Lisboa Abril de 2010
Publicações Dom Quixote
Lisboa Abril de 2010
Publicações Dom Quixote
Autor. Manuel J. A. Leal Gomes
1ª edição. Maio de 2008
Edições Tribuna-37
Manuel Joaquim Alves Leal Gomes nasceu em Luanda, Angola, em Novembro de 1950, tendo obtido a Licenciatura em Engenharia de Minas e mais tarde o Doutoramento em Geologia. Em busca de melhor vida percorreu os cinco continentes, tendo trabalhado em túneis, barragens, hidroelétricas, minas e na indústria petrolífera em Angola, Brasil e Portugal. Foi Colaborador Científico da Universidade de Luanda e Professor Associado da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, pelo que tem farta bibliografia científica e técnica publicada. Também publicou ficção literária, ensaio, poesia e teatro nos últimos anos.Autor. Raul Brandão
O primeiro livro de Raul Brandão, Impressões e Paisagens foi o seu início literário.
Tudo neste livro é sensorial e sensual, do calor que exala da terra, aos frutos que pendem das árvores, do mar bravio ao aroma de maresia e do peixe fresco.
Aqui a paisagem confunde-se com o estado de alma e o que os olhos vêem é o que a alma sente, como um verdadeiro nortenho sabe sentir.
Poder-se-ia dizer que é um livro de viagens que condensa nas suas páginas as impressões de cada lugar por onde passou.
Raul Brandão observa o seu país como quem o sonha, com espanto, melancolia, com amor. Nada lhe escapa a ternura das gentes, o silêncio das ruínas, o rumor do mar.
Não há melhor viagem por Portugal do que esta de mão dada com Raul Brandão
"Espero pelo dia - mesmo na cova o espero - em que acabe a exploração do homem pelo homem".
Raul Brandão tinha apenas um grande "sonho" e descreveu-o assim nas suas Memórias, o terceiro volume onde faz o Balanço à vida.
Pede também mais justiça, mais pão e mais reflexão.
150 anos após o seu nascimento, o seu sonho, o seu desejo, continua tão actual como nos séculos passados.
O escritor "assombrado pela ideia da morte" tinha na justiça o seu
sonho, fruto da observação da vida dos pobres, espelhando-o em toda a
sua obra, tendo-se tornando num grande intérprete da vida íntima e da
trágica condição portuguesa: "A vida antiga tinha raízes, talvez a vida
futura as venha a ter.
A nossa época é horrível porque já não cremos - e não cremos ainda.
O passado desapareceu, de futuro nem alicerces existem.
E aqui estamos nós sem tecto, entre ruínas à espera".
Uma escrita permanentemente angustiada que pôs em causa as concepções literárias vigentes na altura.
Foi influenciado pelas correntes do Realismo, do Naturalismo, do
Simbolismo e do Decadentismo, e por isso mesmo sua obra é considerada
excêntrica, onírica, idealista, lírica e influenciou autores tão
diversos como Vergílio Ferreira, José Saramago, Maria Gabriela Llansol,
José Luís Peixoto ou Rui Nunes.
150 anos depois do seu nascimento, foi lançada a colecção Raul Brandão 150 Anos.
Ao todo são oito títulos essenciais para compreender o trabalho do autor
que são recuperados nas suas edições originais fac-similadas.
Impressões e Paisagens, de 1890, foi a estreia do autor na escrita literária.
Os críticos denegriam esta colectânea de contos como naturalistas.
Sendo uma obra seminal, está ainda longe de espelhar todo o talento do
autor mas deixa antever alguns dos temas que viria a abordar e,
sobretudo, a forma como conjugou elementos naturalistas, simbolistas e
impressionistas.
Raul Brandão dedicou toda a sua vida à escrita e deixou uma obra única no contexto da literatura nacional.
É considerado um dos maiores escritores portugueses, embora pouco lido,
tendo ficado ensombrado pela presença de Fernando Pessoa no panorama
literário da época.
Uma obra de singular liberdade criativa, para ler e descobrir.
