Autora. Delmira Maçãs
Edição. Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
1ª edição -Lisboa 2009
Rima e Métrica são os dois pilares que dão ritmo, musicalidade e harmonia aos versos de um poemaAutora. Delmira Maçãs
Edição. Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
1ª edição -Lisboa 2009
Rima e Métrica são os dois pilares que dão ritmo, musicalidade e harmonia aos versos de um poemaAutor. A. Neves e Sousa
Edição do autor. Anos. 1943 - 1949
Livro valorizado pela assinatura do autor.
1ª edição
Autor. João Rosa Pinto.
1ª edição. União das Freguesias de Cascais e Estoril. Ano 2015
Vive ali há muitos anos
O Francisco, à beira mar
Vê sempre o Farol da Guia
Quando acorda cada dia
E quando se vai deitar (... *
Breve extrato do poema « A Casinha da Guia » inserido na pág. 93.
Autor. António Frazão
Edição do autor. Duzentos exemplares.. Ano de 1996
Exemplar valorizado com uma assinatura e dedicatória do autor.
António Frazão, um artista marceneiro, bombeiro voluntário da corporação da Parede, poeta e também castiço intérprete amador da canção nacional .
Editorial Notícias - 10ª Edição. Lisboa 1994
Autor. Marion Giebel.
título original. Sappho
Tradução de . Maria Emília Moura
Edição portuguesa. Distri Editora ano de 1985
Safo, poetisa lírica grega dos séculos VII-VI a.C., neste livro encontraremos os seus poemas e alguns fragmentos descobertos até hoje, que vão de textos completos a pedaços de poemas que restaram de antigos pergaminhos. Tal como nas estátuas ou vasos da Antiguidade que chegaram até nós, nestes poemas, a ruína é mais um elemento de sua beleza. Nascida na ilha grega de Lesbos, Safo viveu entre os séculos VII e VI a.C., e a qualidade de sua poesia, elaborada para o canto ao som da lira, fez com que o culto a seu nome permanecesse vivo até os dias de hoje. Como pouco se sabe sobre a vida da poeta, cada época projetou em sua figura suas próprias aspirações, de musa da poesia romântica a ícone do amor livre e da afirmação feminina. No período helenístico, quase trezentos anos após sua morte, sua obra foi recolhida e organizada em nove livros, cada um segundo uma métrica específica, pelos sábios da Biblioteca de Alexandria, e Safo foi incluída na plêiade dos maiores poetas líricos gregos. Entretanto, todos os livros se perderam, e a obra de Safo só sobreviveu por meio de pedaços de papiros e citações em tratados antigos, além de outros registos esparsos, tendo restado um único poema na íntegra, o chamado “Hino a Afrodite”.
Autora. Florbela Espanca.
Edição integral. Livraria Tavares Martins.
Extratextos. 6 retratos de Florbela, 1 análise grafológica, 1 retrato de Florbela, por seu irmão, Apeles, 1 certidão de baptismo.
Editado nos primeiros dias do Outono na cidade do Porto no ano de Mil Novecentos e Setenta e Um.
13ª edição.
Escritos nas primeiras décadas do século XX, os sonetos de Florbela são a
expressão poética da paixão sensual e da confissão feminina.
Simultaneamente pujante e frágil, a poetisa revela, por vezes de forma
egocêntrica e narcisista, uma feminilidade intranquila e insatisfeita,
imersa na Dor e no Amor.
Influenciada por poetas como António Nobre ou Antero de Quental,
Florbela revelou-se pouco permeável aos grupos e movimentos literários
da época e construiu uma estética própria, pautada por um discurso
poético veemente, descomplexado e livre de constrições sociais.
Nasceu mulher num espaço e num tempo pequenos de mais para a conter. A
sua sede de Infinito levou-a a procurar a plenitude num amor sonhado
mais do que sentido, vivendo num paroxismo de se querer dar e de não ser
de ninguém: Quem me quiser Há-de ser Outro e Outro num momento! Força
viva, brutal, em movimento, Astro arrastando catadupas de astros!
