Quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, entre outros objetos. Preservo livros, revistas e papéis de valor.
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26/08/2025

JUNTOS PARA SEMPRE

 

Autor. Mordillo

1ª edição. Outubro de 2002 


Guillermo Mordillo é um dos raros autores cuja obra tem marcado de forma inconfundível o imaginário de várias gerações, continuando ainda hoje a provocar um sorriso de felicidade a milhões de pessoas em todo o mundo, sem que para tal necessite de recorrer a uma única palavra ou som.
Os seus personagens, homens, mulheres e "bichos", todos eles pequeninos e curvilíneos, dotados de grandes narizes, conjugam de forma única e inimitável o racional com o absurdo, o possível com o impensável, surpreendendo-nos ainda hoje e ao fim de mais de trinta anos de carreira, pela sua poesia e encanto. "Sem todos estes simpáticos amigos que me têm fielmente acompanhado ao longo destes 36 anos, sentir-me-ia terrivelmente só. São eles que me dão coragem e que permitem que eu continue a sonhar. É graças a eles que realizo muito daquilo que, de outra forma, jamais conseguiria fazer sozinho!"
Guillermo Mordillo nasce em Buenos Aires em Agosto de 1932. Em 1950, ilustra livros para crianças e dedica-se ao desenho animado. Em 1955, é desenhador na agência de publicidade McCann Erikson em Lima. Continua a ilustrar livros para crianças, bem como postais humoristícos. Nos anos 60, parte para Nova Iorque e realiza desenhos animados nos estúdios da Paramount Pictures (Popeye e Little Lulu). Em 1963, em Paris, cria os seus primeiros cartoons. Em 1974, a televisão francesa exibe uma série de cinco curtas metragens de Mordillo. Inaugura nesse mesmo ano, uma exposição do artista na "Cidade Luz", seguindo-se em 1975 uma grande exposição, em Barcelona. Nesta última década, Guillermo Mordillo viu serem-lhe atribuídos inúmeros prémios e distinções pelos seus múltiplos trabalhos. Contam-se entre muitos outros: a medalha de prata da 5ª Bienal Internacional dos desenhadores de humor, em Tolentino, Itália, o prémio Loisirs Jeunes, em Paris, o prémio Critiques en Herbe, em Bolonha, a medalha de prata do festival internacional dos desenhadores de humor em Sarajevo, Jugoslávia, o prémio Phenix do humor, a medalha da União dos Desenhadores Argentinos.

05/09/2024

Novo COMPÊNDIO GERAL DAS LEIS DE MURPHY Revisto e Aumentado

 

Compilação, adaptação e tradução. Ana Duarte

3ª Edição. Junho de H1999

Edward A. Murphy, Jr., engenheiro, proferiu pela primeira vez a sua agora ubíqua frase em 1949. Murphy estava nomeado para as experiências de mísseis conduzidas pela Força Aérea dos Estados Unidos nos finais dos anos 40. Numa das experiências, dezasseis monitores de aceleração foram montados em várias peças, para testar o comportamento de um míssil. Embora houvesse uma em duas hipóteses de montar os monitores de forma correcta, todos os dezasseis foram mal montados ! Murphy fez então a sua famosa declaração, que foi citada pelo major John P. Stapp.numa conferência de imprensa. A versão original dizia: " Se houver duas ou mais maneiras de se fazer uma coisa, e se uma destas puder causar uma catástrofe, então, alguém a usará. ". Ao longo dos anos, a Lei de Murphy evoluiu para: " O que puder correr mal, correrá mal ", o que por vezes também é conhecido por Lei de Finnagle. (...) *

* Extrato de « Introdução »

23/03/2024

BRANCA DE NEVE E OS 700 ANÕES

 

 

  Autor.  José Vilhena

1ª Edição


Escrito em 1962 por José Vilhena (desenhador, artista plástico e cartoonista, e “cliente” habitual da PIDE, sendo os seus álbuns vendidos clandestinamente). Com alguma carga pornográfica, José Vilhena não perdia uma oportunidade para ridicularizar o regime. Neste caso da “Branca de Neve e os 700 anões”, para além da história que contava, havia uma alusão a Américo Tomás, com a sua farda branca de almirante. surgira uma piada popular que designava o presidente e o seu séquito por Branca de Neve e os sacanões e terá sido desse dito que Vilhena partiu para mais um álbum proibido.














 

 

 

 

HUMOR PARISIENSE

 

Autor. José Vilhena

1º Edição

(...) Um homem implora o primeiro beijo,
                      pede o segundo,
                      exige o terceiro,
                     aceita o quarto,
                     e suporta os restantes.    









