Autor. Mário de Oliveira. ( Padre )4ª Edição. Julho de 1999
Edição. Campo das Letras
Sinopse

«Quando, há tempos, aceitei participar num debate promovido pela SIC e
respondi abertamente “Não " à pergunta “Acredita nas aparições de
Fátima?”, foi um escândalo (quase) nacional. Nunca tal se ouvira na
televisão, para mais da boca de um padre católico, Infelizmente, o
debate abortou pouco depois de ter começado, e quase não me foi possível
apontar as razões do meu não. O que terá deixado toda a gente mais ou
menos frustrada. E até a pensar menos bem de mim. Mas o impacto da minha
resposta foi tal que até o próprio jornalista que conduzia o debate não
conseguiu esconder o seu ar de espanto Apressei-me, por isso, a
recordar, tanto a ele como a todas as portuguesas e portugueses que,
nessa hora, sintonizavam a SIC- e deveriam ser milhões, tal o impacto de
debate que, ao contrário do que pensa a maior parte das pessoas, mesmo
não católicas, as aparições de Fátima não fazem parte do núcleo da Fé
cristã católica o que quer dizer que se pode não acreditar em Fátima e
continuar a ser cristão católico romano.»
É mais conhecido por Padre Mário da Lixa. E, como quem faz jus ao nome
que se lhe colou ao corpo, decidiu, em Fevereiro de 2004, fixar de novo
residência em Macieira da Lixa, freguesia do concelho de Felgueiras
onde, antes de Abril de 1974, foi pároco e, nessa qualidade, foi duas
vezes preso pela PIDE e outras tantas julgado no Tribunal Plenário do
Porto. Porém, neste seu regresso a Macieira da Lixa, já não tem nada a
ver com a paróquia. Vive sem qualquer privilégio eclesiástico, numa
casinha alugada no lugar da Maçorra, na proximidade física de
companheiras e de companheiros cristãos de base, com quem partilha a
vida, os bens e a missão de Evangelizar os pobres e os povos.
Tem mais de vinte livros publicados, todos fecundamente polémicos ao tempo em que foram editados, com destaque para Chicote no Templo (Afrontamento, 1973), Mas à Africa, Senhores, Por que lhes Dais Tantas Dores (Campo das Letras, 1997), Fátima Nunca Mais (Campo das Letras, 1999), Nem Adão e Eva, Nem Pecado Original (Campo das Letras, 2000), Que Fazer com esta Igreja (Campo das Letras, 2001), Em Memória Delas. Livro de mulheres (Campo das Letras, 2002), E Deus disse: do que eu gosto é de política, não de religião (Campo das Letras, 2002), Com Farpas. Mas com Ternura (Ausência, 2003), Ouvistes o Que Foi Dito aos Antigos. Eu, Porém, Digo-vos (Campo das Letras, 2004), Canto(s) nas Margens (Ausência, 2005) e O Outro Evangelho Segundo Jesus Cristo (Campo das Letras
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