Autores. Diversos consoante cada fascículo.
Nºs 36 - 37 -( 38 - 39 * )- 40 - 41 - 42 - e 44.
Fascículos por abrir na totalidade.
* Apenas as capas
Todos os fascículos datam dos anos 60.
Acervo de livros, quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, revistas e papéis de valor, entre outros objetos.
Autores. Diversos consoante cada fascículo.
Nºs 36 - 37 -( 38 - 39 * )- 40 - 41 - 42 - e 44.
Fascículos por abrir na totalidade.
* Apenas as capas
Todos os fascículos datam dos anos 60.
Autor. Fernando V. Gonçalves da Silva ( Professor do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras )
Edição. Ano de 1946
nota: Diversos sublinhados e algumas anotações ao longo do livro.
Nº de páginas -302 + índice.
* Breve extrato de « O Património »
Autor. Tony Burnand
Tradução e adaptação. Raul Barata
Ano desta edição. 1966
* Breve extrato da « Introdução »
Edição. Direcção Geral das Florestas
Dezembro de 1997
Ilustrações de José M. Araújo
* breve extrato da « Introdução »
Autor. Francisco Penteado ( Oficial da Marinha de Guerra )
Ano de 1913
Quase todas as pessoas que comem peixe ignoram como ele se pesca. É certo que, para o comer, não é de maior necessidade saber como ele foi apanhado; mas talvez o leitor ache curioso adquirir alguns conhecimentos sobre o assunto, mesmo porque certamente já mais duma vez lhe há-de ter sucedido estar à beira-mar, vendo ao longe barcos que se sabe estarem pescando, e ignorar completamente o modo como eles o estão fazendo. (... )*
* Breve extrato do capítulo inicial do livro.
Autor. João da Cruz Viegas
Ano de 1949
* breve extrato do « Prólogo » datado e assinado. Cascais, 30 de Abril de 1949. João da Cruz Viegas
Autor. João da Cruz Viegas
Edição de autor.
Lisboa. Ano de 1938
* Breve extrato do texto inicial do livro.
Autor. Rómulo de Carvalho
2ª Edição. Coimbra - 1960
* Breve extrato da página inicial do livro.
Compilação, textos e montagem. Engº Salema Barbosa
4ª Edição. ano de 1985
- Direcção Geral das Florestas - Direcção Geral dos Recursos e Aproveitamentos Hidráulicos - Administração Geral do Porto de Lisboa - Delegação em Lisboa, da Direcção Regional do Turismo dos Açores.
Dr. Med. Paul A. Janssens ( Antwerpen )
ANTROPOLOGISCH EN PALEOPATHOLOGISCH ONDERZOEK VAN DE BEEDERRESTEN UIT HET CENTRALE GRAF IN DE ONZE - LIEVE - VROUWE - KERK TE BRUGGE
DE IDENTIFICATIE VAN DE HERTOGIN MARIA VAN BOURGONDIE *
Door de Koninklijke Academie voor Geneeskund van Belgie met de Prijs Dr. G . Schamelhout 1978 -1979 bekroond
( Durante a pesquisa arqueológica em 1979, os seus restos mortais foram identificados. Parecia ter quebrado pulsos e costelas. Suspeita-se que morreu de hemorragia interna e ferimentos. Algumas fontes relatam que estava grávida do seu quarto filho.)
Autor. François Chaille
Tradução. Ana Barradas e Manuela Pena Gomes
Edição portuguesa para o Jornal Público. Ano 2000
Autor. Paço de Sousa
Ano de 1954
Edição da Casa do Gaiato
* Breve extrato do texto ( pág: 112 )
Autor. Antunes da Silva
3ª Edição.Lisboa, 1980
Fontes
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998.
http://www.rbev.uevora.pt/Noticias/Antunes-da-Silva-1921-19977
* Breve extrato do « Prefácio » texto assinado por José Manuel Fernandes.