 

 

 

 

 

A GRANDE TOURADA

 

  Autor.  José Vilhena


 

1ª Edição

-  A Grande Miragem -
1 - A fábula do turista feliz

- Ouça o que lhe digo, Frutuoso, não há nada que chegue a uma viagenzita ao estrangeiro ! Uma pessoa volta de lá diferente... Refrescou o apetite, viu coisas novas, respirou outro ares !... Olhe que a minha mulher sem uma voltinha lá por fora já não se aguenta.
(...)










 

 

 

 

 

A OLHO NU

 

 

 Autor. José Vilhena

 

 

  ANEDOTAS ILUSTRADAS DE VILHENA

Autor. Vilhena

1ª Edição









 
 
 
 
 
 
 

 

 

ARRE BURRO !

 

  Autor.  José Vilhena

1ª Edição

" Não pretendo, com tão modesta obra, alcandorar-me à fortuna,  à fama ou à imortalidade, pois para tanto me faltam o engenho e o saber que Deus, Nosso Senhor, tão desigualmente repartiu pelos Seus filhos, a pontos de alguns, como este vosso servo, mais parecer na verdade um enteado (... )









 
 
 
 
 
 
 

 

OS MAMÍFEROS

 

 

Autor. José Vilhena
 

1ª Edição

 
COMPÊNDIO DE INDECÊNCIAS NATURAIS

 
Uma vez mais saímos à liça em defesa da mesma nobre e impoluta dama, a Ciência, certos de que esta nossa contribuição é necessária e devida, pois todos não somos demais para a grandiosa obra que está a realizar-se no plano educativo e de instrução pública. (...)









 
 
 
 
 
 

 

 

MANUAL DE ETIQUETA

 

 
 Autor. José Vilhena

  SIR J. D. VILHENA

O MAIS CÓMICO LIVRO DE VILHENA


1ª Edição

No início do mundo vivia-se, como todos sabem, na Idade da Pedra Lascada. Depois apareceram os compêndios de Etiqueta e o homem entrou na época da Pedra Polida.
Desde então muitos tratados têm vindo a público. Eu li-os todos para me documentar. (...)










 

 

 

 

 

O FILHO DA MÃE VOLTA A ATACAR

 



Autor. José Vilhena

1ª Edição

José Vilhena. “O Filho da Mãe”, essa espécie que não se extingue



Não é obra que possa integrar o Plano Nacional de Leitura assim às primeiras, mas dos três admiráveis livrinhos de Vilhena, pela primeira vez reunidos num volume só com o selo da E-Primatur, recolhem-se ensinamentos para a vida e abre-olhos preciosos. Foram publicados no começo dos anos 70, mas valem ainda para o Portugal moderno (?)


Diz-se que o sol, quando nasce, é para todos, mas, para Justino Freitas – “o filho da mãe” –, dá a ideia de que o sol rompe várias vezes ao dia e de vários pontos do horizonte. Ao largo feixe de oportunidades há a juntar a sua boa estrela, mesmo porque, já se sabe, em matéria de êxito, “a sorte ajuda os tipos com olhinhos”, a solta tradução de Vilhena da famosa frase latina Audaces fortuna juvat. E Tino, beirão dos sete costados, tão polido como um carvão, tinha-os bem arremelgados, um na repolhuda herança do pai (que contou, pesou e não dividiu, o filho da mãe), outro na camioneta que afastava do polvo familiar.
Uma vez na capital, e dissipada a nuvem negra que lhe torrou boa parte da herança e obscurecia os rumos da fortuna, fez mira ao escadório que levava aos cumes da Sonaves, uma prestigiosa empresa cujo elenco administrativo poderia ser uma versão escovada e bem-sucedida dos irmãos Metralha, com a substancial diferença de não precisar de mexer uma palha para pôr a mão no guito: o guito ia direitinho para casa – por envelope. Pelo meio, e para aplanar o caminho da glória, atravancado por uns quantos administradores, uns tirinhos tão certeiros como aqueles com que em Covões de Baixo, nos verdes anos, chumbava a passarada. Desporto? Insânia? Crime, se preferirmos. Saíram ao Mendonça – “empenhado até ao pneu sobressalente” – os planos pela culatra, os miolos pelo crânio e, ao filho da mãe, um lugar de diretor-geral, enfim vago. A salvo ficou o administrador Calheiros, um tipo que tinha tantos tachos e biscates que lhe era “honestamente impossível” pôr os pés na firma.
Um sortudo o Calheiro, tal como Justino, essa mistura em partes iguais de sacanice e sangue-frio, sempre com ganas para os maiores cometimentos: da hedionda galeria de figuras de José Vilhena, é a única que lhe arrancou três livros: “O Filho da Mãe”, “O Filho da Mãe Volta a Atacar” e “A Vingança do Filho da Mãe”. Livro que saísse de José Vilhena tinha os leitores aos pés e a censura à perna, e estes, pela primeira vez reunidos pela E-Primatur sob portuguesíssimo título, não foram exceção. Vilhena não temia: imprimatur e siga o barco-Portugal, alvo de estimação da ironia de uma caneta teimosamente corrosiva. Num tempo em que a língua se queria casta e pura, o biógrafo de Justino Freitas faz questão de anotar as suas primeiras palavras, “puta” e “merda”, cuspidas contra as ladainhas da resignação, palavra que o dicionário do nosso homem desconhecia.O percurso profissional de Justino Freitas tem a precisão de uma curva balística: de contínuo a presidente do conselho de administração. E sem canudo algum. Não calhou. De contrário, poderia ter concluído em menos de nada um curso ou dois à escolha, numa qualquer manhã dominical. Cábula entre todos, habilitado com o sexto ano do seminário, onde ficou conhecido como o “Judas” e esticou o a-e-i-o-u das primeiras pulhices da infância, apostou forte nas artes de trabalhar o próximo, tornear impedimentos, galgar degraus, abichar proveitos e lugares ao sol, nunca tapado com a peneira. O filho da mãe, sacana exímio, oportunista máximo, não facilitava, muito menos quando se tratava de mascarar a realidade.


