Organizo e divulgo, aqui, no blogue, algum do meu acervo.Quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, entre outros objetos. Preservo livros, revistas e papéis de valor. Separo, guardo, e deles obtenho informações. No que respeita às antiguidades procuro ser um colecionador e estudioso do passado.

28/05/2026

FILOSOFIA DEL ORIENTE

 

Autores. Chan Wing-Tsit, George P. Conger,Junjiro Takakuso, Daisetz Teitaro Susuki e Shuzo Sakamaki.

3ª edição em espanhol. Ano de 1965.

Tradução de Jorge Hernández Campos e Jorge Portilla 

Os capítulos que formam este livro foram publicados originalmente em volume colectivo " Philosophi-East and West, editado por Charles A. Moore para a Princcton University Press, Princetos, N.J., E.U.A.

Este livro foi produzido integralmente no México 

A filosofia do Oriente  refere-se às tradições filosóficas desenvolvidas em várias regiões do Oriente Médio, desde a Antiguidade até os tempos contemporâneos. Essas tradições filosóficas incluem contribuições da filosofia egípcia, mesopotâmica, persa, grega, helenística e islâmica medieval.

EL PENSAMIENTO PREFILOSÓFICO - II. LOS HEBREOS

 

Autores. W.A.Irwin e H.A. Frankfort

1ª edição em Espanhol. Ano de 1954 

A edição original desta obra foi registada por: University of Chicago Press com o título " The Intellectual Adventure of Ancient Man "

Impresso e feito no  México 


"El pensamiento prefilosófico II: Los hebreos", escrito por W.A. Irwin (parte de la obra original de H. y H.A. Frankfort), analiza la cosmovisión del pueblo judío. Explora su concepción radical de un Dios único y trascendente, la naturaleza humana y la ética, alejándose del mito y acercándose al pensamiento racional. 
Ejes temáticos principales
El libro se divide en cuatro secciones clave, donde Irwin detalla las particularidades de la filosofía hebrea antigua: 
  • Dios: A diferencia del politeísmo politeísta de los pueblos vecinos, los hebreos desarrollan un monoteísmo ético. Yahvé no es una fuerza de la naturaleza sujeta a caprichos, sino un ser moral, supremo y activo en la historia.
  • El hombre: Se conceptualiza al ser humano como una unidad integral con libre albedrío, dignidad y una responsabilidad directa ante Dios, en lugar de ser un simple servidor de los dioses como en otras culturas antiguas.
  • El puesto del hombre en el mundo: La naturaleza no es divina en sí misma, sino una creación ordenada por Dios. El ser humano tiene un propósito y un papel activo dentro del universo.
  • Nación, sociedad y política: La comunidad no se organiza en torno a un rey-dios, sino mediante un pacto (alianza) y una fuerte conciencia histórica. La ley y la justicia social adquieren un protagonismo central.

MIGUEL TORGA. Lavrador de palavras e ideias

 

Autor. Rafael Gonçalo P. Gomes Filipe

Opúsculo biográfico composto e impresso nas oficinas gráficas do M.C. S. Lisboa. Dezembro de 1978.


Miguel Torga  (pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha) é uma das vozes mais marcantes da literatura portuguesa do século XX. Nascido em São Martinho de Anta (Sabrosa) em 1907 e falecido em Coimbra em 1995, a sua obra reflete a ligação profunda à terra e a uma incessante busca pela liberdade. 
A expressão "Lavrador de palavras e ideias" capta na perfeição a essência do seu ofício. Veja porquê:
  • O Trabalho da Escrita: Torga via a escrita como um trabalho braçal, árduo e paciente. Assim como um lavrador cultiva a terra, ele moldava e "lapidava" as palavras, exigindo rigor e autenticidade. [
  • A Raiz Duriense: As suas origens transmontanas marcaram a sua identidade. O pseudónimo "Torga" homenageia a urze agreste que resiste nas montanhas da sua terra natal.
  • O Homem Livre: A sua independência face a dogmas políticos e religiosos fê-lo enfrentar a censura, tornando-se num símbolo de resistência e inconformismo

ANIMAIS HOMENS E MITOS

 Autor. Richard Lewinsohn

Título da edição original alemã:  " Eine Geschichte Der Tiere "

Tradução de . Rogério Fernandes.

Colecção Vida e Cultura.