(1 ) - Nerudiano = Que tem pouca experiência ou conhecimento militar. Ex: soldado bisonho, tropas bisonhas, que denota pouca experiência. Fonte. ( Dicionário online Priberan de português )
Autor. António Alçada Baptista
7ª edição. Lisboa . Outubro de 1996
Catarina ou o sabor da maçã de António Alçada Baptista é, como o próprio intitula, “uma análise de comportamentos humanos”, tendo por base um drama romântico bastante sóbrio. História de Pedro, do narrador ou de Catarina? Um pouco de tudo, visto que as suas vidas estão, a certa altura do tempo, inteiramente ligadas.
A obra explora, essencialmente, o conceito de paixão, desde a sua definição, ao modo como surge, cresce e termina. Começa por narrar a vida de Pedro, “um daqueles rapazes que fazem inveja a muitos pais porque nunca deu trabalho a ninguém”, amigo de António, que, de um momento para o outro, não para de repetir: “eu não consigo viver sem a Catarina”. O autor passa a explicar que Catarina era uma rapariga “muito bem feitinha de corpo (que) tinha o cabelo castanho claro e um rosto perfeito – nem provocante nem sensual –“, que conhecera após uma conferência.
Por não lhe reconhecer tal lado provocatório, nem sensual, procurou justificar o porquê desta provocar no seu amigo aquilo que considera ser “resultado dos muitos interditos que bloqueiam a nossa afetividade”, a paixão que seu amigo sente para com ela. Nesta busca, explorou um pouco o papel da mulher. Começa pelas Confissões de S. Cipriano que lhe permitem inferir que “a mulher tem um poder maior e mais forte do que o homem”. Confirma a teoria através da realidade outrora vivida na Igreja, o facto de as mulheres serem consideradas seres inferiores, apenas por se acreditar serem “fabricadas como uma armadilha a tentar-nos para incorrermos no pecado da carne”.
A partir deste momento, percebemos o porquê de António Alçada Baptista se apoiar no Genesis 3-6 para dar mote ao seu livro: “tirou a maçã e comeu; e deu a seu marido que também comeu”. Um dos exemplos da força que as mulheres têm para persuadir os homens. Neste caso, primeiro foi Pedro, depois António. Contudo, em duas realidades distintas. Por um lado, uma paixão fugaz, esquecida por uma proposta de trabalho irrecusável. Por outro, um “viver com intensidade uma vibração amorosa” completamente consciente – “A paixão é cega e o apaixonado não consegue aperceber-se da realidade em que está metido. Eu estava lúcido”.
Ao longo das diversas peripécias relatadas, muitas críticas são efetuadas: a troca volátil; o hábito, enquanto dependência, ao invés do amar verdadeiramente; o desejo de alcance, ou seja, o sentimento de competição e conquista, que facilmente desvanece; o desejo físico que “é todo um castelo festivo que a pouco e pouco se desmorona e o orgulho/amor próprio, que nos desprende de conseguirmos realmente ligar-nos a alguém.
A obra conta com um vocabulário um pouco rebuscado, uma linguagem que, muitas vezes, foge ao quotidiano. Para além disso, faz referência a determinadas obras literárias/cinematográficas que não são partilhadas pelo conhecimento geral. Conta com algumas descrições compridas e diálogos extensos. Apesar disso, António Alçada Baptista consegue estabelecer um bom equilíbrio entre as diferentes componentes, transportando os leitores para as diversas situações descritas. *
Autor. João Amaral Júnior
1ª Edição. Janeiro de 1944
João Amaral Júnior, romancista delicado e vigoroso, que sabe dar os conflitos com imaginação e realismo sem recursos de escabrosidade, produz num feliz momento da sua inspiração este romance que pode irmanar-se àquele com que iniciou a sua carreira literária. Mesmo nas obras que dedicou à juventude e ficaram porventura aquém da arte de O Livro Negro da Virgem Branca, João Amaral Júnior conquistou um vasto público admirador das suas faculdades criadoras, da elevação espiritual com que desenvolve os seus conflitos sempre belos e humanos. sendo este romance cheio de verdade , palpitante de vida e de brilho, impõe-se pela delicadeza do seu espírito e pela espontaneidade da sua estrutura.*
* - Extrato de uma das badanas do livro.