Autor. João de Araújo Correia
Editora: Jornal Público ISBN: 560222730970314 Nº de Páginas: 242 Data desta publicação: 2019 Formato: 123 x 190 x 17 mm |
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Texto - Cruz Malpique
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura.
Autor. António Lobo Antunes
Edição do Círculo de Leitores.
Ano de 1996
História do desmoronamento de uma família da alta burguesia do antigo regime, rica e considerada, centra-se na figura do patriarca, Dr. Francisco, influente e poderoso governante de Salazar, que fora director-geral, secretário de Estado e finalmente ministro. A acção decorre em dois tempos distintos, separados pela revolução de 25 de Abril de 1974. O romance dá conta quer da vida das personagens durante o Estado Novo, tempo de opulência e de fortuna, quer da mudança drástica sofrida com a queda do regime fascista.Autor. José de Almada Negreiros.
Ano desta edição. -1972
Nome de Guerra, escrito em 1925, é o romance de iniciação de um jovem provinciano proveniente de uma família abastada.
Autor. Manuel Trigo ( pseudónimo de Álvaro Cunhal )
O romance acompanha, em quadros breves mas significativos, a preparação, no meio fabril e rural, de uma greve geral e de uma manifestação clandestina, com vista a apresentar reivindicações salariais e uma forma mais justa de pagamento das jornas. Para primeiro plano salta, porém, a vida clandestina, a sua organização, a intensidade das relações entre companheiros, a sua gíria, as suas pequenas vitórias, num relato sobre homens que aceitam a vida como risco e como aposta na conquista de direitos essenciais. Segundo Óscar Lopes (cf. prefácio à edição ilustrada de Até Amanhã, Camaradas!, Lisboa, Avante, 1980), este romance, encetado nos anos 50 a 60, baniu "toda a ênfase (ainda à Zola), toda a vaga alegoria da esperança social, todo o jogo de escondidas feito de alusões que, devido a uma repressão interiorizada (e, um pouco, às pequeninas satisfações de tal jogo) emperram uma parte do neorrealismo dos anos 40 (e ainda posterior)", sublinhando ainda uma objetividade de que está ausente a ironia, firmada em imagens vivas, em diálogos diretos, na atenção a dados concretos e precisos. Até Amanhã Camaradas foi adaptado ao teatro por Jaime Gralheiro, em 1982, com o título O Homem da Bicicleta.
Autor. José Régio.
A Velha Casa é composta pelos títulos: I – Uma Gota de Sangue; II – As Raízes do Futuro; III – Os Avisos do Destino; IV – As Monstruosidades Vulgares e o V – Vidas são Vidas, (que inclui os rascunhos do VI volume).
1ª edição do segundo romance de A Velha Casa.
Primeira edição do segundo romance de A Velha Casa, conjunto de romances composto pelos títulos: I
- Uma Gota de Sangue; II - As Raízes do Futuro; III - Os Avisos do
Destino; IV - As Monstruosidades Vulgares e o V - Vidas são Vidas, (que
inclui os rascunhos do VI volume).
Estes romances de José Régio (1901-1969) são considerados a obra em que "o
psicologismo e misticismo de Régio parecem evoluir no sentido de um
moralismo idealista, e [em que] a confidência romanceada de fundo
autobiográfico apresenta um certo ar de apologia contra a crítica
neo-realista, ou de doutrinação muito explícita"
in História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva e Óscar Lopes,
Autora. Irene Lisboa.
Ilustrações de: Pitum Keil Amaral
1ª edição. Ano de 1955
A primeira edição do livro "Uma Mão Cheia de Nada, Outra de Coisa Nenhuma" de Irene Lisboa foi publicada pela Portugália Editora em 1955. A obra, que contém 26 contos, é caracterizada pela imaginação e pela exploração dos sentidos. A edição original foi ilustrada por Pitum Keil do Amaral.
A obra leva-nos a reflectir sobre tudo o que nos rodeia - as pessoas, os animais, as coisas - pode ser a chave para compreender o que sentimos, pensamos e deseja-mos para a vida. Além dos sentidos, é bom lembrar que o maior poder que temos é… a imaginação!
Autor. José Riço Direitinho.
