Quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, entre outros objetos. Preservo livros, revistas e papéis de valor.

03/07/2026

CASCAIS HÁ QUATRO MIL ANOS

 

Autor. Afonso do Paço

Edição da Câmara Municipal de Cascais

Ano de 1964 

"Cascais há quatro mil anos" remonta à época do Neolítico e Idade do Bronze. A região era habitada por pequenas comunidades piscatórias e agrícolas que se fixaram na costa, deixando vestígios valiosos estudados pioneiramente pelo arqueólogo Afonso do Paço na sua famosa obra homónima

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA POLÍCIA PORTUGUESA

 

Autores. Diamantino Sanches Trindade e Subintendente Manuel dos reis de Jesus

1ª edição. 1º Volume

Escola Superior de Polícia Lisboa 1998 


"Subsídios para a História da Polícia Portuguesa" é uma obra de referência publicada em 1998, da autoria de Diamantino Sanches Trindade e Manuel dos Reis Jesus. O livro fornece um panorama sistemático da evolução institucional da segurança e policiamento em Portugal desde os primórdios da nacionalidade até finais do século XVIII. 
O estudo desdobra-se em dois volumes e foca-se na administração central e local, na manutenção da ordem pública e nas figuras de autoridade que antecederam a moderna Polícia de Segurança Pública (PSP). A historiografia sobre o tema tem raízes nos trabalhos precursores de Albino Lapa, que detalhou a génese da Polícia Civil e da PSP em Lisboa e no Porto

POEMAS DO SOLSTÍCIO

 Autor. Manuel Vaz de Carvalho

2ª edição. Lisboa, 13 de Março de 2011

Editor. Fernando Mão de Ferro

Edições Colibri 

 


"Poemas do Solstício" remete tanto para a antologia poética de Manuel Vaz de Carvalho como para o fascínio intemporal que o fenómeno astronómico exerce na literatura. Celebrando a luz, a mudança e o clímax da natureza, esta poesia reflete o auge da vitalidade.
O solstício inspirou inúmeras criações literárias, evocando o encontro entre o sol, a noite e a passagem do tempo.

MYTHOS. A Tradição Mitográfica Portuguesa Representações e Identidade Séculos XVI - XVIII

 

Coordenação. Abel N. Pena

Faculdade de Letras, 10 de Outubro de 2008.

 


"MYTHOS: A Tradição Mitográfica Portuguesa - Representações e Identidade (Séculos XVI - XVIII)" refere-se às actas de um Colóquio Internacional publicado em 2008 pelo Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), sob coordenação de Abel N. Pena. A obra analisa o impacto e a apropriação da mitologia greco-latina e dos mitos de fundação na identidade lusa.
O livro reúne ensaios que exploram a forma como a Antiguidade Clássica foi reinterpretada por intelectuais, cronistas e poetas portugueses durante a Época Moderna (séculos XVI a XVIII). A investigação centra-se em como estes autores adaptaram os mitos pagãos para legitimar a expansão marítima, definir a identidade nacional e moldar o discurso literário e político português. 
Os principais focos temáticos abordados nestas actas incluem:
  • Mitografia e Humanismo: A análise de manuais mitográficos e traduções de clássicos (como Ovídio) que circularam em Portugal, servindo de base para a educação e a criação poética.
  • Mito e Império: A forma como figuras mitológicas (como Ulisses ou Luso) foram integradas nas crónicas históricas e na epopeia Os Lusíadas de Luís de Vaz de Camões, para glorificar os feitos ultramarinos. 
  • Metamorfoses Ideológicas: A transição da apropriação renascentista e maneirista do mito para as visões moralizadoras e alegóricas que se consolidaram nos séculos XVII e XVIII.

Os clássicos no tempo: PLÍNIO, O VELHO, E O HUMANISMO PORTUGUÊS

 

Coordenação. Aires A. Nascimento

Colóquio Internacional. Lisboa, 2006, Março, 31 

Lisboa. Centro de Estudos Clássicos. 2007 


A obra "Os Clássicos no Tempo: Plínio, o Velho, e o Humanismo Português" analisa a profunda recepção da Naturalis Historia na Península Ibérica. Coordenada por Aires A. Nascimento e publicada pelo Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa, explora como os humanistas portugueses integraram a visão enciclopédica greco-romana do autor romano na construção do conhecimento científico e literário renascentista. 
O livro destaca a circulação da famosa enciclopédia romana nas bibliotecas da época em Portugal e o seu impacto direto na expansão marítima. O texto da Naturalis Historia não só serviu de modelo de escrita clássica como moldou a mentalidade dos intelectuais ibéricos, fornecendo dados fundamentais sobre geografia, zoologia, botânica e mineralogia que alimentaram a curiosidade dos navegadores portugueses.