A consagração do Comendador Freitas chegou antes mesmo de ter alcançado os areópagos da empresa e o estatuto de “homem top business”. Foi por alturas de uma visita à terrinha em representação da portentosa Sonaves, descrita no português primoroso de Vilhena: “Chuva de flores, arcos com saudações e mensagens de boas-vindas, meninos e meninas da cruzada entoando cânticos festivos, discursos inflamados do presidente da câmara. […] Quando já iniciava o regresso, passou pelo lugar do Fajão, a quem o ligavam tantas recordações de adolescente, e também aí a população inteira veio para a rua a saudá-lo. Velhos, adultos e crianças acotovelam-se para ver o grande homem.” Um gozo, mesmo para o Bexiga, cego e verdadeiro pai do filho da mãe.
É o satírico e fidelíssimo retrato do velho Portugal, a meter pela via rápida da recomendação, do empenho e da cunha, carinhosamente designados pelo nome de “empurrãozinho”, a mandar lapidarmente à fava o lento percurso iniciático que dá pelo nome de “carreira”, essa canseira. O país dos “negócios de alcova”, dos servicinhos e dos truques baixos, das mil maneiras de entalar e atalhar caminho, dos golpes de manga, jogadas crapulosas, trunfos improváveis, mas também da vassalagem de pomadas, das latinhas amarelas e condecorações luzidias, a ombrear com a arrogância do pequeno poder. As armas do Filho da Mãe, mestre da aldrabice e da fraude, não enferrujaram nas décadas seguintes. São as mesmas armas com que, já nos anos 80, Portugal fazia pontaria à frondosa árvore europeia das patacas, a abrirem então os dias como um imenso fruto contaminado, sabe-se hoje. É o país que nos coube em herança. E por isso é com frequência assustadora que ainda ouvimos ranger o cofre, remexido em busca de um qualquer expediente que abra fresta para o futuro. E rápido.
Aos atropelos da ética nesta selva do mais forte e do mais crápula, às nódoas humanas, responde o discurso imaculado de Vilhena, cheio de riqueza vocabular e achados verbais. Um brinquinho capaz de pôr a um canto muito livro hoje incluído no Plano Nacional de Leitura.* 


* Jornal SOL. Cultura 2018 












 

 

 

 

 

 

O FILHO DA MÃE

 

  Autor. José Vilhena

1º Edição

(...) Mãe há só uma ... ( 1 )

Se um qualquer de nós ( o leitor ou eu ), por circunstâncias ou motivos difíceis de explicar, estivesse no quarto do senhor António freitas nessa manhã de Primavera no longínquo ano de mil novecentos e trinta, certamente teria ficado alarmado com as exclamações indignadas que a Belmira dos Anjos, a sua legítima e invejada esposa, a certa altura começou a proferir em altos brados... (...)

 ( 1 ) Mas, pais, havia dois.*

* Pequeno extrato do Capítulo I






Vilhena fixa de uma vez por todas o tipo português. Uma obra-prima do humor e crítica sociais.

No começo dos anos 70 do século XX, as obras de Vilhena sofriam uma revolução que antecipava em alguns anos aquela que mudaria o país. O autor concentra-se mais no texto e procura, cada vez mais, fixar em papel os males da nação e das suas gentes.

Uma obra que assentou que nem uma luva a muito português e fez chorar de rir outros tantos e no entanto constitui-se como um fidelíssimo retrato desta pátria que avança por aí aos trambolhões.