*1 breve extrato do início da obra.
Autor. Antunes da Silva.
Edição exclusiva para o " Círculo de Leitores " datada do mês de Maio de 1983.
Antunes da Silva tem textos em livros de ensino e antologias portuguesas e brasileiras, além de contos, poesias e romances traduzidos na Alemanha, França, Checoslováquia, Canadá, U.R.S.S., Itália, bulgária, etc. Uma Pinga de Chuva, refundido para esta edição, revela-nos, como se verá, um belo livro de poesia, escrito numa prosa escorreita e vibrável, pouco comum.
* Breve extrato extraído das badanas da obra.
Autor. Orlando Neves
1ª Edição. Junho de 2004
( Escolhi cinquenta dessas trovas e sobre elas fiz a tentativa de mutação para o português moderno. São versões livres em que procuro respeitar, quanto possível, as rimas originais, a métrica ( não a acentuação ), o ritmo e certas palavras chave de cada verso ou estrofe, embora esteja ciente de que estas transposições e adaptações, inevitavelmente, perdem em desembaraço, frescura e mistério, ganhando, todavia, mais fácil compreensibilidade no nosso tempo. Para as cantigas que deixei de fora, haverá justificações: ou estão demasiado truncadas, perdendo-se o sentido final, ou são de tal modo localizadas na época que nos escapa o significado das verrinas ou, enfim, são desinteressantes no seu todo, sobretudo por repetitivas. ( ... ) *
*Breve extrato de « Breve Nota » a qual faz parte do texto inicial da obra e assinada por Orlando Neves.
As cantigas de escárnio e maldizer fazem parte do período literário chamado Trovadorismo, que em Portugal encontrou expressão entre os anos de 1189 (ou 1198?) e 1350, ou seja, durante o século XI. A principal característica dessas cantigas é a crítica ou sátira . O tom de irreverência é geral. Ridicularizam maus jograis, cavaleiros covardes, e mentirosos; trovadores contam seus casos amorosos; fala-se de mulheres, satirizam-se os ricos-homens decadentes. Apresentam grande interesse histórico, pois são verdadeiros relatos dos costumes e vícios, principalmente da corte, mas também dos próprios jograis e trovadores. Tematicamente, as mais de 450 cantigas de escárnio e maldizer que chegaram até nós.
Cantigas de Escárnio - nessa cantiga, se manifesta a crítica (sátira) indireta e com duplos sentidos a alguém. Escritas em linguagem popular onde são frequentes as palavras e expressões obcenas de duplo sentido, ou seja, através de ambigüidades, trocadilhos e jogos semânticos. Elas têm como objetivo satirizar alguém ou então comentar jocosamente alguma situação, através de um processo denominado pelos trovadores de equívoco.
Eis um trecho da cantiga de escárnio: uma mulher que se queixava de nunca ter merecido um cantar, o trovador responde com uma cantiga em que a ridiculariza por esse desejo. O texto está em português da época:
Ai dona fea! Foste-vos queixar
Porque nunca louv'em meu trobar (trovar)
Cantigas de Maldizer - esse tipo de cantiga, também traz criticas, ou seja sátiras mais diretas e agressivas, a linguagem por vezes é carregada de termos obscenos, porém não são acompanhadas de duplos sentidos. É normal que ocorra agressões verbais à pessoa que está sendo criticada, ou seja, satirizada, geralmente usa-se até mesmo palavrões para compor esse tipo de cantiga, onde se revela ou não o nome da pessoa que está sendo agredida verbalmente. Seus temas prediletos eram o adultério, amores interesseiros ou ilícitos (padres)
Autor. Soeiro Pereira Gomes
Ano desta edição. 1987
Nota. Este romance já foi publicado nas seguintes línguas. Alemã, checoslovaca, eslovaca, francesa, italiana, polaca e russa.
