Quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, entre outros objetos. Preservo livros, revistas e papéis de valor.
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19/06/2026

RIMA & MÉTRICA

 

Autora. Delmira Maçãs

Edição. Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

1ª edição -Lisboa 2009 

Rima e Métrica são os dois pilares que dão ritmo, musicalidade e harmonia aos versos de um poema

14/05/2026

MAHAMBA Poesia

 

Autor. A. Neves e Sousa

Edição do autor. Anos. 1943 - 1949

Livro valorizado pela assinatura do autor. 

1ª edição  

 


"MAHAMBA (Poesia 1943-1949)" é uma obra rara de A. Neves e Sousa, publicada em 1960. Este livro de poesia angolana, ilustrado com desenhos do autor e Fernando Lanhas, retrata vivências e paisagens de Angola com poemas como "Luanda", "Maiombe" e "Ana Cabinda". [1]
Detalhes Principais da Obra (1943-1949):
  • Autor: A. Neves e Sousa.
  • Publicação: Edição de autor, Lamas da Feira, 1960.
  • Conteúdo: 80 páginas com poesias e ilustrações.
  • Temas: A obra aborda cenários angolanos, incluindo "Prece", "Senhora da Nazaré", "Congo", "Carnaval de Luanda" e "Muquixe". 
Contexto e Raridade:
  • A obra é descrita como muito difícil de localizar (rara).
  • Existe um retrato do autor incluído, da autoria de Fernando Lanhas.
  • Neves e Sousa é reconhecido pela sua sensibilidade lírica no panorama literário. 
Note que existe também uma referência a um autor contemporâneo, Óliver Quiteculo, que publicou uma obra com o mesmo título, Mahamba, distinguida no Prémio Literário António Jacinto 2018. No entanto, o contexto histórico principal recai sobre a obra de 1960.

13/04/2026

DIVAGANDO... Poemas de João Rosa Pinto

 

Autor. João Rosa Pinto.

1ª edição. União das Freguesias de Cascais e Estoril. Ano 2015 

 


 Vive ali há  muitos anos

 O Francisco, à beira mar

Vê sempre o Farol da Guia

Quando acorda cada dia

E quando se vai deitar (... *

Breve extrato do poema « A Casinha da Guia » inserido na pág. 93. 

  

26/08/2025

O POETA E EU

 

 Autor. António Frazão

Edição do autor. Duzentos exemplares.. Ano de 1996

 

 Exemplar valorizado com uma assinatura e dedicatória do autor.  

 

 António Frazão, um artista marceneiro, bombeiro  voluntário da corporação da Parede, poeta e também castiço intérprete amador da canção nacional .

26/06/2025

ESTE LIVRO QUE VOS DEIXO ( Volume I e Volume II )

 Autor. António Aleixo.


Editorial Notícias - 10ª Edição. Lisboa 1994 


"Este Livro que Vos Deixo I e II volumes referem-se às obras completas do autor em dois que incluem poemas e quadras improvisadas. É uma compilação do seu trabalho, com prefácios e notas de Fernando Laginha e Joaquim Magalhães. O primeiro volume contém inéditos, enquanto o segundo explora o pensamento do autor e a sua forma única de expressar a sabedoria popular

09/05/2025

SAFO

 

Autor. Marion Giebel.

título original. Sappho

Tradução de . Maria Emília Moura

Edição portuguesa. Distri Editora ano de 1985

Safo nasceu na segunda metade do século VII a. C., na ilha grega de Lesbos. Educada num meio aristocrático, os fragmentos da sua poesia são o testemunho da primeira autora da literatura europeia e considerados a síntese da perfeição lírica na Antiguidade. Nos seus versos é possível entrever o encantamento e o sofrimento amorosos, uma tensão constante entre juventude e velhice, marcados por um erotismo sublime. Segundo um mito antigo, crê-se que terá morrido de amores pelo jovem Fáon, atirando-se de um rochedo em Lêucade.

