Quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, entre outros objetos. Preservo livros, revistas e papéis de valor.
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21/04/2026

D. AMÉLIA

 

Autora. Isabel Stilwell

8ª Edição. Junho de 2010

Editora. A Esfera dos Livros 

 

Última Rainha de Portugal, D. Amélia viveu durante 24 anos num país que amou como seu, apesar de nele ter deixado enterrados uma filha prematura que morreu à nascença, o seu primogénito D. Luís Filipe, herdeiro do trono, e o marido D. Carlos assassinados em pleno Terreiro do Paço a tiro de carabina e pistola.

TERRA FRIA

 

Autor. Ferreira de Castro

3ª Edição 

Publicado originalmente em 1934, Terra Fria suscita, desde logo, o entusiasmo da crítica («não se pode duvidar, cremos bem sinceramente, de que muitos portugueses o hão-de ler amanhã, e depois, e depois…»), vindo a ocupar um dos lugares cimeiros do universo ficcional de Ferreira de Castro e na literatura portuguesa do século xx. 

Tragédia da vida rural passada nas Terras do Barroso, este é dos romances intemporais de Ferreira de Castro e um marco na literatura portuguesa do século xx.

O enredo, que concilia o realismo da descrição das «gentes que vivem entre cadeias de montanhas (...) página viva da antropologia» com o tom da tragédia, localiza-se em Terras do Barroso, Trás-os-Montes. Na pequena aldeia de Padornelos, Leonardo procura com o pobre sustento do seu trabalho de jornaleiro, e sobretudo com o contrabando, prover a si e à sua família, enquanto sonha em se estabelecer por conta própria com uma venda. A ambição de uma vida independente parece-lhe finalmente poder concretizar-se com a chegada à aldeia de um homem há muito emigrado nos Estados Unidos. Porém, o «americano» rico e influente «se com uma mão lhe dá alguma coisa com a outra tudo tira, inclusive a paz e a mulher».

A TEMPESTADE

 

Autor. Ferreira de Castro

3ª edição 


Albano, funcionário bancário, viúvo e com uma filha pequena, apaixona-se por Cecília e, apesar das diferenças de classe que existem entre os dois, casam. a suspeita de infidelidade, porém, evidenciará o seu verdadeiro carácter.

O ciúme, a irracionalidade e um sentido de honra distorcido, precipitarão os acontecimentos à medida que Albano procura justificar os seus actos.

 

Elogiado de imediato pela crítica como «empolgante romance psicológico», que conjuga «dramatismo equilibrado, concisão, rigor descritivo e aquele sentido trágico da vida, sem excluir a ironia e o sarcasmo», em a Tempestade, Ferreira de Castro transita com mestria das grandes paisagens de a Selva ou Terra Fria para a dimensão fechada do espaço doméstico citadino, denunciando, com «compreensão humanista», as suas fragilidades psicológicas e, sobretudo, a desolada condição da mulher e o mesquinho espartilho moral que a sociedade lhe impõe.

O INSTINTO SUPREMO

 

Autor. Ferreira de Castro.

3ª Edição. Ano de 1968

Guimarães Editores 

«Eram novos, magros e descascados, um ao lado do outro, os dois mastros. Unia-os, ao meio, uma tira de pano branco, com grandes letras negras, onde se lia: Morrer se necessário for; matar, nunca!»

Curt Nimuendajú, etnólogo alemão naturalizado brasileiro, prepara-se para liderar uma missão cujo objetivo é pacificar os índios parintintins no interior da selva amazónica. A missão, orientada pela visão de Cândido Rondon, marechal e explorador sertanejo, republicano e abolicionista, segue o lema deste: Morrer se necessário for; matar, nunca!.

Os homens, enviados pelo Serviço de Proteção aos Índios, são obrigados a fazer uma jura antes de partirem: aconteça o que acontecer, nunca tirarão a vida de um índio. Ao longo do caminho, terão de enfrentar todo o tipo de desafios: a selva é impiedosa, os índios hostis e, talvez o mais difícil, deverão contrariar o seu próprio instinto de sobrevivência perante uma ameaça que não podem combater.

