Quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, entre outros objetos. Preservo livros, revistas e papéis de valor.
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26/08/2024

GREGÓRIO LOPES

 Autor. José Alberto Seabra Carvalho

Última Ceia , 1539 -41. Pormenor ( ? ) Atribuído a Gregório Lopes Igreja de São João Baptista, Tomar



 

(...) Gregório Lopes, pintor cortesão e religioso, é uma óptima escolha para apresentar ao público um nome, um nome grande, importante para não dizer decisivo, da pintura em Portugal no século XVI. (...)  José Alberto Seabra de Carvalho acompanha, fragmento a fragmento, retábulo a retábulo, os passos mais significativos dessa transformação que é, simultaneamente, a passagem de um pintor suposto a um pintor reconhecido, nomeável e personalizável, que é, em conclusão, a invenção, na pintura portuguesa, da noção de autor, tal como hoje ainda a podemos entender. *

* Breve extrato da « Apresentação » assinada por José Luís Porfírio

AURÉLIA DE SOUZA

À Sombra. Óleo sobre tela. Assinado: A Souza. Não datado 65,5 x 46,5. Colecção do Museu do Abade de Baçal. Bragança  





 Autora. Raquel Henriques da Silva




A reedição da monografia dedicada a Aurélia de Souza é a oportunidade de prevenir os leitores para os desenvolvimentos entretanto ocorridos nos estudos sobre esta pintora, que, hoje mais do que em 1992 ( data da primeira edição desta obra ), deve ser considerada uma das mais importantes personalidades artísticas dos anos de 1900. (... ) Quanto a esta monografia, depois do que ficou dito, ela deverá hoje ser considerada um ponto de partida, já histórico, que prova, mas de modo nenhum esgota, a fulgurância artística da grande pintora portuense. *

* Breve extrato da « Apresentação » assinada por Raquel Henriques da Silva, 12 de Agosto de 2004

FALCÃO TRIGOSO

 

Sangue e Oiro. Óleo sobre tela, 50 x 40 cm
Autora. Sylvia Purwin de Figueiredo Falcão Trigoso.

1º Edição. Ano de 2004

João Maria de Jesus de Mello Falcão trigoso nasceu a 4 de Março de 1879, em Lisboa, na casa de seus pais, no Campo Grande. Foi o terceiro dos oito filhos de Leonardo de Mello Falcão Trigoso e de Maria Carlota de Lemos Seixas Castello Branco. (...) Bem cedo mostrou Falcão Trigoso a sua tendência artística, e foi das mãos do seu avô João de Lemos que recebeu, aos 7 anos, a sua primeira paleta. Conservo-a durante toda a vida, servindo-se dela para iniciar qualquer trabalho, como símbolo de homenagem e recordação de seu avô. Ainda com restos de tinta, conservava-a com saudade o seu neto, juntamente com outra, maior, de que se servia habitualmente.*

* breve extrato de « A vida e Obra do Pintor » 

ANTÓNIO RAMALHO

 

Figuras sobre uma ponte ( pormenor )
Autora. Alexandra Reis Gomes Markl

1ª Edição. Ano de 2004

Como muitos nomes que nos habituámos a fixar, António Ramalho é um artista aparentemente conhecido e com uma imagem de marca: a de retratista.  (... ) Neste estudo podemos também verificar os « eternos » problemas que se põem em Portugal a um artista profissional, pintor, ilustrador, decorador, que desiste por livre opção da possibilidade de uma carreira académica e vive da sua arte, na parte final da sua vida e obra, cada vez mais do trabalho de pintor decorador, muito dificultado, em termos de público e encomendas, pelo advento do regime republicano. Essa difícil relação entre a arte e a vida, que indirectamente também é entre a arte e a política, acaba por funcionar como um subtema que vai atravessando todo este ensaio sobre um pintor e um homem que ficámos a conhecer muito melhor. *

* Breve extrato da « Apresentação » assinada por José Luís Porfírio

HENRIQUE POUSÃO

 Autor. António Rodrigues

1ª Edição. Ano 2004


Miragem - Nápoles. Óleo sobre madeira. 9,7x 16,3 assinado ( no verso ) H. Pousão. Datado ( no verso ) Napoli, 1832. Porto, M.N.S.R.


