LER FAZ BEM AO CORPO E À ALMA

26/10/2026

GUIA PRÁTICO DO AGENTE DE FISCALIZAÇÃO ( Ano de 1969 )

 

Autor. Adérito Meireles. 

G.N.R. Vila Real.

3ª edição. Ano de 1969 

Livro  raro e de difícil localização no mercado. 







O livro "Guia Prático do Agente de Fiscalização", publicado originalmente em 1969, é uma obra histórica de referência técnica e jurídica voltada para a regulamentação, postura e os procedimentos práticos de agentes públicos encarregados de fiscalizar posturas municipais, obras, caça e pesca, tributos ou o cumprimento de legislações específicas da época.
Como se trata de uma obra antiga e muito específica (frequentemente associada a antigos manuais de fiscalização municipal, obras públicas ou finanças em Portugal ou no Brasil), o acesso direto ao seu texto integral costuma ser limitado.

ÁLBUM DE PALEOGRAFIA e DIPLOMÁTICA PORTUGUESAS ( Vol I )

 

Autor. P. Avelino de Jesus da Costa

4º edição. Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Janeiro de 1983

Valiosa e imprescindível ferramenta de trabalho para o estudo e prática da leitura de documentos antigos.

Apesar das promessa feitas em edições anteriores, nunca se chegou a publicar o segundo volume com as transcrições e comentários.

Edição em papel couché, com a reprodução de 312 documentos datados de 189 AC a 1815. 






O Álbum de Paleografia e Diplomática Portuguesas é uma obra de referência fundamental da autoria do Padre Avelino de Jesus da Costa.
Principais Caraterísticas da Obra
  • Autor: Padre Avelino de Jesus da Costa (1908–?), professor e investigador da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. 
  • Objetivo: Ferramenta indispensável para o estudo, a aprendizagem e a prática da leitura de escrituras e documentos manuscritos antigos em Portugal.
  • Conteúdo: Reúne centenas de fac-símiles (reproduções fiéis) de documentos originais régios, eclesiásticos e notariais, abrangendo um vasto arco temporal (desde a Antiguidade até ao século XIX, com forte incidência nos períodos medieval e moderno, nomeadamente o século XVI).
  • Estrutura: Cada estampa ou documento apresentado é acompanhado por um pequeno sumário do texto e a indicação da fonte ou da obra onde se encontra publicado.
  • Edições: A obra conheceu várias edições revistas e aumentadas ao longo das décadas (incluindo a 3.ª, 5.ª e a 6.ª edição de 1997 pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra).

O ÚLTIMO BATUQUE

 

Autora. Maria do Céu Coelho.( Maria Pacóvia )

2ª Edição. Lourenço Marques. Moçambique. Ano de 1963 







O livro pretende aprofundar e alargar o conhecimento da escrita das mulheres portuguesas sobre temática colonial, proporcionando uma leitura do livro O último batuque (1963) de Maria do Céu Coelho, publicado em Moçambique em princípios da década de 1960. Trata-se de uma obra singular, por focar o tópico eminentemente masculino da caça a partir da perspetiva de uma mulher, e também por ser um livro híbrido que combina a escrita memorialística e breves novelas sobre o universo rural do Moçambique colonial. O livro discute algumas das caraterísticas essenciais da literatura colonial portuguesa, tal como tem vindo a ser conceitualizada por diversos autores em estudos anteriores. Recorrendo também à vasta bibliografia sobre as articulações entre género, império e colonialismo, o livro procura equacionar o posicionamento da autora no corpus da literatura colonial, bem como refletir sobre o modo como a sua escrita literária articula raça e género.

DA PLANÍCIE ÀS ALTAS MONTANHAS caçando de aproximação.

