Quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, entre outros objetos. Preservo livros, revistas e papéis de valor.
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16/06/2026

NAÇÃO CRIOULA

 Autor. José Eduardo Agualusa

Lisboa Abril de 2010 

Publicações Dom Quixote 




«José Eduardo Agualusa [Alves da Cunha] nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Os seus livros estão traduzidos em 25 idiomas.


Nação Crioula conta a história de um amor secreto: a misteriosa ligação entre o aventureiro português Carlos Fradique Mendes - cuja correspondência Eça de Queiroz recolheu - e Ana Olímpia Vaz de Caminha, que, embora tenha nascido escrava, foi uma das pessoas mais ricas e poderosas de Angola. Nos finais do século XIX, em Luanda, Lisboa, Paris e Rio de Janeiro, misturam-se personalidades históricas do movimento abolicionista, escravos e escravocratas, lutadores de capoeira, pistoleiros a soldo, demiurgos, numa luta mortal por um mundo novo.

06/05/2026

O POENTE VERMELHO

 

Autor. Manuel J. A. Leal Gomes

1ª edição. Maio de 2008

Edições Tribuna-37 

Manuel Joaquim Alves Leal Gomes nasceu em Luanda, Angola, em Novembro de 1950, tendo obtido a Licenciatura em Engenharia de Minas e mais tarde o Doutoramento em Geologia. Em busca de melhor vida percorreu os cinco continentes, tendo trabalhado em túneis, barragens, hidroelétricas, minas e na indústria petrolífera em Angola, Brasil e Portugal. Foi Colaborador Científico da Universidade de Luanda e Professor Associado da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, pelo que tem farta bibliografia científica e técnica publicada. Também publicou ficção literária, ensaio, poesia e teatro nos últimos anos.

05/09/2025

IMPRESSÕES E PAIZAGENS

 Autor. Raul Brandão

Editor: A Bela e o Monstro
Edição fac-simile: Junho de 2018
Editora. A Bela e o Monstro


Nesta primeira obra, publicada aos 23 anos, Raul Brandão evidencia principalmente uma preocupação de "fazer literatura", balizada pelos mestres contemporâneos do realismo. São contos predominantemente localizados no ambiente rural do Norte do País, conduzidos pela descrição pitoresca de tipos e paisagens, de quadros de costumes representativos dessa sociedade. Destacam-se, no entanto, histórias trágicas e macabras, retratos da morbidez e brutalidade humanas expressos com uma violência irresistível e fatal."

 

O primeiro livro de Raul Brandão, Impressões e Paisagens foi o seu início literário.

Tudo neste livro é sensorial e sensual, do calor que exala da terra, aos frutos que pendem das árvores, do mar bravio ao aroma de maresia e do peixe fresco. 

Aqui a paisagem confunde-se com o estado de alma e o que os olhos vêem é o que a alma sente, como um verdadeiro nortenho sabe sentir.

Poder-se-ia dizer que é um livro de viagens que condensa nas suas páginas as impressões de cada lugar por onde passou.

Raul Brandão observa o seu país como quem o sonha, com espanto, melancolia, com amor. Nada lhe escapa a ternura das gentes, o silêncio das ruínas, o rumor do mar.

Não há melhor viagem por Portugal do que esta de mão dada com Raul Brandão

 

"Espero pelo dia - mesmo na cova o espero - em que acabe a exploração do homem pelo homem".

Raul Brandão tinha apenas um grande "sonho" e descreveu-o assim nas suas Memórias, o terceiro volume onde faz o Balanço à vida.

Pede também mais justiça, mais pão e mais reflexão.

150 anos após o seu nascimento, o seu sonho, o seu desejo, continua tão actual como nos séculos passados.

O escritor "assombrado pela ideia da morte" tinha na justiça o seu sonho, fruto da observação da vida dos pobres, espelhando-o em toda a sua obra, tendo-se tornando num grande intérprete da vida íntima e da trágica condição portuguesa: "A vida antiga tinha raízes, talvez a vida futura as venha a ter.

A nossa época é horrível porque já não cremos - e não cremos ainda.

O passado desapareceu, de futuro nem alicerces existem.

E aqui estamos nós sem tecto, entre ruínas à espera".