Último livro publicado por Ferreira de Castro, O Instinto Supremo constitui um regresso do autor à Amazónia, cenário do seu livro-monumento A Selva. Ganha, com o tempo, estatuto de clássico e, a forma como a crueza do processo de pacificação dos índios convive nas suas páginas com o virtuosismo das descrições da floresta, torna-o um livro necessário e único.

17/04/2026

CRIMES IMPERFEITOS

 

Autor. Álvaro Guerra.

Edições de « O Jornal » Ano desta edição. 1990 

Crimes Imperfeitos

David Castro, figura central de ‘Café Central’ e ‘Café 25 de Abril’ regressa neste romance, de qualquer modo totalmente autónomo daquela trilogia, grande fresco da vida portuguesa desde o início da I Guerra Mundial até ao pós-25 de Abril. Em ‘Crimes Imperfeitos’, viragem e ponto muito alto da obra do escritor, a acção – actual, intensa, às vezes até trepidante – passa de Vila Velha para as metrópoles de várias latitudes, reflectindo uma peculiar visão de um mundo em que avultam as ruínas da utopia.

Biografia
Álvaro Manuel Soares Guerra (Vila Franca de Xira, 19 de outubro de 1936 — Vila Franca de Xira, 18 de abril de 2002) foi um jornalista, diplomata e um importante escritor português do século XX.

Formado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; foi fundador do jornal ‘A Luta’ e embaixador de Portugal em Estocolmo.
Combateu na Guerra do Ultramar, mais propriamente na Guiné-Bissau, entre 1961 e 1963. Desde cedo se manifestou contra o salazarismo e contra a guerra colonial (gabava-se de ter sido dos primeiros autores a escrever sobre esta guerra). Após um ferimento, regressou a Portugal tendo logo em 1964 rumado a França, para estudar publicidade na École des Hautes Études da Sorbonne, onde permaneceu até 1969, evitando as perseguições da PIDE. Regressado ao seu país, ligou-se ao jornalismo tendo colaborado no ‘República’ e em particular no Jornal do Caso República existente entre Maio e Julho de 1975, tendo também participado na fundação de ‘A Luta’, sempre numa perspectiva oposicionista.

Esta sua atividade jornalistica levá-lo-ia, após o 25 de Abril, à Direção de Informação da RTP. Foi conselheiro do Presidente da República António Ramalho Eanes no primeiro mandato deste, tendo depois abraçado a carreira diplomática, que o levaria à antiga Jugoslávia, Índia, Zaire, Estrasburgo e Suécia.

A 18 de março de 1980, foi agraciado com o grau de Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a 7 de fevereiro de 1985 com o grau de Grã-Cruz da Ordem do Mérito e a 1 de outubro de 1985 com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.

Viria a falecer a 18 de abril de 2002, vítima de complicações cardíacas.

Ao longo da sua vida permaneceu sempre muito ligado à sua terra natal e ao elemento cultural que mais a caracteriza, a tauromaquia. A este propósito, afirmou no Congresso Mundial de Cidades Taurinas, realizado em Vila Franca de Xira em 2001, que «A escrita é um desafio, tal como a tourada. Gostaria de fazer da minha vida uma tauromaquia».

Foi um dos fundadores do PS, em abril de 1973, tendo-se afastado daquele partido, embora se tenha sempre mantido nu sua esfera político-ideológica.

Álvaro Guerra (1936-2002) nasceu em Vila Franca de Xira em 1936. Escritor, jornalista e diplomata é um dos grandes nomes da literatura portuguesa contemporânea. Foi embaixador na Jugoslávia, Zaire, Índia, Suécia e no Conselho da Europa, em Estrasburgo. Trabalhou na renovação do jornal República, dirigido por Raul Rêgo e Vítor Direito, acompanhando-os depois no jornal A Luta. Em finais de 1974 foi director de informação da RTP. Da sua obra vasta destacam-se: Os Mastins, 1967; Café República, 1982; Café Central, 1984; Café 25 de Abril, 1984; Crimes Imperfeitos, 1990; Razões do Coração, 1991; Crónicas Jugoslavas, 1996, Grande Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Escritores, em 1997; e Nos Jardins das Paixões Extintas, 2002.