Edição « Livros do Brasil » -Lisboa 

"Animais, Homens e Mitos" é uma obra clássica do escritor e médico alemão Richard Lewinsohn (publicada no Brasil e em Portugal pelas edições Livros do Brasil). O livro aborda a complexa e milenar relação entre a humanidade e o reino animal, misturando zoologia, história e mitologia. 
A Evolução da Convivência
O livro traça um paralelo sobre como os animais deixaram de ser apenas presas ou ameaças para se tornarem aliados de trabalho, símbolos religiosos e até membros da família. Ele explora as diferentes eras da humanidade, destacando que a sobrevivência e a própria evolução do Homo sapiens estiveram intimamente ligadas à nossa capacidade de compreender e domesticar os animais. 
Para entender melhor como essa profunda amizade e o processo de domesticação (especialmente com cães e gatos) se consolidaram desde a última era do gelo:

25/05/2026

A VIOLÊNCIA POLÍTICA

 

Autora. Suzanne Labin

Título original. La Violence Politique

Editions France-Empire,1978

Edição portuguesa. Lello & Irmão. Abril de 1981 


A violência política engloba qualquer ato, agressão ou ameaça — física, psicológica ou simbólica — utilizada para coagir, silenciar ou atingir objetivos de poder. Manifesta-se através de guerras, repressão de Estado ou ataques de extremistas, afetando a estabilidade democrática e os direitos humanos. 
1. Formas de Manifestação
  • Violência de Estado: Uso da força por entidades governamentais contra cidadãos ou outros países, incluindo brutalidade policial, terrorismo de Estado e guerras.
  • Atores Não Estatais: Ações de grupos extremistas, terroristas ou rebeldes para desestabilizar governos ou aterrorizar civis. 
  • Violência Institucional e Civil: Agressões e intimidações contra líderes partidários, ativistas ou eleitores durante disputas eleitorais. 
2. Violência Política de Género
Uma das vertentes mais debatidas na atualidade é a violência direcionada a mulheres na política.
  • Objetivo: Excluir, silenciar ou descredibilizar mulheres para limitar o seu acesso ao poder e participação cívica.
  • Práticas comuns: Difamação, perseguição online, ameaças, insultos com viés de género e exclusão de debates.
3. Impacto na Sociedade
A banalização deste fenómeno reduz a pluralidade da representação e fomenta um clima de medo. Quando o conflito legítimo e democrático se transforma em violência física ou retórica agressiva, o debate público é severamente comprometido, ameaçando o livre exercício dos direitos fundamentais

BIZÂNCIO E A EUROPA

 

Autor. Speros Vryonis

Este livro foi publicado originalmente por Thames And H, Hudson - Londres com o título "Byzantium And Europe" 

Copyright by Thames and Hudson, 1967

Edição portuguesa: Editorial Verbo 

Tradução de Tomé Santos Júnior

Revisão científica do dr. António Gonçalves Mattoso.

Nº da edição - 481 


Bizâncio (Império Romano do Oriente) foi o grande guardião da herança clássica europeia. Enquanto a Europa Ocidental colapsava com as invasões germânicas, Constantinopla manteve a civilização greco-romana e a fé cristã vivas por mil anos. O seu legado formativo abrange pilares centrais da identidade europeia: 
  • Direito e Justiça: O imperador Justiniano compilou o Direito Romano no Corpus Juris Civilis, que serve de alicerce para grande parte dos sistemas jurídicos modernos na Europa. 
  • Bastião de Defesa: Funcionou como um escudo, contendo as investidas de persas, árabes e, posteriormente, turcos otomanos contra o continente.
  • Influência Cultural e Religiosa: Através da expansão da Igreja Ortodoxa, Bizâncio moldou profundamente a cultura, a escrita e as instituições de grande parte do Leste Europeu (como a Rússia, Bulgária e Sérvia). 
  • Renascimento: Após a queda de Constantinopla em 1453, a fuga de sábios bizantinos para o Ocidente trouxe textos clássicos gregos originais que impulsionaram o Renascimento europeu

DEZ DIAS QUE ABALARAM O MUNDO

 

Autor. John Reed

Com uma nota introdutória de V.I. Lénine. Um prefácio de N.K. Krúpskaia e uma introdução john Howard Lawson  

1967 - By International Publishers

Editor. Edições Avante 5ª edição. 

Lisboa. 19 de Julho de 1982 

 

Os Dez Dias que Abalaram o Mundo é uma reportagem sobre os frenéticos dias que se viveram na Rússia em 1917, desde o fim do czarismo, passando pelo governo provisório de Kerenski, até ao triunfo da revolução social bolchevique. Disponibiliza vários documentos - decretos, proclamações, panfletos, etc. -, apresenta vários testemunhos dos soldados na frente de guerra, dá voz ao povo anónimo - soldados, operários e camponeses - e aos mais proeminentes líderes das várias fações e partidos políticos - dos bolcheviques aos conservadores -, assim como relata algumas das mais interessantes e difíceis discussões por que passou o processo revolucionário.