 

Autor. António Afonso Inácio

1ª edição. Agosto de 1993

Editora. Rita Costa / Primeiro Capítulo








 "Da Planície às Altas Montanhas - Caçando de Aproximação" 
 é uma compilação de crónicas e memórias organizada pelo neto do autor, Luís Duarte Melo. A obra funciona como um diário de vivências e um guia ético sobre a modalidade de caça de aproximação (também conhecida pelo termo francês st突出k ou stalking). 
O conteúdo estrutural e temático do livro divide-se em três grandes pilares:
1. Viagens Cinegéticas Internacionais
O livro relata as detalhadas jornadas e expedições do autor por diferentes continentes, servindo como um testemunho geográfico e histórico da atividade. Entre os cenários descritos estão: 
  • As montanhas da Europa.
  • Regiões remotas da Ásia.
  • Territórios selvagens nos EUA.
2. A Filosofia e a "Arte da Caça"
O autor defende fervorosamente que a caça não deve ser vista como um mero passatempo ou distração. O livro aborda o ato de caçar com base em valores estritos:
  • Respeito absoluto pela fauna e conservação da natureza.
  • Prática rigorosa dentro da legalidade como forma de preservação ambiental.
  • O esforço físico e a paixão necessários para praticar a aproximação, considerada por ele o expoente máximo da sua ligação à caça de montanha. 
3. Da Planície à Montanha (Evolução Pessoal)
A narrativa reflete a própria evolução do autor como caçador, que começou pelas planícies e pela caça menor (como as perdizes), passou pelas esperas e montarias, até atingir o seu auge técnico e emocional nas exigentes caçadas de aproximação em altitude. 
A prosa é descrita por contemporâneos como simples, despojada e com uma forte ligação sentimental à "largueza" e imponência das paisagens de montanha


ENTRE A LUA E AS LADRAS caçando de espera e montaria

 

Autor. António Afonso Inácio

1ª Edição. Ano de 2025

Editor. Ana Lourenço / Primeiro Capítulo 

Livro valorizado com uma dedicatória pessoal do autor.





Breve sínopse

… o bicho estava praticamente em cima de mim, foi quando vi que era um javardo.
Instintivamente, dei-lhe dois tiros à queima-roupa. o animal continuou na corrida.
Com o susto, desviou-se da vereda, ia partindo mato. Ainda o vimos lá mais longe.
A lua começou a mostrar-se muito envergonhada, pois estava nebulado, mal se via.
O céu estava tapado, mesmo bom para os navalheiros. Tenho a mania de pensar que não gostam de muita luz.

AS RAÍZES DE ANGOLA

 
Autor. João Falcato.

1ª edição. Ano de 1962 

 

 Este livro está valorizado com uma dedicatória assinada pelo autor.

 

 

 

 

 

  • Obra Literária: As Raízes de Angola é um livro clássico escrito por João Falcato (com ilustrações de Júlio Gil), publicado originalmente em 1962 pela Empresa Nacional de Publicidade.
  • Povos e Origens Históricas: As origens profundas de Angola remontam à migração e fixação dos povos Bantu (que vieram do norte, por volta da região dos Camarões), que encontraram populações locais mais antigas como os Bochmanes e trouxeram avanços em metalurgia, agricultura e cerâmica.
  • Projetos Culturais e Digitais: O nome também é utilizado em iniciativas artísticas, projetos de valorização da identidade angolana (como o Projeto Raízes), além de produções musicais e canais dedicados a ritmos tradicionais e à espiritualidade afro-brasileira/angolana.
O Projeto Raízes explora profundamente a cultura e as histórias autênticas que definem a identidade de Angola:

TESOURO POÉTICO DA INFÂNCIA

 

Autor. Antero de Quental

Edição. Colares Editora. Ano de 2001 







ANTERO DE QUENTAL (1842-1891)  