30/03/2026

OS PUTOS

 

Altino do Tojal

2º Edição. Janeiro de 1978

Edição - Círculo de Leitores 







Exímio contador de histórias, tal actividade parece resultar de um imperativo que tem dominado a vida de Altino do Tojal e que ele nos revela na comovedora narrativa que abre este livro e a que deu o título de "Que pena!..." A génese do escritor está aí bem definida. É o sonho da tia Emília, distinta professora devotada às letras, que vai fazer do sobrinho o escritor que ela tanto desejava ter na família. A tia Emília, educadora inteligente, sabia chamar a atenção para a beleza das coisas, e a Língua era a primeira dessas coisas. Levou Altino a apreender o significado das palavras e a utilizá-las correctamente. Sob a sua influência tutelar despontava um talento de maravilhoso poder criativo. Mais tarde, adoeceu gravemente e partiu deste mundo, mas o sobrinho estava a caminho de tomar assento entre os maiores escritores portugueses.

A primeira edição de "Sardinhas e Lua" - "Os Putos" surgiu em Outubro de 1964, impressa na Editora Pax, de Braga, com a capa do saudoso artista-fotografo Arcelino e notas do Prof. Óscar Lopes e de Duarte de Montalegre. A mensagem deste livro vem-se renovando ao longo de vinte e cinco anos, mensagem de ternura e encantamento em que o leitor é arrebatado para um estado inefável de adesão ao que lhe é transmitido pela prosa enfeitiçante de Altino do Tojal. Ele prende-nos de verdade à sua arte de contista, atrai-nos, página a página, irresistivelmente, a uma deliciosa estesia.

Egídio Guimarães

Altino do Tojal

Jornalista, tradutor e ficcionista, nascido em 1939, consagrado com a coletânea de contos Os Putos. A novelística de Altino do Tojal mistura recursos que se diriam da literatura infantil como a descrição do quotidiano filtrado por uma perspetiva mágica e fabulosa do universo, com um realismo de intenção social e com evocações memorialistas, numa escrita em que o poético não exclui a ironia ou a notação amarga da realidade.
Faleceu a 15 de julho de 2018.

NOVOS CONTOS DA MONTANHA

 

Autor. Miguel Torga

5ª Edição acrescentada, revista e com um prefácio.

Coimbra. 1967 








  Acrescentado e com bastantes remendos na vestimenta já várias vezes remendada, sai novamente impresso este livro, mais feliz que o seu irmão gémeo Contos da Montanha, desterrado no Brasil. De origem modesta, contra tudo o que era de esperar, a sorte tem-no bafejado. Vai sendo lido e reproduzido, sinais certos de que vive e caminha. Razões ?Talvez a evidência de se não tratar de uma mera celebração literária para iniciados, mas dum sincero esforço de comunhão universal. * (... )

* breve extrato de « Prefácio à quinta edição »  

07/05/2025

O VALE DA PAIXÃO

 

Autora. Lídia Jorge.

Edição. Abril de 1999


A acção de O Vale da Paixão reporta a acontecimentos anteriores invocados pela voz de uma narradora que nunca a si mesma se nomeia.

É ela quem durante uma noite, depois de ter recebido uma manta de soldado, relíquia de Walter Dias, seu pai, clama pela sua figura, reconstitui a sua vida de trotamundos, reabilitando a sua imagem de banido em herói e transformando-a, através de um discurso poético dramatizado.

Custódio Dias, o tio coxo que lhe serviu de pai, Francisco Dias, o avô, ou a mãe, Maria Ema, entre outras personagens, compõem um romance de família construído através de cem longos parágrafos, correspondendo cada um deles a uma evocação especial.

A figura de Walter Dias tem sido apontada como uma personagem fortemente representativa da diáspora portuguesa e europeia do século XX.

O Vale da Paixão obteve o Prémio D.Dinis da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio PEN Clube Português de Ficção, o Prémio Máxima de Literatura, o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa e o Prix Jean Monnet de Littérature Européenne.