Uma escrita permanentemente angustiada que pôs em causa as concepções literárias vigentes na altura.

Foi influenciado pelas correntes do Realismo, do Naturalismo, do Simbolismo e do Decadentismo, e por isso mesmo sua obra é considerada excêntrica, onírica, idealista, lírica e influenciou autores tão diversos como Vergílio Ferreira, José Saramago, Maria Gabriela Llansol, José Luís Peixoto ou Rui Nunes.

150 anos depois do seu nascimento, foi lançada a colecção Raul Brandão 150 Anos
.

Ao todo são oito títulos essenciais para compreender o trabalho do autor que são recuperados nas suas edições originais fac-similadas.

Impressões e Paisagens, de 1890, foi a estreia do autor na escrita literária.

Os críticos denegriam esta colectânea de contos como naturalistas.

Sendo uma obra seminal, está ainda longe de espelhar todo o talento do autor mas deixa antever alguns dos temas que viria a abordar e, sobretudo, a forma como conjugou elementos naturalistas, simbolistas e impressionistas.

Raul Brandão dedicou toda a sua vida à escrita e deixou uma obra única no contexto da literatura nacional.

É considerado um dos maiores escritores portugueses, embora pouco lido, tendo ficado ensombrado pela presença de Fernando Pessoa no panorama literário da época.

Uma obra de singular liberdade criativa, para ler e descobrir.

CONTOS DURIENSES

 

Autor. João de Araújo Correia



Editora: Jornal Público

ISBN: 560222730970314

Nº de Páginas: 242

 Data desta publicação: 2019

Formato: 123 x 190 x 17 mm












Toda a obra de João de Araújo Correia é verídico testemunho, porque toda ela é o resultado de escrupulosa atenção à realidade humana e à realidade telúrica. O autor de Contos Durienses não se deita a fantasiar, no sentido pejorativo deste verbo. Faz, decerto, obra de imaginação, mas a matéria-prima com que a sua imaginação trabalha é colhida in loco e in fragrante. Os contos criados pela sua imaginação respiram verosimilhança, parecem a crespa realidade pela sumária razão de que o autor não se situa perante a realidade – humana ou paisagística, subjectiva ou objectiva -, na atitude do cão de loiça. Muito assimilou, muito viu, muito ouviu, muito sentiu, e por isso mesmo, chegado ao momento de fabular o seu conto, não lhe faltam verídicos materiais para o arquitectar. Não faz cópias, congemina uma realidade verosímil, feita de pedaços de variadas vivências que a memória lhe arquivou. Já alguém chamou à prosa de João de Araújo Correia gostosa e rescendente a pão rústico saído do forno, atrevida e aguda como agulha dos vinhos naturais. E chamou bem. A prosa dele é sempre assim, não só pela bossa temperamental do autor, mas ainda pela sua intimidade com a fala popular, que ele conhece como os dedos das suas próprias mãos. Não embarca em modas. Inclina-se para aquilo que parece ter nascido no signo da perenidade. Tem muito daquele engenheiro que aparece na História de uma criada velha, dos Contos Durienses: odeia a Moda, se for feia. Para ele não há antigo nem moderno – há o bom e o belo.*


Texto - Cruz Malpique
 

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura.

26/08/2025

MANUAL DOS INQUISIDORES

 

Autor. António Lobo Antunes

Edição do Círculo de Leitores.

Ano de 1996 

História do desmoronamento de uma família da alta burguesia do antigo regime, rica e considerada, centra-se na figura do patriarca, Dr. Francisco, influente e poderoso governante de Salazar, que fora director-geral, secretário de Estado e finalmente ministro. A acção decorre em dois tempos distintos, separados pela revolução de 25 de Abril de 1974. O romance dá conta quer da vida das personagens durante o Estado Novo, tempo de opulência e de fortuna, quer da mudança drástica sofrida com a queda do regime fascista.

26/07/2025

NOME DE GUERRA

 

Autor. José de Almada Negreiros.

Ano desta edição. -1972

 

Nome de Guerra, escrito em 1925, é o romance de iniciação de um jovem provinciano proveniente de uma família abastada.