Como poeta da escola romântica publicou" Primaveras Românticas" e "Odes Modernas". Todavia a sua intervenção social foi bastante activa e determinante no pensamento português, para o que contribuiram as viagens políticas que efectuou a França, ao Canadá e aos Estados Unidos. A influência do socialismo experimental de Proudhon foi determinante.
O seu sentido de responsabilidade intelectual e cívica certamente o motivou para organizar
O TESOURO POÉTICO DA INFÂNCIA, antologia em que seleccionou textos de João de Deus, Castilho, Tomás Ribeiro, Júlio Dinis, Guerra Junqueiro, Gonçalo Crespo, Mendes Leal, Bulhão Pato, incluindo autores populares anónimos e obviamente alguns poemas da sua própria autoria.
Na nota introdutória Antero de Quental afirma "a poesia constitui o instrumento por excelência acomodado para desenvolver, e até evocar, na alma infantil, aquele sentido do bem e do belo, sem o qual, mais tarde, a própria rectidão do carácter degenera numa dureza intolerante e estreita" e conclui "Se as mães de família e os mestres inteligentes acolherem com favor este livrinho, aplaudir-me-ei por este pequeno serviço prestado à causa da educação."

CARTILHA DO AMANTE DE CAFÉ. História , lendas e receitas.

 

Autor. Mário Varela Soares.

1ª edição. Ano de 1998

Editora. Colares Editora 

 







  • Conteúdo:
    • História do consumo do café e a sua origem nos primeiros capítulos.
    • Lendas, estórias e curiosidades associadas à bebida.
    • Uma extensa recolha de receitas culinárias e de doçaria que utilizam o café como ingrediente. 
O livro conta com prefácio ou análise do conhecido historiador da alimentação e gastrónomo Vergílio Gomes, que destaca o rigor e a pesquisa do autor. 
Nota- Este exemplar apresenta diversas manchas nas páginas iniciais e na capa e contra capa. No restante está em bom estado pelo que decidi mantê-lo na biblioteca. 

25/10/2026

O CRIME DE COLARINHO BRANCO. ( DA ORIGEM DO CONCEITO E SUA RELEVÂNCIA CRIMINOLÓGICA À QUESTÃO DA DESIGUALDADE NA ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA PENAL )

 

Autora. Cláudia Maria Cruz Santos

1ª edição. Maio de 2001

Coimbra Editora. Universidade de Coimbra - Boletim de Faculdade de Direito. 

 coleção Stvdia Iurídica da Universidade de Coimbra).



A obra analisa o fenómeno da criminalidade económica e de colarinho branco estruturada em três partes principais: 
1. Origem e polémica do conceito ("O Crime de Colarinho Branco" como Conceito Polémico)
  • A perspetiva histórica: A autora revisita a evolução histórica dos "crimes dos poderosos", desde a Antiguidade e Idade Média até à Idade Moderna e ao Iluminismo, demonstrando que as infrações cometidas pelas classes dominantes sempre existiram, mas raramente foram tratadas pelo sistema penal da mesma forma que os crimes comuns. 
  • A génese por Edwin Sutherland: O conceito de white-collar crime foi cunhado pelo sociólogo e criminólogo norte-americano Edwin Sutherland, definindo-o como um crime cometido por uma pessoa respeitável e de elevado estatuto social no exercício da sua profissão. Sutherland quis romper com a criminologia clássica, que associava a criminalidade exclusivamente à pobreza e à marginalidade social.
  • Controvérsias e debates teóricos: A obra discute as críticas à definição inicial de Sutherland — que centrava demasiado a análise nas características do autor (estatuto social) e não na natureza do ato ou nos meios utilizados. São abordadas correntes alternativas (como as de Edher ou Biderman) que focam a ilicitude em abusos de poder, quebra de confiança e violações económicas. 
2. Relevância criminológica
  • A teoria da associação diferencial: Cruz Santos explora como Sutherland explicava este comportamento através da aprendizagem social: o indivíduo adquire valores e normas favoráveis à violação da lei através do contacto íntimo com grupos sociais ou empresariais onde essas práticas são normalizadas. 
  • A "criminalidade sem vítimas" e o impacto social: Analisa-se como os crimes de colarinho branco (corrupção, fraudes fiscais, crimes de colarinho branco corporativos) são frequentemente encarados socialmente como "crimes sem vítimas" diretas, descurando-se o seu efeito devastador na economia, na concorrência de mercado e na confiança nas instituições públicas. 
3. A desigualdade na administração da justiça penal
  • A seletividade do sistema penal: A parte central da tese aborda a assimetria na resposta do Estado perante a criminalidade de rua (pobreza, furtos, pequenos delitos) em confronto com a criminalidade económica. 
  • Imunidade prática e tratamento diferenciado: Os infratores de colarinho branco dispõem de recursos económicos, redes de influência e assessoria jurídica altamente especializada, o que lhes permite escapar com maior facilidade ao radar da investigação, beneficiar de prescrições, recursos dilatórios ou de uma brandura na reação social e penal que não está acessível ao cidadão comum. 
  • Modelos de controlo: A obra discute os desafios de repensar os modelos de controlo penal e extrapenal (regulatório, administrativo) para combater de forma eficaz a impunidade e a desigualdade perante a lei.

