Organiza o acervo , separa, guarda e lê informações sobre os livros. Como antiquário é um colecionador ou estudioso do passado. Preserva livros, revistas, papéis de valor e demais obras. Raras. Clássicas. Curiosas.
El Cazador Práctico. Reproducción, conservación y arte de cazar. Cuadros tomados del natural.
" quando llegan los achaques de la vejez y nos privan de las pasiones, parece que las sentimos más intensamente, y con los recuerdos de aquello que nos agradó formamos un ídolo que se encierra en el tabernáculo de nuestro corazón (... ) *
Esta história tem um "sabor" de nostalgia e melancolia;
saudades da infância e do tempo que já passou, dos lugares e das pessoas
que marcaram nossas vidas, e saudades do que fomos um dia e já não
somos .
Daniel é um menino de onze anos filho de um casal humilde, que vive do fabrico caseiro de queijos numa pequena vila rural na Espanha
pós-guerra. A história transcorre durante a noite anterior à partida de
Daniel, contra sua vontade, para a cidade onde deve prosseguir os
estudos conforme os anseios do pai, que deseja que ele seja “alguém na
vida”.
O título do livro alude ao caminho da vida. Daniel passa a noite
acordado relembrando a sua vida até o presente momento. Vive livre e
feliz na pequena vila, em contacto com a natureza e com seus dois
melhores amigos e não entende porque deveria mudar. Para ele,
estudar não significa progresso. Sente que seu lugar é ali, na aldeia em que nasceu, onde o tempo
parece ter parado e onde todos se conhecem por apelidos. Daniel, “el
Mochuelo” (o coruja) forma um trio inseparável com os amigos Roque, “el
Moñigo” (o bosta) e Germán, “el Tiñoso”(que sofre de "tinha", infecção
provocada por fungos que causa perca de cabelo). Daniel lembra-se dos
momentos vividos ao lado dos amigos: das travessuras, dos castigos, das
competições para provar quem era o mais corajoso, o mais forte.
Os seus pensamentos trazem à memória a descoberta do amor e da submissão que
ele nos impõe. A sensação de perder o controle sobre si mesmo: o rubor, a
gagueira, a palpitação acelerada, o suor frio e o “embrulho” no
estômago.
As lembranças de Daniel revelam indignação com algumas atitudes dos
adultos como o mau-humor do pai, que a princípio conversava com ele e contava-lhe histórias, mas que à medida que o filho crescia, foi se
distanciando por acreditar que o menino deveria amadurecer sozinho e
passou a ficar ensimesmado, preocupado apenas em economizar para dar uma
vida melhor ao filho. Daniel conclui que quando as pessoas chegam à idade adulta adquirem o direito de decidir. As
crianças, que tem o ímpeto e a coragem para decidir, são obrigadas a
deixar que os adultos decidam por elas.
Daniel questiona a prepotência do professor que aplica castigos
humilhantes aos alunos; comove-se com a bondade do padre, a quem
considera um santo; revolta-se com as mesquinharias das beatas
da aldeia que se acham melhores que os outros, e diverte-se com a
companhia dos amigos.
Daniel admira Paco, pai de Roque. Paco é ferreiro, homem robusto e
simples, que criou o filho sózinho após a morte da esposa no parto.
Daniel vê nele as qualidades que considera principais no homem: a
força física e a valentia.
Ao lidar com a morte do amigo Germán, “el Tiñoso”, após um acidente,
Daniel perde a inocência e dá-se conta da efemeridade da vida, de que é
apenas uma questão de tempo para que a morte chege a cada uma daquelas
pessoas e a ele próprio, e que a passagem do tempo apagaria todos os
vestígios da geração que ele conheceu.
Daniel não deseja ir estudar para a cidade porque sabe que não está a despedir-se apenas das pessoas e do lugar, mas também da infância.
Se trata de un conjunto de ensayos –”La caza en España, “La nueva
codorniz”, “Las tablas de Daimiel” y “La caza hace un siglo”–, alguno de
ellos muy breves. El primero y más extenso, que da título a la obra,
había sido publicado en 1968 como introducción al libro colectivo
“Alegrías de la caza”, editado originalmente en francés en 1966 y
traducido por el propio Delibes y su hijo Miguel. En él Delibes aborda
temas relacionados con la caza pero también cuestiones ecológicas como
la conservación del medio y los peligros de extinción de algunas
especies de la fauna española.