06/05/2025

NOTÍCIA DA CIDADE SILVESTRE

 

Autora. Lídia Jorge

Edição. Novembro de 1986

 

Trata-se de livro de ambiência urbana, onde alguns locais de Lisboa podem ser reconhecidos, ou mesmo se encontram retratados com pormenor, embora ressalte neste livro, sobretudo, a força da interioridade psicológica das duas personagens principais. Assim, toda a acção de Notícia da Cidade Silvestre decorre entre a estratégia de amor de Júlia Grei e a estratégia de poder de Anabela Cravo. Através da confissão que Júlia Grei faz sem reservas nem inibições - tanto de si como dos outros - tece-se todo um processo de contraposição de afectos, planos e sonhos numa narrativa limpa e de economia simétrica. A figura de Jóia, bem como as de Vítor Selim, Cila e Porquinho, constituem um friso de crianças- vítimas, que só por si põem em relevo o contraste entre o lirismo e a violência.

20/03/2025

AQUILINO RIBEIRO O GALANTE SÉCULO XVIII

 

Textos do Cavaleiro de Oliveira

Prefácio de Baptista - Bastos

1ª Edição. Agosto de 2008 


ROMA

O Cavaleiro de Oliveira teve uma vida aventurosa e a sua efígie foi queimada na fogueira inquisitorial num dos últimos auto-de-fé que se celebraram em Portugal. Homem do Mundo e defensor da liberdade, Francisco Xavier de Oliveira, notabilizou-se pela sua obra, crítica acérrima da religião e dos costumes vigentes na altura, responsáveis pelo atraso do país e das mentalidades. O Galante Século XVIII «é um testemunho animado acerca dos costumes, ambiente religioso e social do tempo» «Porque o século XVIII, frívolo, fradesco, galante espadachim, supersticioso, trabalhado já pela inquietação, decorre luminosamente das folhas do periódico (fascículos mensais para o Discours Pathétique), embora escritas a trouxe-mouxe, bifadas a este e àquele autor algumas vezes, tentámos a sua monda»

 
Aquilino Ribeiro


14/10/2024

OS VÍNCULOS ETERNOS

 

Autor. Manuel Ribeiro.

1ª edição. Lisboa - 1929

Com o seu percurso de anarquista, fundador do Partido Comunista Português e católico democrata, o bejense Manuel Ribeiro foi um dos escritores mais lidos e discutidos em Portugal nos anos 1920. Aborda-se aqui o último romance que ele publicou nessa década, Vínculos Eternos (1929).

Conta a história de um revolucionário perseguido e desiludido, que se aproxima da fé cristã e encontra paz e amor na bela paisagem do Minho. Mas para lá deste enredo o livro discute um problema que permanece actual e fundamental: o impacto dos avanços científicos na evolução da sociedade. À época, no contexto da ditadura militar, foi também uma tomada de posição em defesa da democracia.

VIDA REAL

 

Autora. Maria O'Neill

1ª Edição. Lisboa - 1915


( ... ) Era assim que nas noites de inverno, quando o vento irado fazia rumorejar as àrvores do valle e soltar assobios estridulos e contínuos aos búzios do moinho, no outeiro sobranceiro ao palacio, elle, sentido-se alegre e feliz no conforto do lar, rodeiado dos seus, transbordava de infinita piedade por aquelles que, sem familia, no ultimo quartel da vida, ouviam desencadear a tempestade sós nos seus quartos, revolvendo na memoria o passado, sempre saudoso, mas que, para quem não tem ninguem, torna cabida a sentida phrase de Dante, tão real para tantos, e que Musset alcunha de blasphemia n'uns encantadores versos que todos conhecem " Dant, pourquoi dis -tu qu'il n'est pire misère Qu'un souvenir heureux dans le temps de douleur ? " ( ... ) * ( 1 ) 

* Breve extrato do capítulo « Velha Guarda » ao qual mantive a grafia original.

( 1 ) Tradução para português. " Dante. Por que dizes que não há sofrimento pior do que uma lembrança feliz em tempos de tristeza ? "

13/10/2024

O ÚLTIMO FAUNO

 

Autor. João Grave ( Da Academia de Sciências de Lisboa )

3ª edição, emendada.

Lisboa- 1923


Na primeira manhã radiosa em que a Grécia escutou as doutrinas cristãs na voz eloquente e sonora de S. Paulo, os helenos subtis, criadores de religiões, da arte e da beleza, esqueceram os seus Deuses na solidão dos espessos bosques, onde dia e noite arrulhava a música dos beijos morrendo nas folhagens que o sol dourava e onde as águas, murmurantes e perfumadas, correndo à beira dos templos sagrados, todos os mármores nitentes, se exalavam em cantilenas. ( ... ) *

* Breve extrato do texto inicial, sob o título « O Último Fauno ».

