Organizo aqui no blogue algum do meu acervo.Quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, entre outros objetos. Preservo livros, revistas e papéis de valor. Separo, guardo, e deles obtenho informações. No que respeita às antiguidades procuro ser um colecionador e estudioso do passado.

14/05/2026

DA UTILIDADE E INCONVENIENTES DA HISTÓRIA PARA A VIDA

 

Autor. Friedrich Nietzsche

Introdução e tradução de Armando de Morais. 

Edição. Livrolândia. Lisboa.

 

 

Publicada em 1874, a segunda das quatro considerações extemporâneas, Sobre a Utilidade e a Desvantagem da História para a Vida, foi definida pelo autor em sua autobiografia, Ecce homo, como sendo o tratado que, através de nossa capacidade de perceber e dar significado ao passado, «traz à luz o que há de perigoso, corrosivo e envenenador da vida». E continua: «A vida doente dessa engrenagem e mecanismo desumanos, da impessoalidade do trabalhador, da falsa economia da divisão do trabalho».

Nessa obra o sentido histórico do qual nosso século se orgulha foi pela primeira vez reconhecido como doença, como signo típico da decadência. A obra, contudo, não é pessimista. No último século e neste, a segunda extemporânea tem se configurado representante fundamental da investigação sobre o valor da história e da cultura histórica ocidental.

As noções de aistórico e suprahistórico, apresentadas em Sobre a utilidade e a desvantagem da história, podem ainda nos dizer muito acerca de nosso olhar sobre o passado e como nos aproveitamos dele para bem vivermos o presente e gestarmos o futuro.

 

Esta edição de "Da Utilidade e Inconvenientes da História para a Vida" (1874) de Friedrich Nietzsche, publicada pela Livrolândia, Lisboa, é uma obra de 122 páginas traduzida por Armando de Morais. O texto é uma crítica feroz ao historicismo excessivo do século XIX, defendendo que a história só tem valor se servir à vida e à ação, não como erudição estéril. [
Detalhes da Edição Livrolândia:
  • Autor: Friedrich Nietzsche
  • Tradução/Introdução: Armando de Morais
  • Editora: Livrolândia (Lisboa)
  • Páginas: 122-III págs.
  • Formato: Brochura
  • Estado Geral: Edição antiga, por vezes descrita com sinais de manuseio ou picos de humidade.
Ideias Centrais da Obra:
  • História ao serviço da Vida: Nietzsche argumenta que o passado deve inspirar a ação presente, não paralisar o ser humano. 
  • O "Excesso de História": O autor alerta para a desvantagem de acumular conhecimentos históricos que enfraquecem a capacidade de criar e agir no presente. 
  • Uso da História: Defende três tipos de história (monumental, antiquária e crítica), mas sublinha que o conhecimento deve ser um estímulo para a vida, não um fim em si mesmo.
Trata-se de uma edição específica e por vezes difícil de encontrar no mercado de segunda mão.