 "Quando o tio de Luís Antunes o envia para Lisboa, ao cuidado do seu amigo D. Jorge (descrito como "bruto como as casas e ordinário como um homem"), com o propósito de o educar nas "provas masculinas", não imaginava o desenlace de tal aventura. Apesar de, na primeira noite, D. Jorge ter ficado convencido da inutilidade dos seus préstimos, Antunes concluiu que o "corpo nu de mulher foi o mais belo espectáculo que os seus olhos viram em dias de sua vida", decidindo-se a perseguir Judite.

Esta "via perfeitamente que o Antunes não estava destinado para ela", mas "não lhe faltava dinheiro e dinheiro é o principal para esperar, para disfarçar, para mentir a miséria e a desgraça". Assim se inicia a história de Luís Antunes e Judite, que terminará com a prodigiosa e desconcertante frase, "não te metas na vida alheia se não queres lá ficar". "

20/07/2025

ATÉ AMANHÃ CAMARADAS

 

Autor. Manuel Trigo ( pseudónimo de Álvaro Cunhal  )

 

Álvaro Barreirinhas Cunhal foi um político e escritor português, conhecido por ser opositor do Estado Novo, e ter dedicado a vida ao ideal comunista e ao Partido Comunista Português.
Nascimento: 10 de novembro de 1913, Coimbra
Falecimento: 13 de junho de 2005, Lisboa
Partido: Partido Comunista Português
Livros: Até amanhã, camaradas,

 

O romance acompanha, em quadros breves mas significativos, a preparação, no meio fabril e rural, de uma greve geral e de uma manifestação clandestina, com vista a apresentar reivindicações salariais e uma forma mais justa de pagamento das jornas. Para primeiro plano salta, porém, a vida clandestina, a sua organização, a intensidade das relações entre companheiros, a sua gíria, as suas pequenas vitórias, num relato sobre homens que aceitam a vida como risco e como aposta na conquista de direitos essenciais. Segundo Óscar Lopes (cf. prefácio à edição ilustrada de Até Amanhã, Camaradas!, Lisboa, Avante, 1980), este romance, encetado nos anos 50 a 60, baniu "toda a ênfase (ainda à Zola), toda a vaga alegoria da esperança social, todo o jogo de escondidas feito de alusões que, devido a uma repressão interiorizada (e, um pouco, às pequeninas satisfações de tal jogo) emperram uma parte do neorrealismo dos anos 40 (e ainda posterior)", sublinhando ainda uma objetividade de que está ausente a ironia, firmada em imagens vivas, em diálogos diretos, na atenção a dados concretos e precisos. Até Amanhã Camaradas foi adaptado ao teatro por Jaime Gralheiro, em 1982, com o título O Homem da Bicicleta.

10/07/2025

AS RAIZES DO FUTURO

 

Autor. José Régio.

 

A Velha Casa é composta pelos títulos: I – Uma Gota de Sangue; II – As Raízes do Futuro; III – Os Avisos do Destino; IV – As Monstruosidades Vulgares e o V – Vidas são Vidas, (que inclui os rascunhos do VI volume).

1ª edição do segundo romance de A Velha Casa.

 


Observações:

Primeira edição do segundo romance de A Velha Casa, conjunto de romances composto pelos títulos: I - Uma Gota de Sangue; II - As Raízes do Futuro; III - Os Avisos do Destino; IV - As Monstruosidades Vulgares e o V - Vidas são Vidas, (que inclui os rascunhos do VI volume).
Estes romances de José Régio (1901-1969) são considerados a obra em que
"o psicologismo e misticismo de Régio parecem evoluir no sentido de um moralismo idealista, e [em que] a confidência romanceada de fundo autobiográfico apresenta um certo ar de apologia contra a crítica neo-realista, ou de doutrinação muito explícita"  

in História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva e Óscar Lopes,

UMA MÃO CHEIA DE NADA OUTRA DE COISA NENHUMA

 

Autora. Irene Lisboa.

Ilustrações de: Pitum Keil Amaral 

1ª edição. Ano de 1955 

 

A primeira edição do livro "Uma Mão Cheia de Nada, Outra de Coisa Nenhuma" de Irene Lisboa foi publicada pela Portugália Editora em 1955. A obra, que contém 26 contos, é caracterizada pela imaginação e pela exploração dos sentidos. A edição original foi ilustrada por Pitum Keil do Amaral. 
Vinte e seis contos em que a tradição, o sonho e a imaginação ganham vida pela mão de uma das mais importantes autoras do século XX português.