Esteiros é um dos textos inaugurais do neo-realismo e um romance marcante da literatura portuguesa do século xx.”
Sub-Título: E DE SER AMADO
Autor. Dr. Jaff
Edição Original. Desconheço o idioma. Possivelmente francês.
Tradução de . Bernardo d`Alcobaça
Edição de : João Romano Torres & C.ª
Nota. O Ano desta edição não está referenciado na obra. Como o preço de aquisição da mesma consta em reis presume-se datar de finais do século XIX ou inícios do século XX.
* Breve extrato do « Prefácio »
Autor. Tomás Morus ( Thomas More )
Tradução de José Marinho.
Notas e Prefácio de Pinharanda Gomes.
Ano desta edição. 1992
Alguns sublinhados, raros, felizmente, a lápis e a esferográfica nas páginas iniciais ( Da 12ª à 17 ª ).
Autor. Kafka ( Franz Kafka )
Título original. Die Verwandlung
Tradução de J. A. Teixeira Aguilar
Mês e ano desta edição. Julho de 1975
“A Metamorfose, em alemão Die Verwandlung, foi escrito durante o Outono
de 1912 e publicado em Leipzig em Outubro de 1915. Em 1917, [Kafka]
tossiu sangue, e o resto da sua vida, que se prolongou por sete anos,
foi pontuado por estadas periódicas em sanatórios da Europa Central.
Nesses últimos anos da sua breve existência (morreu com quarenta anos),
viveu uma feliz aventura amorosa com a amante em Berlim, em 1923, perto
do lugar onde eu vivia. Na Primavera de 1924, foi internado num
sanatório próximo de Viena, onde morreu a 3 de Junho, de tuberculose da
laringe. Foi enterrado no cemitério judeu de Praga. Pediu ao amigo Max
Brod para queimar todos os seus escritos, mesmo os textos publicados.
Felizmente, Brod não acedeu aos desejos do amigo. […]
Prestemos
atenção ao estilo de Kafka. Na sua claridade, no seu tom preciso e
formal, em agudo contraste com o assunto tenebroso do conto. Não há
metáforas poéticas a adornar esta severa história a preto-e-branco. A
nitidez do seu estilo sublinha a riqueza perversa da sua fantasia.
Contraste e unidade, estilo e assunto, trama e forma, alcançam aqui uma
coesão perfeita.” [Do Prefácio de Vladimir Nabokov].
Autor. Trindade Coelho
Edição especial para uma cadeia de Hipermercados sendo para este fim a 1ª.edição
Escritor. Natural de Mogadouro, a sua obra reflete a infância passada em Trás-os-Montes, num ambiente tradicionalista que ele fielmente retrata, embora sem intuitos moralizantes. O seu estilo natural, a simplicidade e candura de alguns dos seus personagens, fazem de Trindade Coelho um dos mestres do conto rústico português. Fiel a um ideário republicano, dedicou-se a uma intensa atividade pedagógica, na senda de João de Deus, tentando elucidar democraticamente o cidadão português.
De seu nome completo José Francisco Trindade Coelho, nasceu em Mogadouro, em 18.6.1861. Aí fez os primeiros estudos, nomeadamente na área de Latim, com o apoio de dois padres. Daqui seguiu para o Porto, onde fez em colégio, os estudos secundários. A terceira etapa era Coimbra, onde concluiu o curso de Direito. Embora os pais fossem ricos (a Mãe morreu ainda ele era jovem) a verdade é que ele chumbou no 1.' ano do curso de Coimbra e o Pai cortou-lhe a mesada, pelo que Trindade Coelho teve que arranjar forma de ultrapassar as dificuldades.
