Autor. Robin DunbarAno desta edição. 2005
Edição de: Quetzal Editores
Robin Ian MacDonald Dunbar é um antropólogo britânico e
psicólogo evolucionista e um especialista em comportamento de primatas.
Atualmente é chefe do Grupo de Pesquisa em Neurociência Social e
Evolutiva do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de
Oxford
Num livro dirigido a todos e que se inscreve num
movimento de divulgação da Ciência, Robin Dunbar inicia a procura
intrigante daquilo que faz de nós humanos numa gruta no norte de
Espanha. As pinturas requintadas de bisontes e de cavalos nas paredes da
gruta são uma ponte para as mentes dos nossos distantes antepassados.
Homens
adultos desfizeram-se em lágrimas perante estas imagens, afirma Dunbar.
É impossível não sentir a magia no ar. Elas encerram a essência daquilo
que fez de nós aquilo que somos. E são a primeira prova da existência
de uma vida mental.
Para os cientistas que estudam a evolução da
espécie humana, a última década assistiu a avanços extraordinários em
muitas disciplinas descobertas que revolucionaram o pensamento
científico e a imagem que o Homem tem de si próprio. Em "A História do
Homem", Robin Dunbar evoca os últimos contributos da Genética, dos
Estudos Comportamentais e da Psicologia para definir o que nos torna
únicos enquanto espécie.
Robin Dunbar defende que um dos motores
da evolução humana é a necessidade de se adaptar a um mundo cada vez
mais complexo de relações sociais. A evolução da complexidade social
determinou o aumento do cérebro e o despertar da consciência humana. O
célebre Número de Dunbar ou Monkeysphere é hoje um valor de referência
na Sociologia e na Antropologia: mede o limite cognitivo do número de
indivíduos com quem uma pessoa consegue manter relações estáveis. Dunbar
defende que o ser humano consegue relacionar-se de forma pessoal com um
máximo de 150 pessoas. Ao ultrapassar este número, deixamos de
conseguir gerir as nossas relações.
Robin Dunbar acrescenta que a
religião é um fenómeno que nos distingue de forma qualitativa dos nossos
primos macacos. A nossa constituição mental, sendo superior,
permite-nos ver para além do mundo das aparências. Mas a questão
permanece: alguma vez conseguiremos emergir da caverna?