 Safo, poetisa lírica grega dos séculos VII-VI a.C., neste livro encontraremos  os seus poemas e  alguns fragmentos descobertos até hoje, que vão de textos completos a pedaços de poemas que restaram de antigos pergaminhos. Tal como nas estátuas ou vasos da Antiguidade que chegaram até nós, nestes poemas, a ruína é mais um elemento de sua beleza. Nascida na ilha grega de Lesbos, Safo viveu entre os séculos VII e VI a.C., e a qualidade de sua poesia, elaborada para o canto ao som da lira, fez com que o culto a seu nome permanecesse vivo até os dias de hoje. Como pouco se sabe sobre a vida da poeta, cada época projetou em sua figura suas próprias aspirações, de musa da poesia romântica a ícone do amor livre e da afirmação feminina. No período helenístico, quase trezentos anos após sua morte, sua obra foi recolhida e organizada em nove livros, cada um segundo uma métrica específica, pelos sábios da Biblioteca de Alexandria, e Safo foi incluída na plêiade dos maiores poetas líricos gregos. Entretanto, todos os livros se perderam, e a obra de Safo só sobreviveu por meio de pedaços de papiros e citações em tratados antigos, além de outros registos esparsos, tendo restado um único poema na íntegra, o chamado “Hino a Afrodite”. 

06/05/2025

SONETOS

 

Autora. Florbela Espanca.

Edição integral. Livraria Tavares Martins.

Extratextos. 6 retratos de Florbela, 1 análise grafológica, 1 retrato de Florbela, por seu irmão, Apeles, 1 certidão de baptismo.

Editado nos primeiros dias  do Outono na cidade do Porto no ano de Mil Novecentos e Setenta e Um.

13ª edição.



Escritos nas primeiras décadas do século XX, os sonetos de Florbela são a expressão poética da paixão sensual e da confissão feminina. Simultaneamente pujante e frágil, a poetisa revela, por vezes de forma egocêntrica e narcisista, uma feminilidade intranquila e insatisfeita, imersa na Dor e no Amor.
Influenciada por poetas como António Nobre ou Antero de Quental, Florbela revelou-se pouco permeável aos grupos e movimentos literários da época e construiu uma estética própria, pautada por um discurso poético veemente, descomplexado e livre de constrições sociais.

 Nasceu mulher num espaço e num tempo pequenos de mais para a conter. A sua sede de Infinito levou-a a procurar a plenitude num amor sonhado mais do que sentido, vivendo num paroxismo de se querer dar e de não ser de ninguém: Quem me quiser Há-de ser Outro e Outro num momento! Força viva, brutal, em movimento, Astro arrastando catadupas de astros!

A poesia de Florbela Espanca dá-nos toda a força de fogo nascido no corpo amado da planície alentejana, que se espalha por Terra, Água e Vento, poderosa e vibrante, sonhando sempre no mísero viver humano o amor redentor de um Deus.

01/04/2025

POESIA INCURÁVEL. Aspectos da Sensibilidade Barroca

 

Autora. Ana Hatherly

1ª edição. Outubro de 2003

(...) O presente volume oferece uma selecção de textos inéditos ou publicados dispersamente correspondendo a um continuado programa de pesquisa da produção litarária portuguesa do período barroco que tenho vindo a cumprir há já algumas décadas. A temática especificamente abordada neste volume cobre um largo espectro da sensibilidade barroca e, evoluindo da vertente piedosa à licenciosa, passando pela poética e pelo entremez, desdobra-se como as lâminas deum leque, uma imagem que adequadamente descreve o progresso da leitura que proporciona. (... )* 

Breve extrato da « Introdução » Rubricada por A. H. e datada de Lisboa, Setembro de 2003.

15/10/2024

XXI SONETOS DE AMOR

 

Autor. Fernando Tavares Rodrigues

1ª Edição. Janeiro de 2005

 


 Sobre o autor. David Mourão Ferreira descreveu-o como uma pessoa que "enfrenta corajosamente o risco de descrever a espuma dos momentos e dos sentimentos" e Baptista Bastos considerou-o um "herdeiro natural da nossa rica tradição lírica".

" A aventura política de Fernando Tavares Rodrigues filia-se na melhor tradição da lírica portuguesa. E este livro, este belo « XXI Sonetos de Amor », continua esse percurso, na demanda de uma verdade privada que, simultaneamente, constitui o compromisso do poeta com a vida, fazendo sua a luz de uma visão singularíssima. " (... ) *

* Breve extrato do prefácio assinado por Baptista Bastos.