11/10/2024

ONZE MINUTOS

 

 

Autor. Paulo Coelho

1ª Edição. Cascais, 2003

Um dos autores mais lidos e respeitados em todo o mundo, e o escritor de língua portuguesa mais vendido de sempre, Paulo Coelho tem a sua obra publicada em mais de 170 países e traduzida em 88 idiomas. É autor do clássico dos nossos tempos, O Alquimista, considerado o romance mais traduzido de sempre e que atingiu mais de 427 semanas ininterruptas na lista de bestsellers do The New York Times. Nascido no Rio de Janeiro, em 1947, foi compositor, antes de se dedicar à literatura. Foi galardoado com diversos prémios internacionais, entre eles o prestigiado título de Chevalier de L’Ordre National de la Légion d’Honneur. Ocupa a cadeira número 21 da prestigiada Academia Brasileira de Letras, é Embaixador Europeu do Diálogo Intercultural e Mensageiro da Paz das Nações Unidas.

 

Maria, uma jovem do Nordeste brasileiro, sonha viver uma vida de aventura e encontrar o seu grande amor. Quando, numas férias em Copacabana, conhece um homem que lhe propõe que venha para a Suíça trabalhar como bailarina numa boîte, ela imagina que está a viver o início de um conto de fadas - mas a realidade será bem mais dura. Maria acaba por trabalhar como prostituta, aprendendo a viver do sexo e a utilizá-lo para satisfazer os outros. Contudo, a verdadeira natureza do sexo - assim como a do amor - permanece um mistério para ela. Até que conhece um homem que a fará reconsiderar tudo aquilo que ela pensa conhecer acerca do sentido da sexualidade... Nesta viagem de autodescoberta, Maria terá de arriscar tudo para se reconciliar consigo própria e descobrir o lado sagrado do sexo.

10/10/2024

CONTOS OUTRA VEZ

 


 

 Autora. Luísa Costa Gomes

 

 

Data da presente edição. Abril de 2001

A presente obra obteve o Grande Prémio de Conto

 Luísa Costa Gomes nasceu em Lisboa, em 1954. Licenciou-se em Filosofia, foi professora do Ensino Secundário e dirigiu a FICÇÕES (revista de contos).

 

 

Luísa Costa Gomes

 

 

 É autora de romances, contos, crónicas e peças de teatro. O seu primeiro romance, O Pequeno Mundo, ganhou o Prémio D. Diniz da Casa de Mateus e Olhos Verdes, o Prémio Máxima de Literatura. A obra Contos Outra Vez ganhou o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores. Publicou ainda, na Dom Quixote, os livros infantis A Galinha Que Cantava Ópera (2005), com ilustrações de Pierre Pratt, e Trava-Línguas (2006), com ilustrações de Jorge Nesbitt, A Pirata (2006), romance sobre a aventurosa vida da pirata Mary Read, e o livro Setembro e Outros Contos (2007). O seu romance Ilusão (ou o que quiserem) (2009) recebeu, em 2010, o Prémio Literário Fernando Namora/Estoril Sol, «pela inovação e ágil registo estilístico», como referiu em ata o júri, e o Prémio de Ficção do PEN Clube, ex-aequo com Dulce Maria Cardoso. Cláudio e Constantino (2014) venceu o Grande Prémio de Literatura dst e Florinhas de Soror Nada, a Vida de Uma Não-Santa (2018), o Prémio de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues. 