Edição: Setembro de 1997
«José Riço Direitinho representa um dos mais significativos exemplos de
uma corrente renovadora que abriu caminho nas letras portuguesas.»
El País
«Um estilo poderoso e original, num romance perfeito.»
Neue Zürcher Zeitung
«Ler estas páginas, impregnadas de magia, sobrenatural e
fantástico, significa sobretudo nunca perder contacto com a
profunda inquietação de toda a condição humana.»
O Independente
«Depois de se ter deitado com um homem, lavava-se sempre numa infusão de
folhas de arruda, apanhadas ao luar, e bebia tisanas com sementes de
funcho e de sargacinha-dos-montes, para que as regras não lhe
faltassem.»
Assim começa este romance que narra a vida e a morte (aos 33 anos, como
Jesus) de José de Risso, um homem de virtude que nasceu marcado nas
costas com um sinal em forma de folha de carvalho. Pelo meio há o enorme
lobo de Espadañedo, um lobisomem que descia da serra quando a Lua lhe
estava de feição; há receitas de chás e de tisanas que curam do
mau-olhado, da má-sina com as mulheres, dos amores infelizes, das
galhaduras, dos maus pensamentos; há chás e tisanas que fazem recobrar
os ímpetos aos homens; há também Purísima de la Concepción, a muito
bonita e alegre viúva galega, de quem se dizia (sem se ter a certeza)
que encomendara a morte do marido a um matador de touros andaluz a quem
as mulheres casadas chamavam, com disfarçado fervor e muita paixão
contida, Niño del Teso.
Autor. Francisco Duarte Mangas.
Edição. Janeiro de 1999
Autor. Francisco Duarte Mangas.
Este livro foi impresso no mês de Abril de 2002.
Numa aldeia comunitária do Gerês - Vilarinho das Furnas - nos anos imediatamente posteriores à Guerra Civil de Espanha (1936-1939), num tempo em que coexistem padres e bruxas, aplica-se a justiça popular aos cônjuges infiéis e faz-se da confissão sagrada um interrogatório obsceno.Autor. Francisco Duarte Mangas.
Editado em Março de 1998.
Um velho caçador persegue, desde o amanhecer, um rasto e uma dúvida.Autor. Paulo Coelho
13ª reimpressão, 2002
Paulo Coelho
Um dos autores mais lidos e respeitados em todo o mundo, e o escritor de língua portuguesa mais vendido de sempre, Paulo Coelho tem a sua obra publicada em mais de 170 países e traduzida em 88 idiomas. É autor do clássico dos nossos tempos, O Alquimista, considerado o romance mais traduzido de sempre e que atingiu mais de 427 semanas ininterruptas na lista de bestsellers do The New York Times. Nascido no Rio de Janeiro, em 1947, foi compositor, antes de se dedicar à literatura. Foi galardoado com diversos prémios internacionais, entre eles o prestigiado título de Chevalier de L’Ordre National de la Légion d’Honneur.
Eu Sentei e Chorei. Conta a lenda que tudo o que cai nas águas deste rio - as folhas, os insetos, as penas das aves- se transforma nas pedras do seu leito. Ah, quem me dera que eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atirá-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças. ( ... ) *
* Breve extrato do capítulo inicial da obra
Autor. José Cardoso Pires
10ª Edição. Novembro de 1998
* Breve extrato de « Carta A Um Amigo Novo » Assinada por João Lobo Antunes, Páscoa 1997
Autor
Padre. Áureo de Figueiredo
1ª edição - 1958
O Sr: Padre Áureo Rodrigues de Figueiredo resolveu dar à estampa
vários escritos da sua vigorosa lavra sob o título, se não original,
certamente muito expressivo e sugestivo de Feira da Ladra. (...) Quem, na verdade, quiser escolher Feira da Ladra encontrará, sem dúvida, muito que lhe pode servir para uso interno e externo.
Porque assim penso, aqui deixo consignado o meu pensamento com lealdade e franqueza.
Quelimane, 21 de Abril de 1958
Francisco, Bispo de Quelimane. *
* Extrato de " Duas Palavras a Servir de Prefácio "