 )

14/10/2024

CANTOS, ENCANTOS, QUEBRANTOS

 

Autor. Virgílio P. Ramos

Edição de autor. Ano de 1955

Virgílio Pereira Ramos – insigne cientista e escritor

Já algum tempo que comecei a interessar-me por uma das figuras importantes com origens em Vale de Espinho, um dos filhos do Senhor Vital (Vital Pereira Ramos), que os mais velhos conheceram, chamado Virgílio Pereira Ramos.  Embora não nascido na nossa aldeia, foi aqui que passou a sua infância, tendo depois voado para outras paragens para frequentar o liceu, universidade, especializações em diversas áreas, desde a agronomia, energia atómica, ciências tropicais, pesticidas e outras.

Virgílio Pereira Ramos, esposa e Vital Pereira Ramos
Luís Miguel Carvalho Ramos ladeado dos pais

Pelas numerosas participações e bolsas que obteve ao longo da sua carreira, observa-se que, mesmo nos tempos do designado Estado Novo, Portugal incentivava os melhores a prosseguirem as suas investigações, pois, ao mesmo tempo que os interessados se realizavam ao nível pessoal, também, com o seu saber contribuíam para o bem das empresas e do país.

E Virgílio Pereira Ramos foi, de facto, um dos melhores do seu tempo, saídos da Faculdade de Agronomia de Lisboa.

Cedo percebeu que com a língua inglesa poderia ir muito mais longe nas suas investigações científicas, mas, como a curiosidade não tem limites, interessou-se também pela literatura inglesa, participando em vários seminários no prestigiado meio universitário de Oxford.

Era um autêntico guloso do saber, aliando a ciência universitária à concretização empresarial. E os seus interesses eram variados, tanto nos óleos vegetais, como nos pesticidas, na apuramento e melhoramento da produção do café e outros.

Foi responsável pela Estação Agronómica Nacional durante vários anos e ali desenvolveu a sua investigação no domínio da Química Tecnológica e dos Pesticidas.

Não admira que as empresas farmacêuticas, como a Sandoz, o tenham contratado como consultor técnico para os seus produtos. Também o actualmente designado Instituto Nacional de Investigação Agrária o foi escolher para dirigir o Laboratório de Fitofarmacologia, onde ocupou vários cargos de responsabilidade.

Virgílio Pereira Ramos representou Portugal em vários congressos internacionais e colóquios nas áreas da sua especialidade e em reuniões internacionais da FAO.

Como bom cidadão, interessou-se também pela política e no fim dos anos setenta aderiu à Aliança Democrática, entusiasmando-se pelos ideais de Sá Carneiro.

Este grande cientista e investigador tinha também o seu lado ternurento que se manifestou na sua obra poética. Deixou-nos vários livros, citando apenas alguns como «Pórtico» (1951), «Cantos, Encantos, Quebrantos» (1955), «Sentimento» (1957), «Terra Inventada» (1958), «Poemas Capitalistas» (1958), outros publicados após o seu falecimento. Colaborou ainda, com vários trabalhos literários, nos suplementos literários de algumas revistas e jornais diários em Lisboa e na província e obteve prémios e menções honrosas em concursos de poesia e de literatura. Foi ainda director do Jornal da Europa, juntamente com Urbano Tavares Rodrigues, que, ao fim de quatro números, foi impedido pela censura de ser continuada a sua publicação.

Nos seus poemas não esqueceu a aldeia de Vale de Espinho onde viveu a sua infância, tendo escrito este soneto que se transcreve e que tem por título :

É lindo para o sonho a minha aldeia

É lindo para o sonho a minha aldeia
Esplendendo os verdes lá da serra,
Lembra a graça sem brincos, que na terra
Divulga, sempre moça e nunca feia!

Quando ao crepúsculo, a seara já ondeia,
Na promessa das músicas que em si encerra,
As fontes vestem asas e o sonho erra
Colhendo, aqui e além, o pão da sua ceia!

A luz do sol sucumbe, a esfiapar-se…
E o povo volta ao lar, a repassar-se
Dos sinos e das sombras da oração

Ascende a ideia, como um luar bento,
E vertido ao imenso, o pensamento
Abarca a Deus, em nó do coração!