Referências a " Contos Outra Vez "

 "Números mágicos: 21 contos, espalhados por 13 anos de vida e escrita de Luísa Costa Gomes. (...) 21 histórias de gente que conquistamos rapidamente para o nosso círculo de indispensáveis, e locais que queremos absolutamente conhecer."
M.P.C., "Cosmopolitan"

"Luísa Costa Gomes é uma das vozes mais singulares da nova literatura portuguesa. Sigamos a autora no seu projecto desolado e irónico. (...) Prosa elegante e forte como a do Padre António Vieira, não? Convém ler, já."
Torcato Sepúlvea, Semanário

"Mercê de um refinamento estético de elevada exigência moral (no sentido steineriano do termo), Contos outra vez aprofunda as contradições do carácter humano no final do século face à substituição de simulacros que transforma o gesto em brecejo, o sorriso em esgar, a liberdade em automatismo, em suma: a personagem no seu duplo, correndo o risco de vê-la confrontada com insólitos instantâneos como o: da existência real das personagens que chegam muitas vezes a cometer violências sobre os seus criadores.
Vergílio Alberto Vieira, Diário de Notícias

Contos Outra Vez reúne, pela primeira vez, contos dispersos que foram sendo escritos e publicados entre 1984 e 1997. Integram-se ainda nesta antologia três contos inéditos: "Uma empresa espiritual", "Brandina ou O silêncio dos produtos" e "O Caso dos dois Juans".

" Procure o leitor imaginar um homem. Ele há-de ser todo ao alto, encovado, o rosto à proporção, ossudo e sombreado da barba. Como auxiliar, lembre-se da mística Toledo onde cresciam como espargos essa figuras que o Greco tornou populares e que passaram, de então para cá, a ser o símbolo mesmo da vida ascética. Se julgar injusto o requisito de tanto esforço, vá pelo Quixote, tire-lhe uns anos, desmonte-o do Rocinante, calce-lhe umas sandálias, o burel de um hábito, faça-lhe uma atitude um pouco menos tresloucada, traga-o ao presente onde ele vive estremunhado - e aí tem o Tomás Bernardino, pode muito bem ser que da Anunciação. A chamar-se assim, é capaz de trazer o olhar pisado de tanto meditar para dentro, aflito de si próprio e de como servir o mundo, mais que do funcionamento e modo proveitoso de se servir dele. E afinal, que importa ? Não é no frontispício das intenções que se joga a mão, é no final da história que se dão os votos. ( ... ) *

* Breve extrato de « Uma Empresa Espiritual »

06/10/2024

NA MARGEM DO RIO PEDRA EU SENTEI E CHOREI

 

Autor. Paulo Coelho

17ª reimpressão. 2004

Uma lição de vida, um incitamento a que se corram riscos para que o inesperado aconteça?
Uma mensagem de fé: “Deus dá-nos todos os dias – junto com o Sol – um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes”?
Um empolgante e belíssimo relato, pelo sortilégio da pena de um escritor humano e espiritualmente tão forte como é Paulo Coelho, internacionalmente aclamado pela crítica.

04/10/2024

BALADA DA PRAIA DOS CÃES

 

Autor. José Cardoso Pires

Ano desta edição. 1994

( ...) Em certas vidas ( eu acrescentaria, em todas ) há circunstâncias que projectam o indivíduo para significações do domínio geral. um acaso pode transformá-lo em matéria universal - matéria histórica para uns, matéria de ficção para outros, mas sempre justificativa de abordagem. Interrogamo-la, essa matéria, porque ela nos interroga no fundo de cada um de nós - foi assim que pensei este livro, um romance. (...) *

* Breve extrato da « Nota final » datado e assinado. J.C.P. setembro de 1982

LENDAS E NARRATIVAS ( Tomo I )

 

OBRAS COMPLETAS DE ALEXANDRE HERCULANO

Prefácio e revisão de. Vitorino Nemésio

Verificação do texto e notas por. António C. Lucas

Edição. Novembro de 1980

A nova ordem das Lendas e Narrativas nesta edição - primeira das OBRAS COMPLETAS de Alexandre Herculano - deve-se ao propósito de integrar a produção literária do autor, tanto quanto possível, nos seus quadros estruturais e cronológicos, incorporando ao que ele editou em volume o que deixou disperso em periódicos, já que os manuscritos são desconhecidos do investigador. ( ... ) *

* Breve extrato do « Prefácio » assinado e datado  por Vitorino Nemésio, Ilha Terceira, Agosto de 1970.

