Autor. Jacques Ruppert. Vice - Président de la Société de L'Histoire du Costume. Professor aux Écoles D'Artes Appliqués.
Flammarion et Cte, Éditeurs
4º trimestre. 1947
Luís Filipe e Napoleão III foram os dois últimos monarcas de França, governando de forma consecutiva entre 1830 e 1870. Ambos moldaram a transição da França para a era moderna, mas divergiram profundamente nas suas origens políticas, ideologias e no desfecho dos seus reinados.
As Dinastias e Ramo Político
- Luís Filipe I: Rei dos Franceses (1830–1848). Pertencia à Casa de Orléans. Subiu ao trono através da Revolução de Julho, que derrubou a linha conservadora da Casa de Bourbon. O seu governo ficou conhecido como a "Monarquia de Julho" e caracterizou-se pelo liberalismo moderado, beneficiando a alta burguesia.
- Napoleão III: Presidente (1848–1852) e Imperador dos Franceses (1852–1870). Era sobrinho de Napoleão Bonaparte. Fundou o Segundo Império Francês, apoiando-se numa ideologia de populismo autoritário e nacionalismo, baseada na herança gloriosa do seu tio.
O Contexto dos Golpes e Quedas
- A ascensão de Luís Filipe: Foi impulsionado pelo clamor popular e liberal para salvar o país do absolutismo, criando uma monarquia constitucional.
- A queda de Luís Filipe: Devido à sua recusa em expandir o direito de voto e ao aumento da pobreza, foi deposto pela Revolução de 1848, que instaurou a Segunda República.
- A ascensão de Napoleão III: Eleito primeiro presidente da Segunda República. Sem conseguir a reeleição constitucional, realizou um autogolpe em 1851 e restaurou o Império um ano depois.
- A queda de Napoleão III: O seu império ruiu durante a Guerra Franco-Prussiana, quando foi derrotado e capturado na Batalha de Sedan em 1870, pondo fim à monarquia em França.
Legado e Modernização
- Modernização: Durante o reinado de Luís Filipe, a industrialização avançou, com expansão ferroviária e crescimento económico.
- A França de Napoleão III: O seu reinado transformou Paris, com o redesenho urbano do Barão Haussmann, e modernizou as infraestruturas, o sistema bancário e a expansão colonial frances