13/10/2024

NÃO É CERTO ESTE DIZER

 

Autor. João Miguel Fernandes Jorge

1ª Edição, Lisboa, Novembro 1997

O autor, nasceu em1943, no Bombarral. Poeta, prosador e crítico artístico, licenciado em Filosofia, desenvolveu também a atividade docente. Estreia-se na poesia com o volume Sob Sobre Voz, onde joga, de forma inquietante, com a não referencialidade de uma palavra que se situa na contiguidade com o indizível. Ou seja, nas palavras de Joaquim Manuel Magalhães, a perturbação gerada na leitura da sua poesia decorre da nossa formação ocidental, pela qual se torna "difícil de abdicar de um real para o qual as palavras não apontem" ("alguns descobriram que dizer barco não é arrastar à palavra um barco ou dizer aos outros que um barco está ali, mas revelar um local onde um barco não está, onde a memória dele se tornou uma música de fonemas em que desaparece o barco e o homem descobre a solidão que é dizer barco sem um barco ser. Este trabalho silencioso de captação da ausência percorre a obra de João Miguel Fernandes Jorge." (cf. MAGALHÃES, Joaquim Manuel - Os Dois Crepúsculos, Lisboa, A Regra do Jogo, 1981, pp. 224-225), ou, nas palavras do próprio autor: "O que me faz escrever este poema/não são as coisas: terra céu astros./A saber: estendo a mão: e/o mundo reconhece-a encontra a/memória onde repousa e se transforma./... Não sonho palavra sonho barco." ("Para outro texto", in Vinte e Nove Poemas, Lisboa, 1978). Confirmadas nos volumes que integram a sua Obra Poética, estas linhas de leitura remetem, segundo Fernando Guimarães, para um processo de "microrrealismo", pelo qual a "linguagem tende a testemunhar a evidência do conhecimento", ao mesmo tempo que as imagens ou metáforas se constituem como "núcleos de natureza conceptual": "

 

"João Miguel Fernandes Jorge parece fazer apelo à possibilidade de a linguagem se afastar de dois caminhos, o da metáfora e o da imagem, em que a poesia moderna tanto se fixou desde os finais do séc. XIX, privilegiando, antes, os caracteres apagadamente distintivos dos "sinais" ou, se se quiser, dos signos (...)", o poema fragmentando-se "através de múltiplas reminiscências, de uma linguagem desfocada, de uma disponibilidade subjetiva nem sempre previsível, de uma visão fluida da realidade e da natureza, de uma dispersão de significados às vezes percorridos por referências culturais ou de índole meramente circunstancial que, apesar de um descritivismo a que não raro se mantém fiel, se tornam dificilmente reconhecíveis. (...) A linguagem torna-se dispersiva, residual, e a consciência de que ela é inquestionável ou opaca a um possível significado" (GUIMARÃES, Fernando - A Poesia Portuguesa Contemporânea e o Fim da Modernidade, Lisboa, Caminho, 1989, pp. 113-114). A publicação de Crónica, em 1977, inaugura na sua bibliografia uma outra estratégia discursiva, que parte da colagem de textos e motivos históricos com acontecimentos reais e míticos e com conteúdos subjetivos.

12/10/2024

QUADRAS IN - POPULARES

 

Autor. Manuel Ramiro Salgueiro

Edição de autor que segundo escreve « Acabei de dactilografar em 24 de Maio de 1982 »

Dimensões. 21 x 29,3


No dia em que se assinala o primeiro aniversário da morte de Manuel Ramiro Salgueiro (27 de fevereiro), o Município de Marvão informa que vai promover o tratamento do espólio do poeta, possibilitando que a sua obra seja melhor estudada e conhecida.

Natural da Escusa, freguesia de São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão, Manuel Ramiro Salgueiro nasceu a 28 de outubro de 1933.

Depois de uma breve passagem pelo Seminário de Aveiro e tendo estudado um ano em Évora, foi em Lisboa que se fixou. Cumpriu serviço militar, trabalhou na Casa Pia de Lisboa e voltou aos estudos na Faculdade de Letras, onde se licenciou em Filologia Clássica.