La caza de la perdiz roja» es una breve y deliciosa obra publicada
primero como texto independiente, con fotografías de Oriol Maspons, en
1963, e incorporada posteriormente a la edición de “Viejas historias de
Castilla la Vieja” que hizo Alianza Editorial en 1969.
En forma de diálogo entre el Barbas, un viejo y avezado “perdicero”, y
el Cazador, el propio Delibes, se van glosando, en boca de uno y otro,
toda una serie de reflexiones y comentarios sobre la caza y su
ejercicio, al tiempo que se hace una clara denuncia de las prácticas
abusivas o de la progresiva desaparición de la caza libre.
No son pocas las preocupaciones y críticas –plasmadas en esta obra-
sobre la ruptura del equilibrio ecológico y su repercusión en la caza,
que acabarán por convertirse en una constante de la literatura
cinegética delibeana.
Os Santos Inocentes conta a
história da família do personagem Paco, el Bajo, camponeses paupérrimos
que vivem num latifúndio na região de Estremadura, na Espanha, no
período da ditadura franquista, pós-guerra civil.
Paco, el Bajo, é casado com
Régula e tem 3 filhos: Las Nieves, um menino chamado Quirce e uma menina
deficiente mental, chamada La Niña Chica, uma criança que não conseguia
ficar em pé, comer sozinha e falar, somente dar alguns gritos
esporádicos.
O cunhado de Paco, el Bajo, é Azarias
o personagem principal da obra. Também, deficiente mental trabalha num latifúndio na Andaluzia. O dono das terras manda-o embora, porque Azarías tem o costume de urinar nas mãos, para que não gretassem
com o frio, além de defecar em qualquer lugar.
Sem ter para onde ir, Azarías vai morar com a irmã – Régula na Estremadura.
Cena do filme " Los Santos Inocentes " de Mario Camus.
O
protagonista tem uma verdadeira devoção por pássaros, ao passo que
adota uma águia, que cuida como se fosse uma criança dando-lhe comida. Chama-a de: “Milana, bonita!” Assobia -lhe e a ave aparece para receber carinho e comida.
Os diálogos entre os personagens
são poucos, não demonstram contrariedade e tampouco contestam.
Paco, el Bajo, diz para a sua filha: “Ver, ouvir e calar”. Tudo é narrado na terceira pessoa por um narrador onisciente.
Quando a família de Paco, el
Bajo, chega para trabalhar no latifúndio, Dom Pedro solicita que Las
Nieves comece a servir na sua casa. Paco, el Bajo, e Régula sonham dar estudos a Las Nieves e Quirce, porém, com a solicitação de Dom
Pedro, o desejo vai por água abaixo.
Nesse diálogo, não vemos em
nenhum momento uma proposta salarial, por parte de Dom Pedro, ou seja, a
família trabalha em troca de comida e habitação.
A resposta que o casal dá ao patrão é sempre a mesma:“Sim, senhor, é para isso que aqui estamos. ” Nada é contestado ou negociado, simplesmente baixam a cabeça a tudo.
Cena do filme " Los Santos Inocentes " na qual vemos a família de Paco, el Bajo.
O filho de Dom Pedro é o senhorito Ivan, sendo um costume local chamar de senhorito ao filho do patrão. Um rapaz mimado que trata os
empregados com total desprezo.
Mirian, filha de Dom Pedro, é completamente alienada da situação miserável em que vivem os empregados.
Um
dia quando passeava com sua mãe, Azarias arrasta-a para mostrar-lhe a Milana,
bonita. Quando a rapariga entra na casa, assusta-se com a extrema pobreza
do local e ainda porque La NiñaChica começa a gritar de maneira assustadora.
Cena de " Los Santos Inocentes ". Azarías mostra à Mirian a Milana, bonita.
Com o início da temporada de caça , senhorito Ivan ordena para que Paco, el Bajo, seja seu secretário ( mochileiro ), cuja função será recolher a caça.