ANTIGUIDADE CLÁSSICA: QUE FAZER COM ESTE PATRIMÓNIO ?

 

Ed. Aires A. Nascimento

Colóquio à Memória de Victor Jabouille.2003. Maio, 8 - 10

Lisboa. Centro de Estudos Clássicos.

Abril de 2004 


A herança da Antiguidade Clássica (Grécia e Roma) exige uma abordagem de preservação, digitalização e recontextualização. Em vez de tratá-la apenas como ruínas estáticas, o ideal é integrá-la no quotidiano, transformando-a num motor de educação, turismo sustentável e identidade cultural. 
Na sua área, em Cascais, o melhor exemplo prático dessa abordagem encontra-se na Villa Romana de Freiria (em Polima), onde o património foi musealizado e pode ser visitado diariamente entre as 09h00 e as 18h00. Em vez de ocultar os achados, o espaço foi adaptado com passadiços suspensos para que o público caminhe diretamente sobre as estruturas e os mosaicos preservados. 
A nível nacional e metropolitano, gerir este legado passa por estratégias bem definidas:
  • Proteção ativa e integração urbana: Preservar sítios arqueológicos integrando-os nos espaços públicos, como acontece com as Cetárias Romanas em Cascais

02/07/2026

MEMÓRIAS QUE MARCAM

 

Autora. Ana Paula Reis

4ª Edição

Apoios e parcerias: Câmara Municipal de Cascais, Misericórdia de Cascais, 

 


No dia 21 de janeiro ( 21 - 01 -2026 ) tivemos a apresentação do livro Memórias que Marcam. Um projeto da querida Ana Paula Reis com a parceria da Câmara Municipal de Cascais. Um projeto todo em si especial. Nele habita tanta coisa. Habita o exercício da memória, da palavra escrita, da partilha, e sobretudo das emoções. As emoções que muitas vezes ficam escondidas e esquecidas e que são muitas vezes comuns a outros. Os nossos seniores ousaram esse exercício e o resultado foi mais uma linda edição, a IV Edição.

Maria de Jesus Penha

A TAUROMAQUIA EM CASCAIS

 

Autores. Manuel Eugénio Fernandes Silva e José Ricardo C. Fialho

1ª Edição.Ano de 2018

Edição. União das Freguesias de Cascais e Estoril. 

O livro A Tauromaquia em Cascais, da autoria dos já consagrados reveladores do passado cascalenses, Manuel Eugénio Fernandes Silva e José Ricardo C. Fialho, em muito boa hora apoiado pela União de Freguesias Cascais Estoril e apresentado perante mais de meia centena de amigos e cascalenses, no final da tarde do passado dia 18 de Junho, no largo fronteiro ao edifício da Junta, vem precisamente no sentido de nos revelar essa tradição, a das touradas em Cascais. *

* breve extrato do texto inserido no blog: http://notascomentarios.blogspot.com de José d' Encarnação

NOMES E ALCUNHAS DE CASCAIS

 

Autor. Henrique Rodrigues de Brito

2ª edição. Maio de 2019

Edição de: União das Freguesias de Cascais e Estoril 

     Foi cascalense dos quatro costados. Nasceu a 23 de Janeiro de 1927, na pequenina Rua da Palmeira, trabalhou durante 63 anos numa loja da Rua do Regimento da Infantaria 19, junto ao Largo Camões. Vendia calçado, solas e cabedais. Por isso, Henrique Rodrigues de Brito era mais conhecido como «o senhor Henrique da sapataria». Faleceu a 19 de Maio de 2014.