LENDAS E NARRATIVAS. Tomo II

 

OBRAS COMPLETAS DE ALEXANDRE HERCULANO

Revisão de. Vitorino Nemésio

Verificação do texto e notas por. António C. Lucas

Edição. Março de 1981

Um som de queixume e pavor - um grito tremendo e doloroso se escutava em todas as províncias de Espanha. Desde os fraguedos de Gibraltar, até os distantes desvios das Astúrias, não se via senão desespero, aflição e luto. O império fugira das mãos dos Godos, o trono de Rodrigo (1) jazia por terra, e estava fadado que a altiva Espanha sofresse o jugo do invasor muçulmano. ( ... ) *

* Breve extrato do testo inicial « DESTRUIÇÃO DE ÁURIA (2) Lendas Espanholas ( Século VIII )

1- A batalha de Guadalete, em que findou o império godo, durou oito dias e oito noites.

2 - Agora chamada Ourense - foi totalmente destruída.









Nota. Vestigíos de insectos bibliófagos nas páginas iniciais e nas últimas deste livro.Felizmente não afectaram o texto.

 


26/09/2024

O AMIGO DAS TEMPESTADES

 

Autor. Antunes da Silva

3ª Edição.Lisboa, 1980

  • Évora, 1921 – Évora, 1997

    O escritor Antunes da Silva nasceu em Évora a 31 de julho de 1921. Foi poeta, contista e romancista.

    Depois de frequentar o Curso Comercial em Évora, onde trabalhou como empregado de escritório, muda-se para Lisboa em 1948, onde a par do trabalho na área da publicidade e relações-públicas, inicia a sua atividade literária.

    Desenvolve uma carreira jornalística que mantém por quase toda a sua vida, colaborando regularmente em diversas publicações periódicas, nomeadamente nos jornais Diário do Alentejo, Diário de Lisboa, Comércio do Porto, Diário Popular, Diário de Notícias, O Diabo e nas revistas Sol Nascente, Vértice e Seara Nova.
    Resistente antifascista, pertenceu aos quadros diretivos do MUD juvenil (secção de Évora), o que levou à sua detenção em Caxias em 1945. Participou nas campanhas presidenciais de Arlindo Vicente e Humberto Delgado. Foi candidato da CDE em Évora em 1969 e membro do Concelho Nacional do MDP/CDE.
    Inserido no que se designou segunda geração neorrealista, a sua obra literária é marcada pela temática do Alentejo e dos motivos populares, olhados à luz das questões económicas e sociais e dos conflitos de classe.

    Da sua produção literária destacamos na poesia Esta Terra que é Nossa (1952) e Canções do Vento (1957), volumes editados na coleção Cancioneiro Geral. Deixou-nos ainda, entre outras, as obras Gaimirra (1946); Vila Adormecida (1948); Sam Jacinto (1950); O Aprendiz de Ladrão (1954); Canções ao Vento (1957); O Amigo das Tempestades (1958); Suão (1960); A Visita (1962); Terra do Nosso Pão (1964); Alentejo é Sangue (1966); Uma Pinga de Chuva (1966); Exilado e Outros Contos (1973), Rio Djebe (1973); Terras Velhas Semeadas de Novo (1976); A Fábrica (1979); Alqueva, a Grande Barragem (1982); Senhor Vento (1982); Jornal I – Diário (1987); Jornal II – Diário (1990) e Breve Antologia Poética (1991).

    Faleceu em Évora a 21 de dezembro 1997.

    O Espólio de Antunes da Silva foi entregue ao Museu do Neo-Realismo em 2002 pela herdeira , para doação e incorporação no seu acervo.



    Fontes
    Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998.
    http://www.rbev.uevora.pt/Noticias/Antunes-da-Silva-1921-19977

( ... ) Há qualquer coisa de nerudiano, (1 ) de profundamente elemental na obra deste alentejano - escritor: o seu apego às coisas simples, a sensibilidade e o nervo com que as transfere do sincretismo das emoções para o domínio da reelaboração expressiva.(... ) O Amigo das Tempestades agora refundido e em nova edição aí fica a prová-lo. (...) *

* Breve extrato do « Prefácio » texto assinado por José Manuel Fernandes.

(1 ) - Nerudiano = Que tem pouca experiência ou conhecimento militar. Ex: soldado bisonho, tropas bisonhas, que denota pouca experiência. Fonte.  ( Dicionário online Priberan de português )