A poesia de Florbela Espanca dá-nos toda a força de fogo nascido no
corpo amado da planície alentejana, que se espalha por Terra, Água e
Vento, poderosa e vibrante, sonhando sempre no mísero viver humano o
amor redentor de um Deus.
Autora. Ana Hatherly
1ª edição. Outubro de 2003
Breve extrato da « Introdução » Rubricada por A. H. e datada de Lisboa, Setembro de 2003.
Autor. Fernando Tavares Rodrigues
1ª Edição. Janeiro de 2005
" A aventura política de Fernando Tavares Rodrigues filia-se na melhor tradição da lírica portuguesa. E este livro, este belo « XXI Sonetos de Amor », continua esse percurso, na demanda de uma verdade privada que, simultaneamente, constitui o compromisso do poeta com a vida, fazendo sua a luz de uma visão singularíssima. " (... ) *
* Breve extrato do prefácio assinado por Baptista Bastos.
)
Autor. Virgílio P. Ramos
Edição de autor. Ano de 1955
Já algum tempo que comecei a interessar-me por uma das figuras importantes com origens em Vale de Espinho, um dos filhos do Senhor Vital (Vital Pereira Ramos), que os mais velhos conheceram, chamado Virgílio Pereira Ramos. Embora não nascido na nossa aldeia, foi aqui que passou a sua infância, tendo depois voado para outras paragens para frequentar o liceu, universidade, especializações em diversas áreas, desde a agronomia, energia atómica, ciências tropicais, pesticidas e outras.


Pelas numerosas participações e bolsas que obteve ao longo da sua carreira, observa-se que, mesmo nos tempos do designado Estado Novo, Portugal incentivava os melhores a prosseguirem as suas investigações, pois, ao mesmo tempo que os interessados se realizavam ao nível pessoal, também, com o seu saber contribuíam para o bem das empresas e do país.
E Virgílio Pereira Ramos foi, de facto, um dos melhores do seu tempo, saídos da Faculdade de Agronomia de Lisboa.
Cedo percebeu que com a língua inglesa poderia ir muito mais longe nas suas investigações científicas, mas, como a curiosidade não tem limites, interessou-se também pela literatura inglesa, participando em vários seminários no prestigiado meio universitário de Oxford.
Era um autêntico guloso do saber, aliando a ciência universitária à concretização empresarial. E os seus interesses eram variados, tanto nos óleos vegetais, como nos pesticidas, na apuramento e melhoramento da produção do café e outros.
Foi responsável pela Estação Agronómica Nacional durante vários anos e ali desenvolveu a sua investigação no domínio da Química Tecnológica e dos Pesticidas.
Não admira que as empresas farmacêuticas, como a Sandoz, o tenham contratado como consultor técnico para os seus produtos. Também o actualmente designado Instituto Nacional de Investigação Agrária o foi escolher para dirigir o Laboratório de Fitofarmacologia, onde ocupou vários cargos de responsabilidade.
Virgílio Pereira Ramos representou Portugal em vários congressos internacionais e colóquios nas áreas da sua especialidade e em reuniões internacionais da FAO.
Como bom cidadão, interessou-se também pela política e no fim dos anos setenta aderiu à Aliança Democrática, entusiasmando-se pelos ideais de Sá Carneiro.
Este grande cientista e investigador tinha também o seu lado ternurento que se manifestou na sua obra poética. Deixou-nos vários livros, citando apenas alguns como «Pórtico» (1951), «Cantos, Encantos, Quebrantos» (1955), «Sentimento» (1957), «Terra Inventada» (1958), «Poemas Capitalistas» (1958), outros publicados após o seu falecimento. Colaborou ainda, com vários trabalhos literários, nos suplementos literários de algumas revistas e jornais diários em Lisboa e na província e obteve prémios e menções honrosas em concursos de poesia e de literatura. Foi ainda director do Jornal da Europa, juntamente com Urbano Tavares Rodrigues, que, ao fim de quatro números, foi impedido pela censura de ser continuada a sua publicação.