Homem da cultura, foi professor, poeta e ensaísta. Publicou muitos dos seus textos nas edições MIC. Sempre se interessou pela sua terra natal, o que levou a escrever sobre as suas gentes e tradições: são exemplo disso “Saudação a Marvão”, “O tópico da despedida na poesia rural do Concelho de Marvão”, “Teofa da Escusa, Músico” e “Um pedir-chuva na Freguesia do Salvador”, publicados em vários números da Revista Ibn Maruán; e o inédito “A primeira comunhão solene de que há memória na aldeia da Escusa”.

Foi descrito como um “homem solitário, introvertido, provocador, amante da Natureza e dos outros” (Carlos Marques, Ibn Maruán n.º 5, 1995). No que respeita à sua obra, foi considerado “poeta de forte expressividade, frequentemente (quase sempre) melodramático” (Fernanda Botelho, Colóquio/Letras n.º 120, 1991).

Manuel Ramiro Salgueiro deixou em testamento, à Câmara Municipal de Marvão, alguns dos seus bens, onde se inclui a biblioteca que reuniu e os textos da sua autoria, muitos dos quais ainda não publicados.


Nota. O presente documento está todo ele dactilografado. Por um acaso encontrei-o prestes a ser destruído e consegui recolhê-lo. Será uma obra única e original dadas as suas características ? Talvez.

13/08/2024

" LUSA NAUS, GLORIOSAS " Poemeto Comemorativo do Primeiro Centenário da Independência do Brasil

 

Autor. Brito Mendes

Ano de 1922


Às duas Pátrias - Portugal, a terra adorada onde nasci; Brasil, a terra dos meus filhos. *

* Nota inserida na abertura do livro.

 

 

 

 

 

INDISPONÍVEL

08/06/2024

POESIAS ERÓTICAS, BURLESCAS E SATÍRICAS

 Autor: Manuel Maria Barbosa du Bocage

Edição : Braga,  Novembro de 1979

Esta edição é totalmente conforme à da mesma obra, datada de 1878, Bruxelas, depositada na Biblioteca Nacional, excepto no que se refere à inserção das gravuras, à colocação das notas e, evidentemente, à modernização da grafia de alguns vocábulos

Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage, o mais completo poeta do nosso século XVIII, nasceu em Setúbal em 1765 e faleceu em Lisboa em 1805. Aos 16 anos assentou praça na Infantaria de Setúbal, mas em 1783 alista-se na Academia Real da Marinha. Em Lisboa, participa na vida boémia e literária e começa a ganhar fama a sua veia de poeta satírico. Em 1786 embarca para a Índia, chegando a ser promovido a tenente; em 1789 aventura-se a ir a Macau e neste ano regressa a Portugal. Em 1791 publica o primeiro volume de Rimas e integra-se na Nova Arcádia (ou Academia de Belas Letras), onde recebe o nome de Elmano Sadino. Mas Bocage, pela sua instabilidade e irreverência, não se adaptou ao convencionalismo arcádico e abre conflitos com os seus confrades. Em 1797 é acusado de "herético perigoso e dissoluto de costumes"; e, como era conhecida a sua simpatia pela Revolução Francesa, é preso e condenado pela Inquisição. Quando sai da reclusão, conformista e gasto, vê-se obrigado a viver da escrita (sobretudo de traduções). Recebeu o auxílio de alguns amigos mas acabará por morrer doente e na miséria.
Se formalmente a poesia bocagiana ainda é neoclássica, se nalgum vocabulário e nos processos de natureza alegórica ainda se sente a herança clássica, concretamente a camoniana, pelo temperamento, por grande parte dos temas (como o ciúme, a noite, a morte, o egotismo, a liberdade, o amor - muitas vezes manifestado por uma expressão erotizante) e pela insistência nalgumas imagens e verbos que denunciam uma vivência limite, pode bem dizer-se que uma parte significativa da produção poética de Bocage é já marcadamente pré-romântica, anunciando assim a nova época que se aproxima. Apesar de a sua poesia ser contraditória, irregular, e de os seus versos revelarem concessões artisticamente duvidosas, Bocage é considerado, com justeza, um dos maiores sonetistas portugueses.



16/01/2024

NOVAS VISÕES DO PASSADO

 


 

   Autora: Fiama Hasse Pais Brandão

 

 

Editora. Assírio & Alvim

 1ª Edição. Janeiro de 1975


INDISPONÍVEL