“Y el señorito Iván apresenta-se cada vez más implicativo, e de pior humor:
-No puedes moverte un poquito más rápido, Paco? Si no te das prisa, te van a robar los pantalones.”
Um dia, Paco, el Bajo, cai e fere-se na perna. Mesmo assim, Ivan continua a insistir com o empregado debilitado e quase incapaz de prosseguir a jornada de caça. Por fim e sem outra alternativa acaba por levá-lo ao médico, que lhe engessa a perna e receita repouso.
Senhorito Ivan continua, apesar disso, a insistir com Paco, el Bajo, para que o acompanhe, pouco se importando com a saúde do empregado. A partir daqui a narrativa terá os seus desenvolvimentos.
O autor escreveu a obra em 1981, como denúncia das péssimas condições de vida da população rural espanhola.
Miguel Delibes ao escrever Los Santos Inocentes inspirou-se nos meninos assassinados a mando do rei Herodes, que esperava encontrar Jesus entre eles.
Miguel Delibes dá esse nome à obra, comparando os personagens, que são pessoas sem livre-arbítrio, portanto, sem pecados como as crianças assassinadas por Herodes.
A
família de Paco, El Bajo, carece de tudo: Não possuem nenhuma
propriedade e não tem autonomia nem para decidir se os filhos estudam ou
trabalham.
Essas pessoas são consideradas
como propriedades de Dom Pedro, a quem acreditam dever a vida. No campo
das ideias, essa mentalidade de devoção ao senhor foi responsável pela
perpetuação da ditadura franquista, pois, esses trabalhadores não
contestavam nenhuma figura de autoridade, seja o patrão, ou a Igreja.
O personagem do senhoritoIvan
representa a mentalidade tacanha da elite rural espanhola, que apoiou
Francisco Franco e tratavam os empregados como servos.
Fica a dica de uma obra excelente, que trata do
ambiente rural espanhol e das condições dos trabalhadores. Obra
importante para refletirmos a respeito da liberdade de escolha, que as
pessoas possuem em determinadas situações, além, das relações de poder
no ambiente de trabalho atual.
Miguel
Delibes nasceu em Valladolid na Espanha em 1920 e faleceu na mesma
cidade em 2010. Foi escritor, jornalista e membro da Real Academia
Espanhola desde 1975, até sua morte.
As suas obras giram em torno dos desvalidos da sociedade, como em: El
Camino (1950), La hoja roja (1959), Las ratas (1962), Mi idolatrado hijo
Sisí (1953) e Cinco Horas con Mario (1966)
Miguel Delibes Setién, Valladolid, (1920-2010), caracterizou-se por ter
uma produção literária carregada de uma perspetiva irónica, da qual
aproveita para denunciar as injustiças sociais e criticar a pequena
burguesia. No entanto, a sua obra não se reduz a mera denúncia social,
mas aprofunda-se na rememoração da infância e na representação dos
hábitos e falas típicos do mundo rural, muitos dos quais recuperou para a
literatura. Considerado um dos grandes escritores espanhóis
contemporâneos, a sua obra recebeu inúmeros prémios, incluindo o Nadal, o Príncipe das Astúrias, o Prémio Nacional de Letras Espanholas e o Cervantes.
Sinopse
Lorenzo trabaja de bedel en una escuela, mantiene a su madre, tiene las
ideas muy claras sobre muchas cosas y en los ratos libres, y todos los
domingos durante la temporada, va de caza. Contempla el mundo con su
lúcida inteligencia de muchacho de pueblo y se cuenta a sí mismo las
cosas que pasan sin pensar en la posteridad. Su existencia, aunque
estrecha y humilde, está tamizada por un optimismo beligerante y una
clara conciencia de su dignidad. Frente a los sinsabores cotidianos está
siempre la caza, que le llena el alma de gozo desde la elección de los
cartuchos al regreso con las piezas incluso en los días de fiasco.
Delibes consigue con Diario de un cazador Premio Nacional de Literatura
1955 una obra extraordinaria, divertida a menudo hilarante y
conmovedora, y convierte a Lorenzo en uno de los personajes más intensos
y más de carne y hueso de la literatura española.