Quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, entre outros objetos. Preservo livros, revistas e papéis de valor.
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16/04/2026

A INQUISIÇÃO EM CASCAIS. 1541 - 1798

 

Autor. Francisco Carvalho Rosado

Edição: Câmara Municipal de Cascais Departamento de Arquivos, Bibliotecas e Património Histórico.

1ª Edição. ano de 2022 

O livro "A Inquisição em Cascais: 1541-1798", da autoria de Francisco Carvalho Rosado e editado pela Câmara Municipal de Cascais em 2022, analisa a atuação do Santo Ofício no concelho. A obra, com 134 páginas, investiga 53 processos locais, abordando a repressão contra cristãos-novos e outros comportamentos desviantes num contexto social e religioso *

* Texto obtido na referência à obra por I.A. 

03/04/2025

MALLEUS MALEFICARUM. " El Martillo de Las Brujas "

 

Autores. Heinrich Kramer, Jakobus Sprenger

1ª Edição. 2021

D.R. Total Book, S.A.de C.V.

C/24 Manzana 4 lote 6 Interior Altos Colonia El Rodeo

08510 - Iztalco, México


 


O Malleus Maleficarum (conhecido em português como Martelo das Bruxas), por excelência o grande Manual da Inquisição é sem dúvida nenhuma a maior ode à intolerância e desinformação já escrita pelos seguidores de Cristo. Tornou-se símbolo de uma era sombria em que o poder de uma religião institucionalizada tornou-se  dominante para boa parte da humanidade. O resultado foi que a religião do amor tornou-se uma instituição de assassinos E da mesma forma que os fariseus pregaram Cristo na cruz, uma multidão de inocentes foi atirada nas fogueiras da santa inquisição para atender os interesses de um clero poderoso. 

A presente tradução foi realizada por " Departamento editorial ". A versão original é a do século XV escrita em latim pelos monges dominicanos Heinrick Kramer e Jacobus Sprenger. O formato é didático baseado em perguntas e respostas pois tratava-se de uma obra encomendada pelo próprio poder romano para instruir os padres da natureza do que supostamente combatiam.

Hoje, no despertar de uma nova era, com o Vaticano enfraquecido e a cristandade dividida em uma infinidade de seitas torna-se difícil imaginar quanto horror despertava os poderosos autos de fé. É de interesse de muitos que esse documento seja esquecido e que a inquisição em si seja apenas uma curiosidade histórica. Mas temos certeza de que a caça as bruxas da idade média foi um dos episódios mais sangrentos da história, comparável a dizimação indígena e a escravidão africana. Esse manuscrito deu-nos a conhecer o que  em muitos aspectos foi exemplo do que pior produziu a cristandade nos últimos séculos. *

 * Texto extraído do blog. " Morte Súbita " com adaptação.

19/07/2024

HISTÓRIA DAS INQUISIÇÕES. Portugal, Espanha e Itália

 Autor. Francisco Bethencourt

Esta é a 1ª edição para a língua portuguesa. Novembro de 1994


Edição do Círculo de Leitores







( ... ) Os problemas de fundo que orientam a nossa pesquisa decorrem destas observações. Em primeiro lugar, como é possível que uma instituição, criada ao longo do século XIII, tenha podido manter-se em funcionamento - naturalmente sob diversas configurações - até aos séculos XVIII e XIX ? Como é que os tribunais da fé se puderam enraizar nos contextos mais variados, da Europa meridional aos territórios ultramarinos dos impérios hispânicos ? que posição lhes estava assignada no sistema institucional central das diferentes sociedades ? Que papel desempenharam na estruturação de sistemas de valores e de configurações sociais ao longo dos séculos ? como é que os tribunais da fé foram objecto de investimento ( de apropriação ) pelas diferentes elites sociais ? O espaço compreendido pela nossa pesquisa vai da Península Itálica e da Península Ibérica até aos territórios ultramarinos dos impérios hispânicos que foram submetidos à jurisdição inquisitorial em matéria de delitos de fé. ( ... )*

* Breve extrato da « Introdução »

28/06/2024

HISTÓRIA da ORIGEM e ESTABELECIMENTO DA INQUISIÇÃO em PORTUGAL

 

Autor. Alexandre Herculano

7ª Edição

Tomo I

 

