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03/07/2026

MYTHOS. A Tradição Mitográfica Portuguesa Representações e Identidade Séculos XVI - XVIII

 

Coordenação. Abel N. Pena

Faculdade de Letras, 10 de Outubro de 2008.

 


"MYTHOS: A Tradição Mitográfica Portuguesa - Representações e Identidade (Séculos XVI - XVIII)" refere-se às actas de um Colóquio Internacional publicado em 2008 pelo Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), sob coordenação de Abel N. Pena. A obra analisa o impacto e a apropriação da mitologia greco-latina e dos mitos de fundação na identidade lusa.
O livro reúne ensaios que exploram a forma como a Antiguidade Clássica foi reinterpretada por intelectuais, cronistas e poetas portugueses durante a Época Moderna (séculos XVI a XVIII). A investigação centra-se em como estes autores adaptaram os mitos pagãos para legitimar a expansão marítima, definir a identidade nacional e moldar o discurso literário e político português. 
Os principais focos temáticos abordados nestas actas incluem:
  • Mitografia e Humanismo: A análise de manuais mitográficos e traduções de clássicos (como Ovídio) que circularam em Portugal, servindo de base para a educação e a criação poética.
  • Mito e Império: A forma como figuras mitológicas (como Ulisses ou Luso) foram integradas nas crónicas históricas e na epopeia Os Lusíadas de Luís de Vaz de Camões, para glorificar os feitos ultramarinos. 
  • Metamorfoses Ideológicas: A transição da apropriação renascentista e maneirista do mito para as visões moralizadoras e alegóricas que se consolidaram nos séculos XVII e XVIII.

Os clássicos no tempo: PLÍNIO, O VELHO, E O HUMANISMO PORTUGUÊS

 

Coordenação. Aires A. Nascimento

Colóquio Internacional. Lisboa, 2006, Março, 31 

Lisboa. Centro de Estudos Clássicos. 2007 


A obra "Os Clássicos no Tempo: Plínio, o Velho, e o Humanismo Português" analisa a profunda recepção da Naturalis Historia na Península Ibérica. Coordenada por Aires A. Nascimento e publicada pelo Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa, explora como os humanistas portugueses integraram a visão enciclopédica greco-romana do autor romano na construção do conhecimento científico e literário renascentista. 
O livro destaca a circulação da famosa enciclopédia romana nas bibliotecas da época em Portugal e o seu impacto direto na expansão marítima. O texto da Naturalis Historia não só serviu de modelo de escrita clássica como moldou a mentalidade dos intelectuais ibéricos, fornecendo dados fundamentais sobre geografia, zoologia, botânica e mineralogia que alimentaram a curiosidade dos navegadores portugueses.

ANTIGUIDADE CLÁSSICA: QUE FAZER COM ESTE PATRIMÓNIO ?

 

Ed. Aires A. Nascimento

Colóquio à Memória de Victor Jabouille.2003. Maio, 8 - 10

Lisboa. Centro de Estudos Clássicos.

Abril de 2004 


A herança da Antiguidade Clássica (Grécia e Roma) exige uma abordagem de preservação, digitalização e recontextualização. Em vez de tratá-la apenas como ruínas estáticas, o ideal é integrá-la no quotidiano, transformando-a num motor de educação, turismo sustentável e identidade cultural. 
Na sua área, em Cascais, o melhor exemplo prático dessa abordagem encontra-se na Villa Romana de Freiria (em Polima), onde o património foi musealizado e pode ser visitado diariamente entre as 09h00 e as 18h00. Em vez de ocultar os achados, o espaço foi adaptado com passadiços suspensos para que o público caminhe diretamente sobre as estruturas e os mosaicos preservados. 
A nível nacional e metropolitano, gerir este legado passa por estratégias bem definidas:
  • Proteção ativa e integração urbana: Preservar sítios arqueológicos integrando-os nos espaços públicos, como acontece com as Cetárias Romanas em Cascais

30/03/2025

FORMAS DE EXPLORAÇÃO DO TRABALHO E RELAÇÕES SOCIAIS NA ANTIGUIDADE CLÁSSICA

 

Título do original. " Formes d' Exploitation du Travailet Rapports Sociaux dans L' Antiquité Classique "

O texto deste volume foi extraído do nº 84 da revista " Recherches Internationales à la Lumière du Marxisme "

Tradução de Maria da Luz Veloso

Éditions Sociales, Paris, 1975

Editorial Estampa, Lda., Lisboa, 1978 para a língua portuguesa. 



 

Têm-se multiplicado, no decurso destes últimos anos, novas intorrogações sobre o funcionamento económico das sociedades da Antiguidade, sobre a sua organização social e política, à medida que se iam revelando as articulações entre as expressões políticas e ideológicas e o conjunto das estruturas económicas e sociais. ( ... )*

*  Breve extrato de " Apresentação "

13/02/2024

FORMAS DE EXPLORAÇÃO DO TRABALHO E RELAÇÕES SOCIAIS NA ANTIGUIDADE CLÁSSICA.

 


 

 Versão original sob o título:

Formes  d' Exploitation du travail et rapports Sosiaux dans l' Antiquité Classique

Tradução ~ Maria da Luz Veloso

 Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: Lisboa : Estampa, 1978Descrição: 230 p. : il. ; 21 cm Coleção: Imprensa Universitária

 

 

 A escravidão é um tipo de relação de trabalho que existia há muito tempo na história da humanidade. Já na Antiguidade, o código de Hamurábi, conjunto de leis escritas da civilização babilónica, apresentava itens discutindo a relação entre os escravos e seus senhores. Não se restringindo aos babilónios, a escravidão também foi utilizada entre os egípcios, assírios, hebreus, gregos e romanos. Dessa forma, podemos perceber que se trata de um fenómeno histórico extenso e diverso. É o ponto de partida para este livro. 

 A Antiguidade Clássica é um período histórico, aproximadamente entre os séculos VIII a.C. e V d.C., centrado nas civilizações da Grécia Antiga e da Roma Antiga, e suas influências na formação do mundo ocidental. O termo, que surgiu no Renascimento, destaca a importância dessas culturas como modelo e fonte para a arte, filosofia e sociedade europeias, mas também é criticado por sua visão eurocêntrica, que por vezes negligencia o desenvolvimento de outras civilizações