    Tradução de . Álvaro de Figueiredo

    1ª edição para a língua portuguesa pelas Publicações  D .Quixote. Junho de 1982.  Edição 13 nº 720.  




    Tempo da Contestação (1948-1969)" é uma obra de referência sobre a história contemporânea mundial, escrita pelo historiador Pierre Thibault. 

    Contexto e Conteúdo da Obra
    O livro abrange o período do pós-Segunda Guerra Mundial até ao final da década de 1960, uma era profundamente marcada por transformações geopolíticas, sociais e culturais globais, incluindo:
    • A consolidação da Guerra Fria: A divisão do mundo em blocos (EUA e URSS).
    • Os processos de descolonização: A independência de várias nações em África e na Ásia.
    • Os movimentos de contestação social: O auge das revoltas estudantis e operárias da década de 1960, como o emblemático Maio de 68 em França.

    Obra inserida na prestigiada colecção História Universal constituída por 13 volumes sendo este precisamente o nº 13.

    21/10/2026

    ARMAS E MUNIÇÕES DE CAÇA com um estudo sobre Aspectos Sociológicos da Caça

     

    Autor. C. F. Buys.

    E em " estudo " por Edgar Luiz Schneider

    Edição da Livraria do Globo, nº 554.  

    Ano de 1934.

     

     

      


    Folhei o livro “Armas e munições de Caça” de 1934, onde C. F. Buys onde ele  cita o livro “La chasse à tir” de Paul Cunisset-Carnot de 1911: “Cunisset observa que a solidez é a qualidade principal de um fuzil. E afirma, com razão, que seria loucura querer sacrificá-la à leveza. Primeiro a segurança, diz este autor, depois o prazer; em um bom fuzil, a beleza, a delicadeza, a precisão mecânica, a elegância, a facilidade de manejo devem associar-se, mas sem comprometer a robustez. Expõe uma tabela dos melhores pesos para todos os calibres, exemplo: cal.12=3,150kg e cal. 20=2,80kg. Quanto ao peso do cano, é sempre inferior à metade do peso da arma.”
    Continuando Buys descreve:” Há, entre nós, brasileiros, uma preferência acentuada para os pequenos calibres. Temos abundância de caça, pelo menos no interior. Com qualquer arma abate-se um número relativamente grande de peças—o que se deveria atribuir ao milagre da terra dadivosa empresta-se à pretendida superioridade do pequeno calibre da arma que se utiliza, ao seu fácil manejo, ao nenhum esforço físico que demanda o seu transporte, ao nulo recuo.” “A arma não cansa”, afirma-se. E, como a arma não cansa, a eficiência do atirador não enfraquece senão em proporções menores do que a do caçador que se serve de um calibre grande.
    Pelo fato do Brasil ter sido terra dadivosa em caça, não haveria motivo consumir munição mais cara. O costume dos calibres finos acompanhou gerações dos praticantes da caça até à proibição total da  caça. *
     

    15 EPISÓDIOS DE CAÇA

     

    Textos de: Tomás de Figueiredo, Ferreira da Costa, Fernand Lambert e Jules Gérard.

    Tradução de  Maria Adelaide Couto Viana 

     

    Nº da Ed. 926 . Lisboa - 1975





    Um admirável espectáculo: seis javalis - entre os cinquenta e cinco e os noventa quilos -, dois veados novos, uma dezena de perdigões e quinze lebres. Muito honroso para seis espingardas ! Pessoalmente, não me portei nada mal. (... ) *

    Breve extrato do texto inicial da autoria de Fernand Lambert 

    20/10/2026

    A CAÇA EM 10 LIÇÕES

     

    Autor. Paul Boyer

    Título original. La Chasse en 10 leçons

    Tradução de Ana Cristina Pinto

    Hachette, 1973

    Publicações Europa - América 





    A caça: uma carnificina ! É o que proclamam os seus detractores, não deixando de acrescentar que os caçadores só pensam em matar, indiscriminadamente, os pobres animais indefesos. Pois bem, não têm razão ! Quando devidamente compreendida, a caça é, e deve ser sempre, um desporto. Vamos, ao longo desta primeira lição, dizer-vos porquê. *

    * Breve extrato da parte inicial do livro 

    19/10/2026

    AS PESTES MEDIEVAIS EUROPEIAS E O « REGIMENTO PROUEYTOSO CONTRA HA PESTENENÇA » Lisboa, Valentim Fernandes ( 1495 - 1496 )

     Tentativa de interpretação à luz dos conhecimentos pestológicos actuais.