Nos seus poemas não esqueceu a aldeia de Vale de Espinho onde viveu a sua infância, tendo escrito este soneto que se transcreve e que tem por título :
É lindo para o sonho a minha aldeia
É lindo para o sonho a minha aldeia
Esplendendo os verdes lá da serra,
Lembra a graça sem brincos, que na terra
Divulga, sempre moça e nunca feia!
Quando ao crepúsculo, a seara já ondeia,
Na promessa das músicas que em si encerra,
As fontes vestem asas e o sonho erra
Colhendo, aqui e além, o pão da sua ceia!
A luz do sol sucumbe, a esfiapar-se…
E o povo volta ao lar, a repassar-se
Dos sinos e das sombras da oração
Ascende a ideia, como um luar bento,
E vertido ao imenso, o pensamento
Abarca a Deus, em nó do coração!
Autor. João Miguel Fernandes Jorge
1ª Edição, Lisboa, Novembro 1997
O autor, nasceu em1943, no Bombarral. Poeta, prosador e crítico artístico, licenciado em Filosofia, desenvolveu também a atividade docente. Estreia-se na poesia com o volume Sob Sobre Voz, onde joga, de forma inquietante, com a não referencialidade de uma palavra que se situa na contiguidade com o indizível. Ou seja, nas palavras de Joaquim Manuel Magalhães, a perturbação gerada na leitura da sua poesia decorre da nossa formação ocidental, pela qual se torna "difícil de abdicar de um real para o qual as palavras não apontem" ("alguns descobriram que dizer barco não é arrastar à palavra um barco ou dizer aos outros que um barco está ali, mas revelar um local onde um barco não está, onde a memória dele se tornou uma música de fonemas em que desaparece o barco e o homem descobre a solidão que é dizer barco sem um barco ser. Este trabalho silencioso de captação da ausência percorre a obra de João Miguel Fernandes Jorge." (cf. MAGALHÃES, Joaquim Manuel - Os Dois Crepúsculos, Lisboa, A Regra do Jogo, 1981, pp. 224-225), ou, nas palavras do próprio autor: "O que me faz escrever este poema/não são as coisas: terra céu astros./A saber: estendo a mão: e/o mundo reconhece-a encontra a/memória onde repousa e se transforma./... Não sonho palavra sonho barco." ("Para outro texto", in Vinte e Nove Poemas, Lisboa, 1978). Confirmadas nos volumes que integram a sua Obra Poética, estas linhas de leitura remetem, segundo Fernando Guimarães, para um processo de "microrrealismo", pelo qual a "linguagem tende a testemunhar a evidência do conhecimento", ao mesmo tempo que as imagens ou metáforas se constituem como "núcleos de natureza conceptual": "
"João Miguel Fernandes Jorge parece fazer apelo à possibilidade de a linguagem se afastar de dois caminhos, o da metáfora e o da imagem, em que a poesia moderna tanto se fixou desde os finais do séc. XIX, privilegiando, antes, os caracteres apagadamente distintivos dos "sinais" ou, se se quiser, dos signos (...)", o poema fragmentando-se "através de múltiplas reminiscências, de uma linguagem desfocada, de uma disponibilidade subjetiva nem sempre previsível, de uma visão fluida da realidade e da natureza, de uma dispersão de significados às vezes percorridos por referências culturais ou de índole meramente circunstancial que, apesar de um descritivismo a que não raro se mantém fiel, se tornam dificilmente reconhecíveis. (...) A linguagem torna-se dispersiva, residual, e a consciência de que ela é inquestionável ou opaca a um possível significado" (GUIMARÃES, Fernando - A Poesia Portuguesa Contemporânea e o Fim da Modernidade, Lisboa, Caminho, 1989, pp. 113-114). A publicação de Crónica, em 1977, inaugura na sua bibliografia uma outra estratégia discursiva, que parte da colagem de textos e motivos históricos com acontecimentos reais e míticos e com conteúdos subjetivos.
Autor. Manuel Ramiro Salgueiro
Edição de autor que segundo escreve « Acabei de dactilografar em 24 de Maio de 1982 »
Dimensões. 21 x 29,3
No dia em que se assinala o primeiro aniversário da morte de Manuel Ramiro Salgueiro (27 de fevereiro), o Município de Marvão informa que vai promover o tratamento do espólio do poeta, possibilitando que a sua obra seja melhor estudada e conhecida.