Começou a dar explicações e a escrever em jornais. Entretanto casou e apareceu um filho, facto que mais complicou a sua vida, enquanto estudante. Chegou a ter um esgotamento. E ele próprio escreveria do ambiente Coimbrão: "aquela vida em que estive metido e que nunca se deu comigo nem eu com ela, mas em que nunca me dei razão porque lha atribuía a ela e a mim uma inferioridade que mais pesava por ser sincera". Nesse período escrevia nos jornais com o pseudónimo de Belistírio.
Também fundou, nessa época, duas publicações: Porta Férrea e Panorama Contemporâneo. Após a conclusão do curso permaneceu em Coimbra, como advogado. Mas a clientela era pouca e ele enveredou pela carreira administrativa. Ingressa na magistratura e é colocado como Delegado do Procurador Régio, na comarca de Sabugal. Sabe-se que para obter esse lugar, foi precisa a «cunha» de Camilo Castelo Branco, que admirava, literariamente Trindade Coelho. Sabe-se que valeu a pena porque foi Trindade Coelho um magistrado de elevadíssima craveira moral. Foi depois transferido para a comarca de Portalegre. Aí fundou dois jornais: Gazeta de Portalegre e Comércio de Portalegre.
Entretanto granjeara fama e os políticos da época quiseram fazer dele um deputado. Como não podia candidatar-se pelo círculo onde trabalhava, foi transferido para Ovar. A última etapa profissional foi Lisboa, onde não teve tarefa fácil por causa do Ultimato Inglês, durante o qual ele teve que fiscalizar a imprensa da capital. Desgostado com as críticas que lhe faziam transferiu-se para Sintra, em 1895. Chegou a ir a África (Cabo Verde) defender 33 presos políticos. Ao fim de 3 meses regressou vitorioso, porque conseguiu libertar os presos, prendendo os acusadores.
Continuou a escrever nos jornais: Portugal, Novidades, Repórter e fundou a Revista Nova, onde publicou os Folhetos para o Povo. Era um homem inconformado. Nem a fama de magistrado, nem o prestígio de escritor, nem a felicidade conjugal conseguiam fazer de Trindade Coelho um cidadão feliz. À medida em que avançava no tempo mais se desgostava com a vida, pelo que o desespero o levou ao suicídio em 9.6.1908.
Deixou uma obra variada e profunda, distribuída por quatro vertentes. Jornalismo, carácter jurídico, intervenção cívica e literária. Além dos órgãos que criou, já citados, colaborou, com os pseudónimos de Belisário e José Coelho, em: O Progressista, o Imparcial, Tirocínio, Beira e Douro. Jornal da Manhã e Ditírio Ilustrado.
Algumas obras: Manual Político do Cidadão Português, o ABC do Povo, o Livro de Leitura. A série Folhetos para o Povo, onde se incluem, entre outros: Parábola dos Sete Vimes, Rimas à Nossa Terra, Remédio contra a Usura, Laos à Cidade de Bragança, e Cartilha do Povo, e A Minha candidatura por Mogadouro. Como obras literárias deixou: Os Meus Amores (1891) e já inúmeras reedições e In Illo Tempore (livro de memórias de Coimbra-1902).
Em 1961 comemorou-se o primeiro centenário do seu nascimento. E nessa altura publicou-se um volume: O Senhor Sete, onde se reuniram os seus disperses. Há também a sua Autobiografia, por ele escrita, em 1902, - dirigida à sua tradutora alemã Louise Ey. Esta autobiografia, quase sempre aparece na parte final da edição de Os Meus Amores.
Autor. Alexandre Herculano
Eurico, o Presbítero, considerado pelo próprio autor uma «crónica-poema,
lenda ou o que quer que seja», narra a história do amor impossível de
Hermengarda e Eurico. Na Espanha visigótica do século VIII, Eurico, que
outrora reprimira rebeliões na Cantábria, entrega-se ao sacerdócio por
não poder desposar Hermengarda, a irmã de Pelágio, fundador do reino das
Astúrias. Contudo, quando vê a sua pátria e a sua religião ameaçadas,
Eurico volta a vestir a pele de guerreiro e converte-se no valoroso e
enigmático Cavaleiro Negro, combatendo heroicamente os mouros e
conquistando a admiração dos Visigodos.