Lisboa. Ano de 1907

A História do Estabelecimento da Inquisição em Portugal de Alexandre Herculano constitui-se como uma obra pioneira e fundamental para a historiografia do Santo Ofício português. Dedicada ao período imediatamente anterior ao estabelecimento do tribunal e aos primeiros anos do seu funcionamento, nos seus três volumes o escritor projeta as polémicas virulentas em que estava envolvido, sobretudo com alguns setores do catolicismo português, na sua leitura do século XVI e, muito em particular, no reinado de D. João III, considerado o grande obreiro da introdução da Inquisição no reino. A controvérsia em torno da obra surgiu logo no seu tempo e mesmo o autor, ao longo dos anos que tardou a publicação completa dos três volumes e na passagem da primeira para a segunda edição, afinou algumas partes do texto e mudou o título de Tentativa para História, mostrando uma intencionalidade claramente assertiva nesta segunda versão. Sendo, sem dúvida, uma obra do seu tempo, o sustentáculo documental em que ancorava, fruto do labor de muitos anos de Herculano como diretor de importantes bibliotecas e arquivos portugueses faz com que a obra tenha tido muitos leitores ao longo do tempo e, ainda hoje, seja presença incontornável nas bibliografias da historiografia sobre a Inquisição portuguesa.

03/04/2024

A INQUISIÇÃO DE ÉVORA DOS PRIMÓRDIOS A 1668

 


Autor: António Borges Coelho
 




Volume I.  1ª Edição - Ano de 1987
Volume II. 1ª edição - Ano de  1987 (? )




1º Volume. 448 páginas
 2º Volume . 327 páginas


(...) Por razões de « justa » medida, repartimos em dois tomos o texto desta Inquisição de Évora. No primeiro, reuniram-se as partes que tratam de « A instituição » e de « As vítimas ». no segundo, publicamos as « Conclusões gerais », o «Apêndice documental », a bibliografia e o índice topográfico. *

* Nota do Autor



por António Borges Coelho [*]


 
Sé de Évora. Templo Romano de Évora. Quando olhamos o lugar sagrado da acrópole, ladeado pela massa formidável da Sé e a leveza do Templo Romano, quando abrirmos os olhos num estremecimento ante a grandeza monumental do passado, estamos longe de imaginar o medo, a superstição, a glória assassina e os passos, por vezes de extraordinária grandeza, dos condenados ao último suplício.

A Norte da praça, a Inquisição Velha encostava os seus cárceres ao Templo Romano. Olhava o Paço do Arcebispo e a Sé. Estendia-se mais tarde a Poente, ocupando casas compradas ao conde da Vidigueira, ainda hoje marcadas pelas armas do Santo Oficio. A legenda Judca causam tuam circundava a espada e o ramo de oliveira. Em 1636, o arquitecto Mateus do Couto redefiniu o espaço. Uma parte era ocupada pelo palácio inquisitorial, morada individualizada dos três inquisidores; na outra, erguiam-se as duas salas do despacho, os cárceres, os cárceres de vigia, a sala de tortura, não visível na planta mas onde se aplicavam os diferentes tratos, particularmente o do potro e o da polé, e ainda os cárceres da penitência. Restam uma imponente sala do despacho, diferentes espaços reaproveitados, o brasão e outros símbolos, cerca de catorze mil processos, livros de receitas e despesas, correspondência diversa, cadernos do promotor, livros de denúncias.

A Inquisição Portuguesa nasceu legalmente em Évora no ano de 1536, legitimada pelo papa, apadrinhada pelo rei D. João III e pelos infantes seus irmãos que sucessivamente ocuparam a mitra da cidade, o cardeal Afonso e o futuro cardeal e inquisidor-geral D. Henrique. E nesta cidade se organizou o primeiro organismo dirigente, o chamado Conselho das Cousas da Fé, onde pontificava o doutor em Cânones pela Universidade de Salamanca, fundador da Inquisição de Lisboa e futuro arcebispo de Évora, doutor João de Melo. Mas, como tribunal autónomo, a Inquisição de Évora nasce a 5 de Setembro de 1541 com a posse do seu primeiro inquisidor, o temível licenciado Pedro Álvares de Paredes, e é extinta pelas Cortes Constituintes por decreto de 31 de Março, publicado no Diário das Cortes de 2 de Abril de 1821.

Juntamente com as inquisições de Coimbra e de Lisboa, a Inquisição de Évora foi um tribunal dito da fé que sujeitava à sua jurisdição todos os crentes, incluído o rei, a quem por vezes ameaçou de excomunhão. Zelava pela fé tridentina [1] e pela limpeza de sangue. A sua presa privilegiada eram os cristãos-novos. Opunha-se tenazmente à sua fusão com os cristãos-velhos, medindo continuamente o sangue das vítimas e contrariando os casamentos mistos. O seu santo oficio consistia em vigiar, escutar, ler, prender, interrogar, submeter a tortura, julgar e condenar sem apelo nem agravo os chamados heréticos, os relapsos, os sodomitas, os feiticeiros, os bígamos, os solicitantes, os ateus. Só prestava contas ao Conselho Geral e ao Inquisidor-Geral. Todas as justiças ficavam sujeitas ao seu poder que, por intermédio do Conselho Geral e das outras Inquisições, cobria o território nacional e o império marítimo.