Meninos e meninas, rapazes e raparigas príncipes e princesas, animais e coisas sonhadas… Neste livro,  descobre-se vinte e seis histórias fantásticas, nas quais encontra-mos coisas de agora e de outros tempos. Todas as personagens destes contos têm uma coisa em comum entre si.  É por meio dos cinco sentidos - visão, olfato, audição, tato e paladar - que começam a desvendar os seus sonhos e desejos.

A obra leva-nos a reflectir sobre tudo o que nos rodeia - as pessoas, os animais, as coisas - pode ser a chave para compreender o que sentimos, pensamos e deseja-mos para a  vida. Além dos sentidos, é bom lembrar que o maior poder que temos é… a imaginação!

07/07/2025

BREVIÁRIO DAS MÁS INCLINAÇÕES

 

Autor. José Riço Direitinho.

Edição: Setembro de 1997 

 «José Riço Direitinho representa um dos mais significativos exemplos de uma corrente renovadora que abriu caminho nas letras portuguesas.»
El País

«Um estilo poderoso e original, num romance perfeito.»
Neue Zürcher Zeitung

«Ler estas páginas, impregnadas de magia, sobrenatural e fantástico, significa sobretudo nunca perder contacto com a profunda inquietação de toda a condição humana.»
O Independente



«Depois de se ter deitado com um homem, lavava-se sempre numa infusão de folhas de arruda, apanhadas ao luar, e bebia tisanas com sementes de funcho e de sargacinha-dos-montes, para que as regras não lhe faltassem.»

Assim começa este romance que narra a vida e a morte (aos 33 anos, como Jesus) de José de Risso, um homem de virtude que nasceu marcado nas costas com um sinal em forma de folha de carvalho. Pelo meio há o enorme lobo de Espadañedo, um lobisomem que descia da serra quando a Lua lhe estava de feição; há receitas de chás e de tisanas que curam do mau-olhado, da má-sina com as mulheres, dos amores infelizes, das galhaduras, dos maus pensamentos; há chás e tisanas que fazem recobrar os ímpetos aos homens; há também Purísima de la Concepción, a muito bonita e alegre viúva galega, de quem se dizia (sem se ter a certeza) que encomendara a morte do marido a um matador de touros andaluz a quem as mulheres casadas chamavam, com disfarçado fervor e muita paixão contida, Niño del Teso.

A FENDA NO CAVALO

 

Autor. Francisco Duarte Mangas.

Edição. Janeiro de 1999 

 

 


Francisco Duarte Mangas.
 Nasceu em Rossas (Vieira do Minho), em 1960. É licenciado em História, jornalista de profissão (O Primeiro de Janeiro, Diário de Notícias), romancista premiado (Diário de Link, 1993; Geografia do medo, 1997; A morte do Dali, 2001; O coração transido dos Mouros, 2002, etc.), contista e poeta (Pequeno livro da terra, 1996; Transumância, 2002, etc.), Francisco Duarte Mangas é também autor de uma obra no domínio da literatura para a infância, repartida pelo conto, pelo conto em formato de álbum e pela poesia. Vários dos seus livros para adultos foram traduzidos e editados em Espanha e na Itália.

 



Uma tragédia serena, a várias vozes, sobre a passagem do milénio.

28/06/2025

DIÁRIO DE LINK

 

Autor. Francisco Duarte Mangas.

Este  livro foi impresso no mês de Abril de 2002. 

Numa aldeia comunitária do Gerês - Vilarinho das Furnas - nos anos imediatamente posteriores à Guerra Civil de Espanha (1936-1939), num tempo em que coexistem padres e bruxas, aplica-se a justiça popular aos cônjuges infiéis e faz-se da confissão sagrada um interrogatório obsceno.

A presença na aldeia de um comunista alemão, Link, acusado de incendiar igrejas em Espanha e de ali matar padres e freiras, sobre quem pesa a suspeita de fazer a corte às mulheres da terra, subverte a ordem natural das coisas, dominada pelo clero ultramontano e pelas duras leis dos homens que provêm do princípio do mundo.