Natural da Escusa, freguesia de São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão, Manuel Ramiro Salgueiro nasceu a 28 de outubro de 1933.
Depois de uma breve passagem pelo Seminário de Aveiro e tendo estudado um ano em Évora, foi em Lisboa que se fixou. Cumpriu serviço militar, trabalhou na Casa Pia de Lisboa e voltou aos estudos na Faculdade de Letras, onde se licenciou em Filologia Clássica.
Homem da cultura, foi professor, poeta e ensaísta. Publicou muitos dos seus textos nas edições MIC. Sempre se interessou pela sua terra natal, o que levou a escrever sobre as suas gentes e tradições: são exemplo disso “Saudação a Marvão”, “O tópico da despedida na poesia rural do Concelho de Marvão”, “Teofa da Escusa, Músico” e “Um pedir-chuva na Freguesia do Salvador”, publicados em vários números da Revista Ibn Maruán; e o inédito “A primeira comunhão solene de que há memória na aldeia da Escusa”.
Foi descrito como um “homem solitário, introvertido, provocador, amante da Natureza e dos outros” (Carlos Marques, Ibn Maruán n.º 5, 1995). No que respeita à sua obra, foi considerado “poeta de forte expressividade, frequentemente (quase sempre) melodramático” (Fernanda Botelho, Colóquio/Letras n.º 120, 1991).
Manuel Ramiro Salgueiro deixou em testamento, à Câmara Municipal de Marvão, alguns dos seus bens, onde se inclui a biblioteca que reuniu e os textos da sua autoria, muitos dos quais ainda não publicados.
Nota. O presente documento está todo ele dactilografado. Por um acaso encontrei-o prestes a ser destruído e consegui recolhê-lo. Será uma obra única e original dadas as suas características ? Talvez.
Autor. Brito Mendes
Ano de 1922
* Nota inserida na abertura do livro.
INDISPONÍVEL
Bocage
Manuel Maria Barbosa du Bocage, o mais completo
poeta do nosso século XVIII, nasceu em Setúbal em 1765 e faleceu em
Lisboa em 1805. Aos 16 anos assentou praça na Infantaria de Setúbal, mas
em 1783 alista-se na Academia Real da Marinha. Em Lisboa, participa na
vida boémia e literária e começa a ganhar fama a sua veia de poeta
satírico. Em 1786 embarca para a Índia, chegando a ser promovido a
tenente; em 1789 aventura-se a ir a Macau e neste ano regressa a
Portugal. Em 1791 publica o primeiro volume de Rimas e integra-se na
Nova Arcádia (ou Academia de Belas Letras), onde recebe o nome de Elmano
Sadino. Mas Bocage, pela sua instabilidade e irreverência, não se
adaptou ao convencionalismo arcádico e abre conflitos com os seus
confrades. Em 1797 é acusado de "herético perigoso e dissoluto de
costumes"; e, como era conhecida a sua simpatia pela Revolução Francesa,
é preso e condenado pela Inquisição. Quando sai da reclusão,
conformista e gasto, vê-se obrigado a viver da escrita (sobretudo de
traduções). Recebeu o auxílio de alguns amigos mas acabará por morrer
doente e na miséria.
Se formalmente a poesia bocagiana ainda é neoclássica, se nalgum
vocabulário e nos processos de natureza alegórica ainda se sente a
herança clássica, concretamente a camoniana, pelo temperamento, por
grande parte dos temas (como o ciúme, a noite, a morte, o egotismo, a
liberdade, o amor - muitas vezes manifestado por uma expressão
erotizante) e pela insistência nalgumas imagens e verbos que denunciam
uma vivência limite, pode bem dizer-se que uma parte significativa da
produção poética de Bocage é já marcadamente pré-romântica, anunciando
assim a nova época que se aproxima. Apesar de a sua poesia ser
contraditória, irregular, e de os seus versos revelarem concessões
artisticamente duvidosas, Bocage é considerado, com justeza, um dos
maiores sonetistas portugueses.