O livro revela que um pensamento criativo e com conceitos próprios se pode exprimir numa linguagem acessível.
José Gil foi considerado, no número especial do Le Nouvel
Observateur, de Dezembro de 2004, como um dos 25 «grandes pensadores» de
todo o mundo, ao lado de Richard Rorty, Peter Sloterdijk, Toni Negri e
Slavoj Zizek. O autor de Portugal, Hoje nasceu em Moçambique a 15
de Junho de 1939 e doutorou-se em Filosofia na Universidade de Paris
(1982), sob a orientação de François Châtelet.
Colabora com revistas
portuguesas e estrangeiras de várias áreas. Foi Directeur de Programme
do Collège International de Philosophie de Paris e ensina actualmente na
Universidade Nova de Lisboa. As suas obras estão traduzidas em várias
línguas.
“Quando o luto não vem inscrever no real a perda de um laço afectivo (de uma força), o morto e a morte virão assombrar os vivos sem descanso.”
Professor universitário, filósofo e ensaísta português nascido em
1939, em Lourenço Marques, Moçambique. Após completar o ensino
secundário na capital moçambicana, em 1957 veio estudar para a Faculdade
de Ciências da Universidade de Lisboa, onde completou o 1º ano do curso
de Ciências Matemáticas. Depois de completar este primeiro ano de
estudos, mudou-se para Paris onde, em 1968, concluiu a licenciatura em
Filosofia na Faculdade de Letras de Paris, na Universidade da Sorbonne.
No ano seguinte, fez o mestrado em Filosofia, com uma tese sobre a moral
de Kant. Em 1982 concluiu o doutoramento d´Etat de Philosophie com a
tese Le Corps comme Champ du Pouvoir, editada em livro em 1988.
Entre
1965 e 1973 leccionou Filosofia no Liceu Misto de Pontoise, ao que se
seguiram as funções de coordenador do departamento de Psicanálise e
Filosofia da Universidade de Paris VIII, a partir de 1974.
Paralelamente, exerceu a actividade de tradutor de documentos
científicos no Centre for Educational Research and Innovation da
O.C.D.E. (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).
Em
1976 José Gil regressou a Portugal, tendo assumido o cargo de adjunto
do Secretário de Estado do Ensino Superior e da Investigação Científica
no VI Governo Provisório. Foi também bolseiro do governo francês para
conclusão de redacção de tese de doutoramento. Em 1981 iniciou funções
docentes, como professor auxiliar convidado, na Faculdade de Ciências
Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde é actualmente
professor catedrático. Leccionou Estética e Filosofia Contemporânea.
Paralelamente, deu aulas no Colégio Internacional de Filosofia, de
Paris, numa escola em Amesterdão e na Universidade São Paulo, no Brasil.
Orientou também vários seminários em Porto Alegre, no Brasil.
José
Gil tem um vasto trabalho científico publicado em revistas
especializadas e enciclopédias, nacionais e estrangeiras, designadamente
Encyclopédie de la Vie Française, Enciclopédia Einaudi, Análise e
Cadernos de Subjectividade (S. Paulo, Brasil), destacando-se nas suas
preferências a reflexão sobre o corpo. Também publicou alguns trabalhos
importantes sobre Fernando Pessoa que se distinguem radicalmente das
abordagens tradicionais dos estudos literários. «Gil propõe um novo
paradigma dos estudos pessoanos. Mais profundamente, é a uma ligação
mais precisa entre o corpo e a escrita poética que se vinculam as suas
análises, para além das metáforas habituais sobre "o corpo da escrita"
ou "a escrita do corpo". Espantosamente, Gil descobre um Pessoa
deleuziano.» (Eduardo Lourenço).
A partir de 1996 passou a dirigir a Colecção de Filosofia da editora Relógio D' Água.
Em
2004 publicou Portugal, Hoje. O Medo de Existir, a sua primeira obra
escrita directamente em português, que rapidamente se tornou um sucesso
de vendas. O livro fala do quotidiano de uma forma simples e acessível.
Antes disso já tinha publicado diversas obras, sobre temas tão diversos
como Salazar, Fernando Pessoa, a Córsega, o corpo ou O Principezinho, de
Saint-Exupéry. Em Janeiro de 2005 a conceituada revista francesa Le
Nouvel Observateur, num número especial comemorativo do seu 40º
aniversário, considerou José Gil como sendo um dos 25 grandes pensadores
do mundo.
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| José Gil |