Constituindo uma obra única do Romantismo português, Eurico, o Presbítero aborda ainda o problema ético-religioso do celibato.
Na Bíblia PRESBÍTERO significa uma pessoa mais madura, que cuida da igreja. Os presbíteros eram líderes na igreja, ensinando e mantendo tudo em ordem.
Autor. A. F. de Castilho
Volume II
Ano desta edição. 1938
Livraria civilização Editora - Porto
António Feliciano de Castilho, primeiro visconde de Castilho, foi um escritor romântico português, polemista, pedagogista e inventor do Método Castilho de leitura. Em consequência de sarampo perdeu a visão quase completamente aos 6 anos de idade. Licenciou-se em direito na Universidade de Coimbra.
Foi uma criança com dificuldades de saúde, incluindo sérios sintomas de tísica, as quais culminaram aos seis anos de idade com um ataque de sarampo que o deixou cego. Apesar de nessa altura já saber ler e escrever, a cegueira impediu-o durante toda a vida de escrever e ler, tendo de estudar ouvindo a leitura de textos e sendo obrigado a ditar toda a sua obra literária.
Aprendendo somente pelo que ouvia ou lhe diziam, Castilho conseguiu alcançar razoável erudição no latim e nas humanidades clássicas, o conhecimento superficial de algumas línguas e o conhecimento aprofundado da língua portuguesa, que lhe permitiu distinguir-se como poeta e prosador.
O casamento
A publicação das Cartas de Echo e Narciso motivou ao poeta uma aventura romântica. Uma dama reclusa no convento de Vairão, D. Maria Isabel de Baena Coimbra Portugal, escreveu-lhe dando-se como uma nova Eco e perguntando se ele procederia como Narciso. Essa intriga galante resultou numa série de quadras do Amor e Melancholia, que o poeta publicou em Coimbra em 1828.
Concluída a guerra civil e como resultado da extinção das ordens religiosas em Portugal levada a cabo pelos vencedores, essa senhora abandonou o convento e veio a casar com o poeta, realizando-se o casamento em 29 de Novembro de 1834
Pouco durou esse consórcio, pois Maria Isabel faleceu, sem filhos, a 1 de Fevereiro de 1837, com 40 anos.
Durante esse período, Castilho esteve empenhado em projecto visando divulgar a história de Portugal, iniciando a publicação por fascículos intitulada " Quadros Históricos."
Para tal, a Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, que fundara o jornal literário O Panorama, publicou em 1839 oito fascículos da obra, em que colaborou Alexandre Herculano, escrevendo o último quadro.
*Breve extrato do « Quadro Quinto - Tomada de Lisboa ( Ano 1147 )
A anotação seguinte, foi, por mim, decidida acrescentar.* ( 1 ) - Almandite, almandina ou carbúnculo é uma granada do ferro-alumínio com a fórmula Fe3Al2(SiO4)3. As variedades transparentes podem ter bastante valor enquanto pedras preciosas.
* ( 2 ) - Acrópole (em grego clássico: ἀκρόπολις, composto de ἄκρος, "extremo, alto", e πόλις, "cidade") é a parte do estado construída nas partes mais altas do relevo da região.
Coordenação. M. Fernandes Costa
Almanach Bertrand
Ano de 1923
Propriedade das Livrarias Aillaud e Bertrand de Paris e Lisboa
* breve extrato de « Declaração » texto inserido nas páginas iniciais da obra.
Coordenação de . Armando Noronha
1ª edição. 1924
* Breve extrato de « Guarda - Porta » texto inserido no « Prefácio » datado e assinado por. Albino Forjaz de Sampaio em Novembro de 1923.