 

 


Sinteticamente pode dizer-se que Pousão foi o único pintor do final do século XIX português que produziu uma obra intensa e coerente, concentrada nalguns dos problemas plásticos do tempo internacional.(... ) E se, desde o estudo que lhe foi dedicado em 1984, parecia que todo o Pousão estava inventariado, o autor desta monografia pôde ainda acrescentar-lhe algumas peças até hoje inéditas, umas fundamentais pela sua qualidade estética, outras indispensáveis para o aprofundamento da sua biografia. *

* Breve extrato da « Apresentação »

25/08/2024

ANTÓNIO CARNEIRO

 Texto. Laura Castro

SINFONIA AZUL ( MARIA )  ( Óleo sobre tela, 76 x 63 cm)
Assinado, Datado.1920


1ª Edição. Ano.2004


Portuense como Aurélia, e envolvido também na extrema particularidade desse lugar de origem, Carneiro é de algum modo um anti- Malhoa que viveu o mesmo tempo cronológico mas teve dele uma consciência radicalmente diferente. Poeta além de pintor, e amigo de poetas, Carneiro assumiu, como disse Teixeira de Pascoaes, que « todos nós somos feitos mais de ausências do que presença » *

* Breve extrato de " Apresentação "  assinada por Raquel Henriques da Silva

MALHOA

 

OS BÊBADOS ou    FESTEJANDO O S. MARTINHO Óleo sobre tela, ( pormenor ). Assinado / data, 1907. M.N.A.C. adquirido pelo Legado Valmor em 1909 para este Museu.

 Catálogo " Malhoa " Nas colecções do Museu Nacional de Arte Contemporânea. Evocação no centenário da sua morte. Lisboa 1983

José Malhoa, de nome completo José Vital Branco Malhoa nasceu nas Caldas da Rainha a 28 de Abril de 1855 e faleceu a 26 de Outubro de 1933 em Figueiró dos Vinhos. De origem aldeã, veio para a capital ainda criança aprender um ofício artesanal de entalhador.


 

Na passagem do cinquentenário da morte do pintor José Malhoa ocorrida a 26 de Outubro de 1933 não quis o Museu de Arte Contemporânea deixar de assinalar a efeméride reunindo e apresentando em sala especial o núcleo de obras que pertencem às suas colecções *

* Breve extrato de apresentação inserido no presente catálogo

JOSÉ MALHOA

 

 Texto. Paulo Henriques

1ª Edição - 2004

  
CONVERSA COM O VIZINHO ( pormenor ), 1932. Óleo sobre tela. 30 x 27 cm. Caldas da Rainha. M.J.M


 



José Malhoa é um dos mais amados e sem dúvida o mais popular artista português. De tal modo que um certo entendimento dos valores castiços da nossa cultura se lhe colou como imenso retrato. Quem não pensa nos Bêbados ou no Fado quando quer metaforizar as vivências de fuga e de festa do povo rural e urbano, ou não revê no retrato inventado de Luís de Camões a imagem do « trinca - fortes » português conquistador dos mares ? Este acerto visceral de Malhoa com a carne e a alma do « bom povo português » prestou-se depois a bastantes equívocos. *

* Breve extrato de " Apresentação " assinada por Raquel Henriques da Silva

VIEIRA PORTUENSE

DONA FILIPA DE VILHENA ARMA OS FILHOS CAVALEIROS ( pormenor )
Texto. Paulo Varela Gomes

 

 


1ª Edição. Ano, 2004



Pintor português, mais precisamente portuense, Francisco Vieira é na sua vida e no modo de encarar a sua arte, na pintura, no desenho e na gravura, um artista europeu de um novo tipo, participando de um estilo internacional, ultrapassando as fronteiras do seu país e os limites do seu tempo português. Ele é, para o nosso país, o primeiro exemplo do artista globe-trotter, viajante que busca, aqui e além, em Itália primeiro, entre Roma e Bolonha e sobretudo na corte de Parma, depois no Centro da Europa, entre Viena e Dresden, e finalmente em Inglaterra, o « ar » ou o « espírito do tempo ». *

* Breve extrato da " Apresentação " assinada por: José Luís Porfírio