    Autor da presente obra. Mário da Costa Roque 

    Edição da Fundação Calouste Gulbenkian. Centro Cultural Português. Paris ano de 1979 

    Inserido na colecção. Fontes Documentais Portuguesas, sendo este o tomo XII.

     

     O mais estimado e completo trabalho sobre as pestes medievais, sobretudo no que respeita a Portugal, com reprodução em fac-símile do «Regimento ― Proueytoso contra ha Pestenença» w ilustrado em folhas à parte com mais de três dezenas de gravuras.
     

    Do índice, alguns capítulos: 

     «Problemas das pestes antigas»; «A peste deixada por viajantes indemnes»; «As grandes epidemias»; «Epidemias duradouras sem mortandades»; «As pestes medievais europeias»; «A peste negra na Europa»; «Origem asiática da peste negra»; «A Europa que recebeu a peste negra»; «A peste negra em Portugal»; «Início e duração da peste negra em Portugal»; «A peste em Portugal no século XV»; «A defesa do país, medidas de higiene, de profilaxia e de polícia Sanitária»; «Os enterros dos pestosos»; «O papel dos santos medievais na protecção contra os assaltos da epidemia»; São Sebastião; O Culto de São Sebastião como santo protector contra a epidemia»; «O Culto de São Roque como santo protector contra a epidemia»; «Grupos de Santos antipestosos»; […]. 

    RELATÓRIO das CHEIAS DO TEJO E OUTROS RIOS no INVERNO DE 1935 - 1936

     


    Autor. Engenheiro Abel de Noronha e Andrade - Director da ^Hidráulica do Tejo.

    1ª edição. Lisboa * Imprensa Nacional * Ano de 1938

    Livro valorizado por uma dedicatória assinada pelo autor. 

     

     

     

     

    O inverno de 1935-1936 ficou registado na história da hidrologia em Portugal devido a um estado de cheia quase permanente que afetou profundamente a bacia do rio Tejo, o rio Mondego e vários outros cursos de água do país. O ano hidrológico começou com um outono excecionalmente chuvoso, gerando inundações consecutivas que se prolongaram de novembro de 1935 a abril de 1936. 

    O Rio Tejo e a Região do Ribatejo
    No rio Tejo, os meses de janeiro e fevereiro de 1936 concentraram os picos de maior destruição:
    • Picos de Cheia: Registaram-se subidas drásticas e picos severos a 26 de janeiro e a 19 de fevereiro de 1936.
    • Constância: A vila, situada na confluência do Tejo com o rio Zêzere, sofreu uma subida impressionante das águas, que ultrapassou os 12 metros. Casas e lojas foram submersas, forçando os habitantes a fugir e a ser resgatados através de janelas e telhados. 
    • Rossio ao Sul do Tejo (Abrantes): Conhecida como uma "terra mártir" das inundações, viu as águas ameaçarem seriamente as infraestruturas ferroviárias locais. 
    • Destruição Agrícola: Os campos agrícolas e as lezírias de Almeirim, Chamusca, Benavente, Salvaterra e Coruche ficaram inteiramente alagados. As searas de inverno que prometiam colheitas abundantes foram totalmente aniquiladas pela permanência prolongada da água
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    •  Embora sem relevância no presente livro  regista-se o seguinte: 
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    • Impacto noutros Rios: O Mondego e o Sizandro
      O fenómeno de saturação do solo e a precipitação contínua não se limitaram à bacia do Tejo:
      • Rio Mondego: O Anuário dos Serviços Hidráulicos publicou um estudo específico sobre as cheias deste rio em 1935/1936 (da autoria de H. Ruas). O Mondego manteve caudais instantâneos máximos muito elevados, gerando inundações severas e prolongadas nos campos de Coimbra. 
      • Rio Sizandro (Torres Vedras): Este curso de água, que habitualmente seca ou reduz-se a um fio de água no verão, transbordou de forma inédita, cobrindo por completo as várzeas das suas margens e forçando o abandono das habitações na zona baixa da vila.
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