O seu aparelho era formado por três inquisidores com preeminência do mais antigo, o da primeira cadeira, por deputados, promotor, notário, fiscal, meirinho [2] , alcaide e guardas dos cárceres. No pessoal eventual, incluíam-se o médico, a parteira, o barbeiro, o pintor das efígies dos condenados à morte, os padres que eram incumbidos de ajudar, nos últimos momentos, os condenados a confessar ou a morrer. A acrescentar a estes funcionários da sede, espalhavam-se pelas principais cidades e vilas os comissários ou delegados locais do Santo Oficio, escolhidos entre os clérigos mais eminentes, os familiares leigos que asseguravam com a sua espada as prisões e a ordem no auto da fé, os qualificadores ou doutores universitários que analisavam as proposições suspeitas de heresia.

No dia 13 de Janeiro de 1729, D. João V visitou incógnito, em companhia do físico-mor, os cárceres da Inquisição de Évora. Entrou pela porta secreta do alcaide dos cárceres, assistiu ao interrogatório de um feiticeiro, examinou os cárceres de vigia, entrou na sala do despacho, olhou das janelas o palácio do arcebispo e penetrou depois, à luz das velas, na sala do "secreto". A 6 de Fevereiro, no seu regresso da fronteira, o rei visitou de novo os cárceres e na sala da tortura um dos guardas sujeitou-se simuladamente aos tratos de polé e às correias do potro.

Não faltaram conflitos a minar o entendimento entre as quatro grandes instituições que marcavam a vida da cidade: a Sé, a Universidade, a Inquisição e o Concelho. A Inquisição e a Sé estavam frente a frente. O Concelho tinha a sua sede num dos extremos da Praça Grande ou Praça do Giraldo onde se desenrolavam os autos da fé. A Universidade marcava um espaço junto da antiga alcáçova [3] . Na coexistência nem sempre pacífica dos poderes, os arcebispos furtavam-se a ir ao auto da fé por questões de preeminência. Queriam uma cadeira especial que os inquisidores, administradores do acto, negavam. Mas a ligação à Sé era orgânica: quase todos os inquisidores acumulavam o seu cargo com os de cónego da Sé e muitos deles subiram às mitras, designadamente à mitra de Évora, considerada nos meados do século XVIII mais rendosa que a Sé de Braga e a segunda das Hespanhas.

Também não faltaram questões com a Universidade que disponibilizava os seus doutores para a pregação nos autos da fé e para o acompanhamento final dos presos. As questões eram ainda de preeminência. Quem devia abastecer-se primeiro de carne no mercado: os criados dos inquisidores ou os da Universidade? Num conflito célebre entre a Universidade e a Inquisição, deflagrado em 1643, D. João IV decidiu contra a Universidade, possuidora de antigos privilégios e partidária da Restauração, e a favor da Inquisição que contra ele conspirava e prendera o padre jesuíta Francisco Pinheiro, lente de Teologia.

A tensão entre a Inquisição e a cidade explodiu algumas vezes em violência. Um dos momentos de maior tensão viveu-se na última década do século XVI quando os inquisidores prenderam boa parte dos mercadores eborenses da Praça Grande. Para escárneo das famílias, penduravam-se na igreja de S. Antão as efígies dos condenados à morte. Mas os inquisidores queixavam-se que alguém as destruía pela calada ao mesmo tempo que os cristãos-novos se recusavam a ser fregueses de S. Antão.

Numa sociedade mortificada por escrúpulos de consciência, sempre desconfiada dos seus pensamentos e dos pensamentos e das práticas dos vizinhos, o tribunal alimentava-se quase exclusivamente da denúncia. E toda a sua actividade interna consistia em fabricar denúncias, verdadeiras e falsas, usando as longas prisões sem culpa formada, as ciladas, a coacção psicológica, a tortura. O momento mais alto era o do auto da fé anual, a «Testa» que por vezes se prolongava pelo dia inteiro e onde eram «reconciliados» ou garrotados e queimados os hereges relapsos e negativos, quase sempre cristãos-novos.

O lugar de deputado e de inquisidor abria as portas do verdadeiro cursus honorum que desembocava nas mais altas prebendas da Igreja e do Estado: conezias [4] , mitras, reitorados da Universidade, Conselho de Estado (por inerência, o membro do Conselho Geral tornava-se membro do Conselho de Estado), Mesa da Consciência e Ordens. Pelos quadros da Inquisição de Évora passaram doutores e mestres em teologia, doutores, licenciados e bacharéis em direito canónico ou em ambos os direitos. Entre eles, o teólogo dominicano Frei Jerónimo de Azambuja que participou no Concílio de Trento, e Marcos Teixeira, cónego doutoral da Sé de Évora, futuro bispo do Brasil que comandou a reconquista da Baía tomada pelos holandeses em 1624.

