Autor. C. F. Buys.
E em " estudo " por Edgar Luiz Schneider
Edição da Livraria do Globo, nº 554.
Ano de 1934.
Folhei o livro “Armas e munições de Caça” de 1934, onde
C. F. Buys onde ele cita o livro “La
chasse à tir” de Paul Cunisset-Carnot de 1911: “Cunisset observa que a solidez
é a qualidade principal de um fuzil. E afirma, com razão, que seria loucura
querer sacrificá-la à leveza. Primeiro a segurança, diz este autor, depois o
prazer; em um bom fuzil, a beleza, a delicadeza, a precisão mecânica, a
elegância, a facilidade de manejo devem associar-se, mas sem comprometer a
robustez. Expõe uma tabela dos melhores pesos para todos os calibres, exemplo:
cal.12=3,150kg e cal. 20=2,80kg. Quanto ao peso do cano, é sempre inferior à
metade do peso da arma.”
Continuando Buys descreve:” Há,
entre nós, brasileiros, uma preferência acentuada para os pequenos calibres.
Temos abundância de caça, pelo menos no interior. Com qualquer arma abate-se um
número relativamente grande de peças—o que se deveria atribuir ao milagre da
terra dadivosa empresta-se à pretendida superioridade do pequeno calibre da
arma que se utiliza, ao seu fácil manejo, ao nenhum esforço físico que demanda
o seu transporte, ao nulo recuo.” “A arma não cansa”, afirma-se. E, como a arma
não cansa, a eficiência do atirador não enfraquece senão em proporções menores
do que a do caçador que se serve de um calibre grande.
Pelo fato do Brasil ter sido
terra dadivosa em caça, não haveria motivo consumir munição mais cara. O
costume dos calibres finos acompanhou gerações dos praticantes da caça até à proibição total da caça. *