            Versejava. Ou melhor: para ele tudo era motivo de mais uma quadra, quer a pedido, quer porque estava prá virado.
            Este livrinho, ora em 2ª edição, vem na altura certa e bem fez a União das Freguesias de Cascais e Estoril em o reeditar.
            Assim se mostra quanto de saboroso, típico e substancial a alcunha encerra, por desta forma se caracterizar espontaneamente toda uma personalidade, nos seus tiques, na sua maneira de ser, na actividade que exerce. Diria ser uma espécie de talismã, que cada um carrega consigo e não se importa nada, porque sabe que, no fim das contas, ali não há maldade mas uma ingénua forma de carinho. *
 
* Breve extrato do texto inserido no blog: http://notascomentarios.blogspot.com  


ARTE E ECONOMIA Vol - I Culinária

 Autora. Maria de Lourdes Brandão d' Almeida

1ª Edição. Ano de 1937

Edição. Livraria Simões Lopes-Porto 


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“Sem prévia apresentação, venho trazer a público o primeiro volume do meu trabalho. (...) No primeiro, trato apenas do que diz respeito à cozinha, despensa, copa e sala de jantar, com as ementas para trinta dias e as respectivas receitas culinárias. (...) Parece-me ser assim útil às meninas inexperientes, que se vejam em dificuldades na sua vida caseira, desejando-lhes que encontrem no meu trabalho um conselho amigo e poderoso auxiliar.”

Encadernação de tecido. Raro.

ANIMAIS HOMENS E MITOS

 Autor. Richard Lewinsohn

Título da edição original alemã:  " Eine Geschichte Der Tiere "

Tradução de . Rogério Fernandes.

Colecção Vida e Cultura.

Edição « Livros do Brasil » -Lisboa 

"Animais, Homens e Mitos" é uma obra clássica do escritor e médico alemão Richard Lewinsohn (publicada no Brasil e em Portugal pelas edições Livros do Brasil). O livro aborda a complexa e milenar relação entre a humanidade e o reino animal, misturando zoologia, história e mitologia. 
A Evolução da Convivência
O livro traça um paralelo sobre como os animais deixaram de ser apenas presas ou ameaças para se tornarem aliados de trabalho, símbolos religiosos e até membros da família. Ele explora as diferentes eras da humanidade, destacando que a sobrevivência e a própria evolução do Homo sapiens estiveram intimamente ligadas à nossa capacidade de compreender e domesticar os animais. 
Para entender melhor como essa profunda amizade e o processo de domesticação (especialmente com cães e gatos) se consolidaram desde a última era do gelo:

MIGUEL TORGA. Lavrador de palavras e ideias

 

Autor. Rafael Gonçalo P. Gomes Filipe

Opúsculo biográfico composto e impresso nas oficinas gráficas do M.C. S. Lisboa. Dezembro de 1978.


Miguel Torga  (pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha) é uma das vozes mais marcantes da literatura portuguesa do século XX. Nascido em São Martinho de Anta (Sabrosa) em 1907 e falecido em Coimbra em 1995, a sua obra reflete a ligação profunda à terra e a uma incessante busca pela liberdade. 
A expressão "Lavrador de palavras e ideias" capta na perfeição a essência do seu ofício. Veja porquê:
  • O Trabalho da Escrita: Torga via a escrita como um trabalho braçal, árduo e paciente. Assim como um lavrador cultiva a terra, ele moldava e "lapidava" as palavras, exigindo rigor e autenticidade. [
  • A Raiz Duriense: As suas origens transmontanas marcaram a sua identidade. O pseudónimo "Torga" homenageia a urze agreste que resiste nas montanhas da sua terra natal.
  • O Homem Livre: A sua independência face a dogmas políticos e religiosos fê-lo enfrentar a censura, tornando-se num símbolo de resistência e inconformismo

EL PENSAMIENTO PREFILOSÓFICO - II. LOS HEBREOS

 

Autores. W.A.Irwin e H.A. Frankfort

1ª edição em Espanhol. Ano de 1954 

A edição original desta obra foi registada por: University of Chicago Press com o título " The Intellectual Adventure of Ancient Man "

Impresso e feito no  México 


"El pensamiento prefilosófico II: Los hebreos", escrito por W.A. Irwin (parte de la obra original de H. y H.A. Frankfort), analiza la cosmovisión del pueblo judío. Explora su concepción radical de un Dios único y trascendente, la naturaleza humana y la ética, alejándose del mito y acercándose al pensamiento racional. 
Ejes temáticos principales
El libro se divide en cuatro secciones clave, donde Irwin detalla las particularidades de la filosofía hebrea antigua: 
  • Dios: A diferencia del politeísmo politeísta de los pueblos vecinos, los hebreos desarrollan un monoteísmo ético. Yahvé no es una fuerza de la naturaleza sujeta a caprichos, sino un ser moral, supremo y activo en la historia.
  • El hombre: Se conceptualiza al ser humano como una unidad integral con libre albedrío, dignidad y una responsabilidad directa ante Dios, en lugar de ser un simple servidor de los dioses como en otras culturas antiguas.
  • El puesto del hombre en el mundo: La naturaleza no es divina en sí misma, sino una creación ordenada por Dios. El ser humano tiene un propósito y un papel activo dentro del universo.
  • Nación, sociedad y política: La comunidad no se organiza en torno a un rey-dios, sino mediante un pacto (alianza) y una fuerte conciencia histórica. La ley y la justicia social adquieren un protagonismo central.