HISTÓRIAS DO FADO

 

Autores. Maria Guinot - Ruben de Carvalho - José Manuel Osório.

Edição em fascículos publicados pelo jornal " A Capital " sob o título " Um Século de Fado " 

Ano de 1999 -2000 

Editora. Ediclube 


A expressão "Histórias do Fado" ligada ao jornal A Capital refere-se a uma das obras de maior referência para o estudo e a documentação da história da música popular portuguesa.
Trata-se do livro Histórias do Fado, publicado em 1999/2000. A obra foi lançada originalmente em fascículos distribuídos semanalmente com o jornal A Capital (em coedição com a editora Ediclube), integrando uma coleção mais ampla intitulada Um Século de Fado. 
📋 Ficha Técnica e Autoria
A investigação e redação do projeto juntou três figuras de enorme relevância na cultura e na música em Portugal: 
  • Maria Guinot: Reconhecida cantora, compositora e pianista portuguesa (conhecida do grande público também pela sua vitória no Festival da Canção de 1984 com "Silêncio e Tanta Gente").
  • Ruben de Carvalho: Histórico jornalista, político e um dos mais prestigiados musicólogos e investigadores de fado e música em Portugal.
  • José Manuel Osório: Renomado investigador, divulgador e ensaísta, profundamente ligado à preservação da memória fadista.
🎻 O Impacto da Obra
Esta enciclopédia em fascículos tornou-se uma fonte documental de referência para quem estuda o fado tradicional. A obra destaca-se por: 
  • Biografias de Criadores e Intérpretes: Compila a história detalhada de guitarristas, violistas, autores e fadistas clássicos (como as origens de temas célebres de Armandinho ou a vida de Maria Amélia Proença).
  • Genealogia dos Fados Tradicionais: Desvenda as polémicas, as lendas urbanas e as autorias por trás das músicas antigas gravadas nos discos de 78 rotações (como a origem do "Fado Bacalhau").
  • Riqueza Iconográfica: Os fascículos reuniram dezenas de fotografias raras, reproduções de capas de partituras antigas e periódicos históricos (como o antigo jornal Guitarra de Portugal) provenientes de coleções privadas essenciais, como a de José Pracana. 
Muitos investigadores de música tradicional e blogues especializados citam frequentemente as "Histórias do Fado - A Capital" como a fonte definitiva para validar a veracidade de episódios da Lisboa boémia do final do século XIX e da primeira metade do século XX.

MAIS FADOS e COMPANHIA

 

Autor. Vasco Graça Moura

Edição. editora Corda Seca. Ano de 2004


Detalhes da Obra
  • Ilustrações: Stuart de Carvalhais
  • Origem: O livro reúne novas letras para fado escritas a pedido da cantora Mísia, adaptadas a composições musicais de Carlos Paredes.
  • Contexto: É uma continuação do trabalho iniciado com Letras do Fado Vulgar (1997)