HISTÓRIA DAS IDEIAS REPUBLICANAS EM PORTUGAL

 

Autor. Teófilo Braga

Colecção Documenta Histórica. Editorial Vega -Ano de 1983 

«Identificando República com democracia, Teófilo faz entroncar na origem das ideias republicanas em Portugal todos os factos, pessoas ou teorias que de algum modo contribuíram para o enfraquecimento do poder real. É assim que, no campo externo, vai buscar todas as revoluções que na Europa, sobretudo em França, levaram à implantação da República e, no campo interno, realça o papel das revoluções liberais de 1820 e 1836. Assinala também a influência do positivismo de Augusto Comte (...). Desenvolvendo-se sobretudo a seguir ao aniquilamento da Comuna de Paris, o positivismo pregava a ordem e o progresso, a conciliação das classes, estabelecendo uma hierarquia de dependência necessária entre elas e condenava os métodos revolucionários do jacobinismo. (...) Os republicanos portugueses centraram a sua acção na questão política, evitando aprofundar a questão económica. Lutavam essencialmente pelo derrube da monarquia, a quem atribuíam todos os malefícios, pela separação da Igreja e do Estado (...) e pelo estabelecimento de uma democracia formal, assente no sufrágio universal, na livre expressão do pensamento e na descentralização administrativa.»* 

*  — in prefácio de Manuel Roque de Azevedo.

FARSA DE INÊS PEREIRA, de GIL VICENTE ( Edição escolar )

 Autor. Albano Monteiro Soares

( Estudo, análise, notas, vocabulário e questionários )

Porto Editora. Outubro 1996

 



A Farsa de Inês Pereira (1523) é uma comédia de costumes de Gil Vicente baseada no provérbio "Mais quero asno que me leve, que cavalo que me derrube". A obra critica os casamentos arranjados e a ambição social, retratando a emancipação feminina através da ironia e da astúcia. 
Resumo do Enredo
  1. Aspiração: Inês vive oprimida pela mãe e anseia casar para ganhar liberdade. Recusa pretendentes rudes, mas com bons princípios (como Pero Marques).
  2. Primeiro Casamento: Casa-se com Brás da Mata, um escudeiro fidalgo, presumido e falido que se revela um marido tirano, proibindo-a de sair de casa. 
  3. Desfecho: Após um caso extraconjugal do escudeiro e a sua morte em combate, Inês fica viúva. Casa-se então com Pero Marques, que aceita todas as suas vontades e a deixa livre para se encontrar com o seu amante (o ermitão), saindo ilesa e vitoriosa no final. 
 Personagens Principais
  • Inês Pereira: Jovem rebelde, sonhadora, preguiçosa e astuta. Evolui de uma ingénua oprimida para uma mulher calculadora e emancipada.
  • Mãe (Mãe de Inês): Representante do pragmatismo popular. Aconselha a filha a casar com segurança e sensatez.
  • Brás da Mata: O escudeiro. Símbolo da falsa nobreza, da aparência e da opressão.
  • Pero Marques: Lavrador pacato, ingénuo, rico e submisso. Representa a segurança valorizada no provérbio.
  • Lianor Vaz: A alcoviteira que articula casamentos e traz intrigas, ajudando a avançar a ação.
Edições Escolares e Estudo
Para o programa do Ensino Secundário, estas edições são excelentes guias de estudo:
  • Coleção Educação Literária: A edição da Porto Editora e a da Fnac incluem o texto integral, notas de vocabulário e questionários.

ESTUDOS HISTÓRICOS E ECONÓMICOS. ( II Volume ) AS PÓVOAS MARÍTIMAS

 

Autor. Alberto Sampaio

1ª edição. Julho de 1979

Documenta Histórica - Editorial Vega 

 

  


As Póvoas Marítimas» obra-prima, sobre as origens da nossa aventura marítima, ficaria, infelizmente, inacabada, que Alberto Sampaio viria a revelar, em toda a plenitude, o seu excepcional talento para a investigação histórica, afirmando-se como pioneiro da história económica em Portugal.

Morreu em Boamense, a 1 de Dezembro de 1908. Em 1923, por iniciativa do seu amigo Luís de Magalhães, a Livraria Chardron publicou parte da sua obra sob o título «Estudos Históricos e Económicos».

 

"As Póvoas Marítimas" é uma obra fundamental do historiador e economista português Alberto Sampaio. Publicada originalmente de forma póstuma no século XX (reeditada em volumes de Estudos Históricos e Económicos), é considerada um estudo pioneiro que investiga as origens da vocação marítima e da economia costeira de Portugal.
O estudo debruça-se sobre:
  • Origens Marinheiras: Analisa as comunidades costeiras e a evolução da navegação no Norte de Portugal, traçando a génese das atividades marítimas portuguesas antes e durante a época dos Descobrimentos.
  • História Económica: Destaca-se por ser uma das primeiras análises aprofundadas a cruzar a geografia e os recursos económicos com a evolução social e institucional das "póvoas" (povoações com estatutos jurídicos próprios).
  • Contexto Regional: Foca-se fortemente na faixa litoral minhota e nas suas dinâmicas de pesca, comércio e transformação social