ALFORRECAS DA VIDA

 

Autor. Guy Browning


1ª edição em Portugal. Ano de 2005

  " Queiramos ou não, é-nos impossível controlar as coisas mais importantes da vida; elas acontecem por si próprias. Veja-se o caso do nascimento, da morte, … Provavelmente, se estivessem sob a nossa vontade e o nosso domínio, a vida perderia uma boa parcela de aventura, de desafio, de encanto e de aprendizagem, porque até os amores nós programaríamos! Mas não, não está ao nosso alcance a orientação de tais realidades. Felizmente. Porque, se as trivialidades já causam tantos problemas, imagine-se o que fariam as grandes decisões…

É precisamente a lidar com os inúmeros reptos do quotidiano de uma forma pragmática e sábia que o  de Guy Browning, da editora Coolbooks, ensina. São 272 páginas de um olhar diferente, espirituoso, sobre as diversas questões do dia-a-dia. Trata-se de uma feliz combinação entre conselhos práticos e um humor tão inócuo que apenas espíritos sumamente puritanos poderiam considerar ofensivo.

Esta produção literária visa a estimulação da positividade e do bom humor, através da análise de situações simples e da ironia e exacerbação de algumas dicas. O lema poderia ser: «Pelo menos um sorriso!»

É sabido que um sorriso pode operar milagres. Para ilustrar isto mesmo, não resisto a adiantar um excerto:
 «Como ser belo: A maneira mais rápida de pôr alguém a sorrir é dizer-lhe que está com óptimo aspecto (o que explica porque é que a maioria das pessoas anda por aí de mau humor).»

Esta obra possui 12 secções, nas quais figuram temas como desporto, cozinha e comer, homens e mulheres, amor e casamento, e muitos outros. Cada tópico contém uma série de capítulos que variam entre as duas e as três páginas. Deste modo, «Alforrecas da Vida» constitui uma boa opção de leitura em ambientes tão diversos como os transportes públicos, a mesa-de-cabeceira, a casa de banho, a varanda, o café ou a beira da piscina, uma vez que permite uma leitura faseada por capítulos ou a “degustação” por secções. É um livro bastante fácil de ler, bem escrito, e com muita piada. Em acréscimo, apresenta sugestões assaz úteis para andar pela vida com segurança e sem esforço. "


Paralelamente, os estudantes, regra geral dados a paródias de vários níveis, são também um público de referência. Para eles vai este trecho: «Como beber cocktails: Os cocktails são a interface líquida entre o álcool e a arte contemporânea. Pelo menos, este é o género de disparates que nos vem à cabeça depois de termos bebido alguns.»


* Da blogosfera.

A TROMBETA DO CASAL DA BURRA

 




Autor. Paulo Jorge Dias
 
1ª edição. Março de 2003

Explosão em pirotecnia põe trabalhador em órbita

   "Há muito que não se via um foguetório assim. Na sexta-feira, a aldeia de Casal da Burra foi abalada por uma explosão na Fábrica de Foguetes do Amílcar Bombazine, que provocou 3 feridos e 2 desaparecidos. «Homem, não sê o que é que pode ter acontecido. Ê realmente acendi um charrito com um foguete, mas ê faço isso todos os dias e nunca deu problemas... às tantas era a pólvora do foguete que já vinha com defêto!», contou à nossa reportagem, Tó-Zé Morteiro, um dos feridos. Os bombeiros casalburrenses acorreram rapidamente ao local para combater o incêndio e para socorrer os feridos, mas as operações foram dificultadas pela população. «Ò porra, a genti quando viu aquele foguetório fomos logo a correr pr'a lá e fizemos uma valente churrascada porque julgávamos que era um desses arraiais de Verão... só depois é que percebemos que tinha sido uma explosão», disse o Ti Manel Conquilhas, presidente da Comissão de Festas de Casal da Burra. Os três feridos estão internados no Posto Médico, mas nenhum deles corre perigo de vida. Ainda por ndescobrir estão os dois desaparecidos, apesar de já existirem algumas pistas: um deles terá caído em Bagdad e está neste momento a ser interrogado, pois foi confundido com um míssil inteligente disparado pela Força Aérea Americana; o outro foi visto em órbita pela tripulação do vaivem Discovery."


TEXTOS OBSCENOS

 



Autor. José Vilhena

1ª Edição. Ano de 2004

" Obsceno ( do latim obscenu )
impuro, luxurioso, que ofende o pudor.

Este livro é dedicado à memória de 
António Lobo de Carvalho poeta português do século XVIII
António Lobo de Carvalho,, sob o pseudónimo de Lobo da Madragoa,, deixou duas centenas de sonetos e outras poesias de uma violenta crítica satírica aos costumes do século XVIII. "*

* Extrato do início do livro