Da vasta bibliografia de Francisco Duarte Mangas destaca-se o seu primeiro livro de ficção, Diário de Link, editado originalmente pela Teorema em 1933, distinguido com o prestigiado Prémio Carlos de Oliveira. Em 2001 teve uma primeira reedição e no mesmo ano foi traduzido e editado em Espanha pela Akal Ediciones. Há muito esgotado.

GEOGRAFIA DO MEDO

 

Autor. Francisco Duarte Mangas.

Editado em Março de 1998. 

Um velho caçador persegue, desde o amanhecer, um rasto e uma dúvida.

Em terra estranha, o filho faz a última incursão militar na densa mata. Num dia apenas, os dois homens e outras vozes atravessam grande parte do século vinte e percorrem assim a geografia do medo, e, por secretas rebeldias, afrontam amos e senhores da terra.


Este romance venceu a primeira edição Prémio Eixo Atlântico de Narrativa Galaico-portuguesa e o grande Prémio de Literatura LTF/DST.

15/10/2024

Na Margem do RIO PEDRA Eu Sentei e Chorei

 

Autor. Paulo Coelho

13ª reimpressão, 2002

Paulo Coelho

Um dos autores mais lidos e respeitados em todo o mundo, e o escritor de língua portuguesa mais vendido de sempre, Paulo Coelho tem a sua obra publicada em mais de 170 países e traduzida em 88 idiomas. É autor do clássico dos nossos tempos, O Alquimista, considerado o romance mais traduzido de sempre e que atingiu mais de 427 semanas ininterruptas na lista de bestsellers do The New York Times. Nascido no Rio de Janeiro, em 1947, foi compositor, antes de se dedicar à literatura. Foi galardoado com diversos prémios internacionais, entre eles o prestigiado título de Chevalier de L’Ordre National de la Légion d’Honneur.

 

Uma lição de vida, um incitamento a que se corram riscos para que o inesperado aconteça?
Uma mensagem de fé: “Deus dá-nos todos os dias – junto com o Sol – um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes”?
Um empolgante e belissímo relato, pelo sortilégio da pena de um escritor humano e espiritualmente tão forte como é Paulo Coelho, internacionalmente aclamado pela crítica.

Eu Sentei e Chorei. Conta a lenda que tudo o que cai nas águas deste rio - as folhas, os insetos, as penas das aves- se transforma nas pedras do seu leito. Ah, quem me dera que eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atirá-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças. ( ... ) *

* Breve extrato do capítulo inicial da obra

18/09/2024

DE PROFUNDIS, Valsa Lenta

 

Autor. José Cardoso Pires

10ª Edição. Novembro de 1998

(... ) Devo dizer-lhe que é escassa a produção literária sobre a doença vascular cerebral. A razão é simples: é que ela seca a fonte de onde brota o pensamento  ou perturba o rio por onde ele se escoa, e assim é difícil, se não impossível, explicar aos outros como se dissolve a memória, se suspende a fala, se embota a sensibilidade, se contém o gesto. E, muitas vezes a agressão, como aquela que o assaltou, deixa cicatriz definitiva, que impede o retorno ao mundo dos realmente vivos. É por isso que o seu testemunho é singular, como é única a linguagem que usa para o transmitir. *

* Breve extrato de « Carta A Um  Amigo Novo » Assinada por João Lobo Antunes, Páscoa 1997

17/03/2024

FEIRA DA LADRA

 

 

 Autor
 Padre. Áureo de Figueiredo

1ª edição - 1958

O Sr: Padre Áureo Rodrigues de Figueiredo resolveu dar à estampa vários escritos da sua vigorosa lavra sob o título, se não original, certamente muito expressivo e sugestivo de Feira da Ladra. (...) Quem, na verdade, quiser escolher Feira da Ladra encontrará, sem dúvida, muito que lhe pode servir para uso interno e externo.
 Porque assim penso, aqui deixo consignado o meu pensamento com lealdade e franqueza.

Quelimane, 21 de Abril de 1958
Francisco, Bispo de Quelimane. *

* Extrato de " Duas Palavras a Servir de Prefácio "