Organizo aqui no blogue algum do meu acervo.Quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, entre outros objetos. Preservo livros, revistas e papéis de valor. Separo, guardo, e deles obtenho informações. No que respeita às antiguidades procuro ser um colecionador e estudioso do passado.

02/04/2026

A HISTÓRIA DO HOMEM

 
Autor. Robin Dunbar

Ano desta edição. 2005 

Edição de: Quetzal Editores 

 

 Robin Ian MacDonald Dunbar é um antropólogo britânico e psicólogo evolucionista e um especialista em comportamento de primatas. Atualmente é chefe do Grupo de Pesquisa em Neurociência Social e Evolutiva do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Oxford

 Num livro dirigido a todos e que se inscreve num movimento de divulgação da Ciência, Robin Dunbar inicia a procura intrigante daquilo que faz de nós humanos numa gruta no norte de Espanha. As pinturas requintadas de bisontes e de cavalos nas paredes da gruta são uma ponte para as mentes dos nossos distantes antepassados.

Homens adultos desfizeram-se em lágrimas perante estas imagens, afirma Dunbar. É impossível não sentir a magia no ar. Elas encerram a essência daquilo que fez de nós aquilo que somos. E são a primeira prova da existência de uma vida mental.

Para os cientistas que estudam a evolução da espécie humana, a última década assistiu a avanços extraordinários em muitas disciplinas descobertas que revolucionaram o pensamento científico e a imagem que o Homem tem de si próprio. Em "A História do Homem", Robin Dunbar evoca os últimos contributos da Genética, dos Estudos Comportamentais e da Psicologia para definir o que nos torna únicos enquanto espécie.

Robin Dunbar defende que um dos motores da evolução humana é a necessidade de se adaptar a um mundo cada vez mais complexo de relações sociais. A evolução da complexidade social determinou o aumento do cérebro e o despertar da consciência humana. O célebre Número de Dunbar ou Monkeysphere é hoje um valor de referência na Sociologia e na Antropologia: mede o limite cognitivo do número de indivíduos com quem uma pessoa consegue manter relações estáveis. Dunbar defende que o ser humano consegue relacionar-se de forma pessoal com um máximo de 150 pessoas. Ao ultrapassar este número, deixamos de conseguir gerir as nossas relações.

Robin Dunbar acrescenta que a religião é um fenómeno que nos distingue de forma qualitativa dos nossos primos macacos. A nossa constituição mental, sendo superior, permite-nos ver para além do mundo das aparências. Mas a questão permanece: alguma vez conseguiremos emergir da caverna?