FILOSOFIA DEL ORIENTE

 

Autores. Chan Wing-Tsit, George P. Conger,Junjiro Takakuso, Daisetz Teitaro Susuki e Shuzo Sakamaki.

3ª edição em espanhol. Ano de 1965.

Tradução de Jorge Hernández Campos e Jorge Portilla 

Os capítulos que formam este livro foram publicados originalmente em volume colectivo " Philosophi-East and West, editado por Charles A. Moore para a Princcton University Press, Princetos, N.J., E.U.A.

Este livro foi produzido integralmente no México 

A filosofia do Oriente  refere-se às tradições filosóficas desenvolvidas em várias regiões do Oriente Médio, desde a Antiguidade até os tempos contemporâneos. Essas tradições filosóficas incluem contribuições da filosofia egípcia, mesopotâmica, persa, grega, helenística e islâmica medieval.

OS PAPAS NA IDADE MÉDIA

 

Autor. Geoffrey Barraclough

1ª edição. Agosto de 1972. Nº ed. 752

Este livro foi publicado originalmente por  Thames And Hudson,  Londres com o título " The Medieval Papacy ". 

Copyright by Geoffrey Barraclough, 1968.

Tradução de António Gonçalves Mattoso 

Editorial Verbo. História Ilustrada da Europa 


Na Idade Média, os Papas acumularam o poder espiritual com uma vasta autoridade política, atuando como líderes supremos da cristandade ocidental. O papado moldou monarquias, enfrentou o Sacro Império Romano-Germânico pela supremacia e centralizou a administração da Igreja a partir de Roma.
A trajetória do papado medieval é dividida em três fases principais:
1. Fragilidade e Influência Bizantina (Séc. V – VIII)
  • Subordinação: Durante a Alta Idade Média, os Papas sofreram forte influência do Império Bizântico e precisaram de proteção militar face a invasões bárbaras. 
  • Aliança com os Francos: Para garantir a independência e segurança de Roma, o Papa aliançou-se aos carolíngios (Pipino, o Breve e Carlos Magno), o que resultou na criação dos Estados Pontifícios em 756.
2. A Reforma Gregoriana e a Lisma das Investiduras (Séc. XI – XII)
  • Autonomia: Em 1059, o Papa Nicolau II instituiu que a eleição papal seria restrita aos cardeais, libertando o papado da interferência da nobreza romana e dos imperadores. [1]
  • Conflito de Poder: O Papa Gregório VII (responsável pela Reforma Gregoriana) bateu de frente com o Imperador Henrique IV. Através do Dictatus Papae (1076), ele defendeu que o poder espiritual do Papa estava acima de qualquer soberano temporal. 
  • Cisma do Oriente: Em 1054, a divergência de dogmas e de autoridade dividiu a cristandade, originando a separação entre a Igreja Católica Romana e a Igreja Ortodoxa. 
3. O Apogeu do Poder Papal (Séc. XII – XIII)
  • O Auge: Sob o Papa Inocêncio III, a Igreja atingiu o auge do seu poder político e espiritual. O Papa tornou-se o árbitro da Europa, interferindo em disputas entre reis e convocando cruzadas.
  • Ordens Mendicantes: Este período foi marcado pela aprovação de novas ordens religiosas, como os Franciscanos e os Dominicanos, que renovaram o fervor espiritual da época. [
4. Crise, Cisma e Declínio (Séc. XIV – XV)
  • Cativeiro de Avinhão: No início do século XIV, o rei Filipe IV da França exerceu forte pressão, forçando a transferência da sede papal para Avinhão, na França (1305–1377).
  • O Grande Cisma do Ocidente: Após o retorno a Roma, a eleição de Papas rivais dividiu a Europa em alianças políticas, com dois ou três pretendentes ao trono de São Pedro em simultâneo.
Curiosidade histórica: Ao longo de toda a Idade Média, a Igreja Católica foi liderada maioritariamente por italianos, destacando-se o Papa João XXI (Pedro Julião, nascido em Lisboa), que foi o único Papa português da história