O chamado distrito onde a Inquisição de Évora exercia a sua actividade abarcava todo o sul do Tejo com excepção da península do Setúbal. Nos seus primórdios recebeu presos de Trás-os-Montes e da Beira. As cidades e vilas mais castigadas foram Beja, Évora, Elvas, Montemor-o-Novo, Campo Maior, Arraiolos, Viçosa, Estremoz, Serpa, Faro. Os períodos de maior rigor ocorreram nos governos de Filipe II e IV e após a morte de D. João IV. E só depois do governo do Marquês de Pombal, o pedreiro livre substitui o cristão-novo.

Entre as vítimas conta-se o desembargador e humanista Gil Vaz Bugalho, cristão-velho, amigo de linguistas de origem hebraica, doutos no latim, no hebraico e no caldeu, tradutor para linguagem dalguns livros do Velho Testamento e queimado em 1551. Frei António de Abrunhosa, franciscano natural de Serpa, parte de cristão-novo e cristão no coração, assistiu à prisão da mãe, das irmãs e sofreu ele próprio a perseguição dos seus conventuais e do Santo Oficio. Manuel Casco de Farelais, aluno da Universidade e fidalgo cristão-novo, enviou da prisão um Padre Nosso em verso antes de ser queimado em 1629. Em 1613 um cristão-novo denunciava alentejanos que judaizavam em Hamburgo e Amesterdão. Entre eles contavam-se o licenciado Francisco da Rosa, dos Rosas de Beja, Manuel Gomes de Évora (Jacob Abenatar), Álvaro de Castro, dos Namias de Beja, Melchior Mendes de Elvas (Abraão Franco), Nuno Bocarro (Jacob Pardo), dos Bocarros de Beja, e outros. Os fugitivos diminuíam as forças de Portugal e alimentavam as da Holanda e doutros países do Norte.

António Costa Lobo, um dos cidadãos mais ricos de Beja, onze anos preso sem culpa formada e queimado em 1629, afirmava que o Santo Ofício era um tribunal do diabo. Que os inquisidores vinham da Beira julgar as consciências alheias e, em vez de as salvarem, as metiam no inferno.

Durante quase três séculos muitos dos homens mais poderosos das cidades e das vilas a Sul do Tejo passaram pelos cárceres e sofreram o confisco dos seus bens. De tal modo que, já em 1630, o inquisidor-geral D. Fernando de Castro escrevia que se o reino estava menos rico em compensação estava mais católico. Mas no fim das contas, sem somar o sofrimento e a humilhação, sem contar a «desonra das gerações», nas palavras de frei António de Abrunhosa, podemos afirmar que o Alentejo e o Algarve ficaram menos católicos e mais pobres.

[*] Historiador , autor de "Portugal na Espanha Árabe", "A Revolução de 1383", "A Inquisição de Évora" e muitas outras obras.

O original encontra-se no jornal Alentejo Popular, de Beja, edição de 12/Outubro/2006.


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/





13/02/2024

TORQUEMADA. Inquisidor e Herege.

 

 Autor. Manuel Barrios

  Editor: Editora Guerra & Paz Idioma: Português Dimensões: 148 x 229 x 19 mm Encadernação: Capa mole 

 

 

Sinopse

"O mais feroz inimigo que teve a Igreja Católica". É assim que é descrito frei Tomás de Torquemada, Inquisidor Geral de Espanha e um dos vultos mais destacados do lado sombrio da História Mundial. Torquemada chegou mesmo a afirmar que um inquisidor usufrui de maior poder do que os bispos ou os cardeais, já que só ele poder ler os livros proibidos.

Esta é a biografia de um frade dominicano que, com a conivência da Coroa Espanhola, mandou assassinar 114.400 pessoas em nome de Deus, convertendo a Inquisição Espanhola no instrumento mais cruel de todo o continente europeu durante o século XV. Aqui se retratam as suas duas grandes facetas: inquisidor e, paradoxalmente, herege.


Excerto.

 "Para o caso histórico que estamos a tratar - a temível criação dos tribunais da Inquisição - vemos que, na exe­cução do plano, meticulosamente estudado, coincidem os agentes capazes de levar a bom termo o diabólico projecto: os reis do país chamado a ser o mais poderoso do mundo - Isabel I de Castela e Fernando V de Aragão - o Grande Inquisidor Torquemada, impassível frente à mais extrema crueldade, os arautos encarre­gados de manter viva a chama do ódio e os três Pontífices mais mundanos da História. É imprescindível esboçar a semelhança existente entre todos eles, com o fim de demonstrar que, uma vez conseguida a conjunção de tais poderes, foi possível activar o impulso necessário para a consumação do Primeiro Holocausto."